Conversamos com Rafael “Rakin” Knittel, mid laner da CNB, sobre a vitória da equipe contra a ProGaming na primeira partida da escalada do CBLOL 2018. Confira:

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Você havia falado bastante sobre energia conosco. Como foi a sua relação com a energia do público durante essa série tão emocionante?

Rakin: Cara é muita energia e você tem que aprender a canalizar isso. No começo da série eu estava transformando isso muito em euforia sabe? Estava gritando muito e não focando tanto no jogo. Eu estava fazendo muitas jogadas que eram desnecessárias. Muitas jogadas para escutar a torcida. Eu admito… eu gosto de ver a galera gritando. Infelizmente isso deu errado para nós no primeiro e no segundo jogo. Mas no terceiro e quarto jogo, e no quinto também, eu fiquei literalmente monótono no jogo inteiro. Eu não gritei até o final do jogo, fui muito mais metódico, muito mais clamo. Isso se tornou um diferencial, pelo menos para mim, melhorar o meu gameplay. Eu transformei a energia do público em motivação.”

Foto: Riot Games

Você havia tweetado que iria calar a boca de muita gente em 2018. Eae? Calou a boca de muitos já?

Rakin: Ainda não calei ninguém não. Não calei a boca de ninguém. Eu quero mudar isso para ‘Nós vamos calar a boca de muita gente em 2018’ pois eu confio muito no meu time. E sinto que vamos mostrar muito amanhã contra a Keyd e tomara que depois contra a RED, e depois contra a KaBuM.

No início do split você teve problemas, falou que ficava “travado” em alguns jogos. Hoje, você estava 100%?

Rakin: 100% nunca vou estar né? É uma situação em que realmente o coração sai da boca, jogar uma série assim, uma MD5 absurda. Muito difícil jogar 5 jogos seguidos, muita pressão em 5 jogos onde um ‘errozinho’ acaba com tudo. Nós tomamos um combo de Zac e Orianna e o Goku deu um penta muito bonito, foi uma execução muito bonita da PRG e isso foi aquele ‘um errinho’ sabe?  Com tanto stress assim, o tempo todo, você acaba que fica muito nervoso. Agora é descansar para amanhã estar 100%.

Nesse momento em que o Goku deu o Pentakill e a ProGaming renasceu na série, como foi para vocês?

Rakin: Cara, eu pedi desculpas depois pois o Robo falou ‘sua função é ultar o pulo do Zac’, tanto que eu ultei mas não foi no tempo, então realmente… Foi um erro de 0.2 segundos que custou um jogo para nós.

Vocês jogam amanhã novamente. Tem como se preparar para duas séries?

Rakin: Nada consegue preparar a gente para uma série igual essa contra a PRG. Eu vejo que o que nós conseguímos ganhar não foi só a série, mas muita experiência. E também muita coisa para revisar. Fizemos uns erros que não cometemos em treino… Eu não sei o que aconteceu para estarmos tão mal no palco, jogamos bem mal. Não teve uma pessoa do time que jogou metade do que sabe jogar. Temos que revisar e polir isso pois amanhã contra a Keyd se perder cabou, se ganharmos… tem RED né? Então temos que trabalhar duro.

Vocês venceram a série contra a Keyd por 2-0. A CNB chega como favorita nesse confronto?

Rakin: Não… Não entramos como favoritos. A Keyd é favorita nesse confronto. Queira ou não queira pela experiência dele e pelo que mostramos nesse palco. Sinto que nós temos a capacidade de tirar esse favoritismo e ganhar deles. Eles tem muita experiência de playoffs, já competiram lá fora. Eles tem a experiência que pelo visto nós não temos pois trememos no palco hoje. Então… Se nós revisarmos tudo isso a gente consegue tirar esse favoritismo deles. Se trouxermos o que nós temos de casa, dos nossos treinos para o palco e melhorar todos os erros que cometemos hoje, eu sinto que conseguimos ganhar da Keyd.

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Você acredita que o cansaço de hoje pode atrapalhar vocês amanhã?

Rakin: Não. Nada de negativo veio de hoje. Hoje só teve coisa positiva para nós, como equipe. Foi muito bom não ter feito aqueles 3 minutos a menos que iríamos garantir o terceiro colocado. Foi muito bom para nós pois essa série ai foi para nos acordar. A gente estava muito confiante, amassando todo mundo em treino por quatro semanas, sem perder um bloco de treino, só ganhando e amassando todo mundo. Ter esse susto no palco mostra que a gente está muito atrás. Nós trememos muito e isso fez a gente acordar para amanhã. Se fosse em uma série tão competitiva como de terceiro e quarto colocado eu acho que iríamos perder.

Como foi finalizar a série com aquele Pentakill? Qual foi a sensação?

Rakin: Cara… Eu estava muito emocionado no final do jogo né? Terceiro, quarto e quinto jogo eu guardei muita emoção. Não estava gritando, estava muito calmo. Depois que acabou tudo eu quebrei. Eu sai falando ‘não vou chorar’ mas vi meu pai e minha mãe chorando e… chorei. Até o apoio deles é genial, é algo de outro mundo. Eles viram aqui e me falaram no final do dia ‘amanhã vamos estar aqui também tá? se prepara.’ Eu estou ansioso para isso, fico feliz de ter ganhado isso, principalmente por causa dos meus pais… quero trazer orgulho para eles. É isso.

Tem algum recado final?

Rakin: Obrigado para quem acreditou, obrigado para quem criticou, obrigado para quem ainda não acredita pois vocês nos motivam a melhorar.

*Entrevista realizada em parceria com Evelyn Mackus, repórter do Mais E-Sports.

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