A CNB dominou a Ilha da Macacada Gaming na última série da segunda rodada do CBLOL, que aconteceu neste sábado (16). Sem o atirador Pbo e aproveitando as mudanças no meta para subir ao palco no modo autofill, como a própria organização divulgou, a equipe venceu o adversário por 2 a 0 e empatou com a Vivo Keyd no topo da tabela, com duas vitórias.

Após a série, o mid laner/bot/autofill Rafael “Rakin” Knittel conversou com o Mais e-Sports sobre os jogos, o meta atual, o pick de Vladimir e a rival na liderança. Confira a entrevista na íntegra:

Essa semana, vimos o Vladimir sendo jogado no bot, tanto em outras regiões quanto aqui, nas mãos do Sacy. Você esperava jogar com ele? Ficou triste que tiraram da sua mão?

O Vlad é um campeão que eu sou muito confortável, e se eu ia ou não jogar eu não vou falar, né? Querendo ou não, tem o segredinho. É muito bom pro nosso time que a gente imponha esse medo com o Vlad, porque é um pick extremamente forte, e o fato dos outros times respeitarem é uma artimanha muito boa com a gente. Porque eles acabam banindo, e a gente tem um draft mais fácil. É um pick que eu gosto muito e fico feliz de ver a galera respeitando. Dá um certo gostinho, sabe? “Nossa, ele baniu o meu Vlad.” Eu gosto desse respeito.

Você acredita que o CNB é o time mais confortável com o meta atual? 

Eu sinto que a gente tá realmente muito confortável, mas não temos como saber como os outros times estão se adequando. A gente gostou muito desse meta, eu especialmente gostei porque eu gosto de fazer coisas diferentes, na stream eu fazia coisas diferentes, sempre fiz, e sempre gostei de gostar com campeões inusitados em lugares inusitados. Então, pra mim, esse patch foi muito bom. Não sei como os outros times estão, mas eu sinto que a gente tá realmente se esforçando muito pra entender: todo mundo, nossa staff, nossos players, temos vários jogadores pra testar, então no geral é um patch que estamos conseguindo nos adequar muito bem.

Pra você, qual equipe é o maior desafio de vocês nesse CBLOL?

A Keyd é o time a se bater, na minha opinião. Eles estão juntos a muito tempo, e eu sinto que eles conseguem se adaptar muito facilmente às mudanças do meta, então com certeza vai ser um confronto muito interessante, especialmente porque vai ser o último confronto do CBLOL. Quero ver como o meta vai ter mudado até lá e como os times vão estar estruturados e adaptados até lá.

Conversamos com a Keyd ontem [veja entrevista com Jockster] e eles disseram que vocês são o maior desafio deles. 

Sério? Gostei disso! Gostei de ouvir isso, tô feliz em saber disso. Tô ansioso por esse confronto. Não diria que vai ser uma final antecipada, mas vai ser uma disputa legal. Especialmente porque eu tenho aquele gostinho amargo de ter tomado um 3 a 0 na escalada, muito amargo, por sinal. A gente apanhou muito aquele dia. Quero sarar um pouco dessas feridas.

Na semana que vem, vocês vão enfrentar a ProGaming. Quais erros você acha que a CNB tem a corrigir pra vir ainda mais forte na semana que vem?

Sinceramente, o básico. A gente erra muito no básico, às vezes. Erramos em setup de visão, no posicionamento em lane, e isso são coisas que a gente tem que corrigir. Algumas mortes a gente pode muito facilmente evitar se a gente usar nosso cérebro. Então quanto mais a gente polir o nosso básico, melhor vai ser pra que a gente leia esse patch e trabalhar no avançado.

A torcida pode esperar mais doideira de vocês na semana que vem?

Sempre! Toda semana uma doideira diferente.

O CBLOL 2018 terá sua terceira rodada iniciada neste sábado, 23 de junho. Confira a cobertura completa do Mais e-Sports!

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