Apoka durante a ESL One Belo Horizonte. Foto: Reprodução/Felipe Guerra

Três derrotas. Foi assim que o treinador da INTZ, Alessandro “Apoka” Marcucci classificou o processo para a disputa da DreamHack Open Rio.

O primeiro revés, segundo Apoka, foi quando o convite para a disputa do campeonato em terras cariocas não chegou ao time. “Ficamos muito tristes, mas temos que respeitar o critério”, afirmou em entrevista ao Mais Esports.

A segunda foi durante o classificatório da América do Norte para o torneio. “Ficamos em segundo […] e acabamos perdendo a final [para a eUnited]. Foi um dia muito triste. No outro dia assistimos a partida, procuramos conversar sobre os erros e voltamos a treinar”.

A terceira derrota foi quando a equipe recebeu a notícia de que Vito “kNg” Giuseppe e Lucas “destiny” Bullo não iriam poder atuar pela EPL por conta dos problemas de visto. “No outro dia estavam todos lá de novo, prontos para treinar 10 horas seguidas. Foi nesse dia que fiquei muito feliz com a hombridade, profissionalismo e vontade da equipe mesmo depois dessas derrotas”, completou Apoka.

Apoka afirma que a equipe vem forte para DreamHack Open Rio e quer levar o título. “Sabemos o que estamos apresentando nos treinos e do nosso potencial e vamos em busca disso”. Entretanto, o treinador tem os pés no chão e sabe que para isso acontecer é preciso, primeiramente, passar da fase de grupos.

Além disso, prega respeito às demais equipes: “São oito times de muita qualidade e existe uma linha tênue entre ir bem e não passar dos grupos”.

Com quatro meses de equipe, Apoka vê um amadurecimento e evolução da equipe. Em oito horas de treinamento, a INTZ varia entre treinos táticos e treinos práticos mais a preparação individual, mas o treinador enxerga um espaço no qual a equipe pode melhorar.

“Ainda podemos melhorar um pouco nossa rotina e estamos trabalhando nisso, como por exemplo ter a parte de treino mental”, revelou.

Apoka demonstrou tristeza pelo cancelamento dos campeonato de Rainbow Six e PUBG que iriam acontecer durante a DreamHack Rio. Apesar do desalento, o treinador aproveitou para convidar os amantes do Rainbow Six a conhecer o cenário do Counter-Strike: Global Offensive e também a própria INTZ.

“Aos que comparecerem aproveitem para conhecer o CS e ver a experiência de uma competição internacional no nosso país. Fica o convite para conhecerem todo o pessoal da INTZ”, convidou.

RIVALIDADE NACIONAL

Em entrevista ao Mais Esports, Hélder “coachi” Sancho, treinador da Sharks, afirma que sua equipe está na frente da FURIA, pois já conquistaram resultados melhores contra equipe superiores na lan. Apoka tem uma opinião que é um contraponto ao pensamento de coachi. O treinador da INTZ afirma que hoje a FURIA é o segundo melhor time brasileiro, somente atrás da MIBR.

“Hoje a Fúria assume esse posto com méritos”, avaliou Apoka.

Não é só a FURIA que desperta a atenção do treinador da INTZ. Apoka cita o equilíbrio entre os times brasileiros que atuam tanto no exterior, quanto dentro do país.

“Eu vejo que existem algumas outras equipes brasileiras que não estarão na DreamHack Rio, mas que também estão nessa luta [de estar entre as melhores]: Team One, Imperial, DETONA, paiN… Qualquer resultado bom coloca esses times nessa briga, porque dá confiança que é muito importante hoje no CS”, afirmou.

Além disso, para Apoka o campeonato “é uma grande oportunidade para quatro times brasileiros conseguirem mostrar resultado”.

O treinador também deixou um recado aos torcedores da INTZ. “A torcida da INTZ é maravilhosa, desde que entramos no clube recebemos apoio até de torcedores que são ligados a outros jogos, principalmente LOL”, afirmou.

“Também tem a nossa torcida que nos acompanha pelo CS seja no clube que estivermos e a ambos só posso agradecer e dizer que queremos muito dar esse presente a eles na DreamHack Rio.”