Bicampeão de Major, Epitácio “TACO” Melo voltou para o MIBR em dezembro de 2018. Seu primeiro torneio pela equipe já foi um Major: a IEM Katowice, onde ao lado dos seus companheiros, garantiu a classificação para os playoffs do torneio e o status de Legends ao vencer a Ninjas in Pyjamas.

O jogador de 24 anos conversou com o Mais Esports e falou sobre como o time vem trabalhando a readaptação, expectativas para as próximas etapas e sobre o bind do radar. Confira:

O MIBR está disputando seu décimo Major seguido e pela décima vez a equipe conseguiu o status de Legends. Você entrou um pouco depois, é seu oitavo Major e também conseguiu o status oito vezes. Como é essa sensação de jogador o principal torneio de CS e em todas as vezes chegar nas quartas?

TACO: É maravilhosa. Major é um sonho de todo jogador de CS. Passou muito rápido, quando eu olho para trás, há quatro anos eu estava nesse sonho, lembro até do meu primeiro jogo que foi contra a mousesports. Para mim foi ainda melhor, porque os dois Majors que eu disputei eu ganhei, então é sensacional estar jogando o campeonato mais importante do CSGO e passar para os playoffs oito vezes seguidas. Isso é para poucos.

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O principal tema sobre o MIBR é o ritmo de jogo. É o primeiro torneio de vocês, estavam muito tempo sem jogar, como você está sentindo o ritmo de vocês agora? 

TACO: É difícil falar. A gente é um time muito novo, treinamos muito nesse bootcamp, foi um dos mais longos que a gente já teve – senão o mais longo da minha carreira-, mas é difícil falar porque no campeonato é diferente do que estar jogando de casa, com sua ‘coquinha’ e comendo uma pizza. Nós entendemos isso, sabemos que a preparação que tivemos, embora tenha sido longa, intensa e muito boa, não é tudo.
É difícil se basear somente na nossa preparação, mesmo que tenhamos vencido os três últimos jogos do Major, é muito cedo para dar uma análise real sobre como estamos. No achismo, nós chegamos muito bem, temos sorte de vencer esse Major. Tem times que estão juntos há anos, nós chegamos abaixo deles, mas quando se fala da nossa line-up, os caras respeitam e se soubermos usar disso, podemos vencer esse Major.

Agora vocês têm um compromisso com a Renegades, que é uma equipe que vem surpreendendo todo mundo. O que vocês estão preparando em especial para enfrentá-los?

TACO: Nós já começamos a preparação para jogar contra eles, sabemos que não será fácil. Nosso caminho tem a Astralis, a Renegades, e nós temos assistido os jogos deles. Eles evoluíram em um nível absurdo em pouquíssimo tempo, estão com uma line-up não tão nova, mas tem dois jogadores novos. Vai ser um jogo difícil, mas vejo a gente chegando como favorito.
Quando se trata de Major, se trata de 20 mil pessoas assistindo na arena, nós crescemos, e times como a Renegades, mesmo que estejam jogando muito bem, tendem a cair um pouco. Para esse confronto, entramos como favoritos, e nossa preparação já foi iniciada.

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Não tem como não falar sobre o que aconteceu antes do Major. Você reclamou da bind do radar, a galera ficou pegando no seu pé, mas deu certo, a Valve arrumou. Desde quando você está sabendo disso, como foi essa situação?

TACO: A maneira que eu agi no Twitter, a forma como eu passei a minha ideia foi um pouco agressiva, eu estava irritado e não deveria ter falado do jeito que eu falei. Porém, eu não concordo com o fato de que jogadores profissionais abusem do bug invés de chegar na Valve, falar com a desenvolvedora, e tentar mudar. Ou tentar um acordo de cavalheiro, falar sobre o que está acontecendo e não usar.
Ao contrário disso, eles souberam do bug, não divulgaram, se consertarem tudo bem, senão vamos aproveitar dele, e isso me irritou muito, eu odeio jogo sujo, odeio cheater, usa de outros meios para se beneficiarem injustamente. Mesmo que eu tenha agido de maneira um pouco agressiva no Twitter, funcionou.
Jogadores vieram falar comigo, agradeceram a atitude, que bom que dei minha contribuição para deixar a experiência no CSGO melhor para todos os jogadores e, sempre que puder, eu vou fazer isso. Lógico que agora vou medir um pouco as palavras, fui um pouco grosso com o JW, já pedimos desculpa, mas que bom que mudaram isso da smoke.

Você é um dos poucos jogadores que não se renderam a AUG. Muita gente tem te elogiado por isso, por não gostarem muito desse meta, são só seis kills suas com a arma nesse Major. Por que você não trocou?

TACO: Eu não troquei porque, primeiro: eu acredito que a Valve vai nerfar a AUG depois do Major e seria um pouco de perda de tempo. E segundo que as posições que eu jogo, eu fico mais confiante jogando com a M4 mesmo. O primeiro motivo que eu dei não faz tanto sentido, se algo está forte, você deve usá-lo mesmo, mas eu não me sinto confortável usando ela. Uso em algumas posições, alguns outros mapas, no entanto, em geral a M4 me deixa mais confiante.

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