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O atraso do pagamento no cenário de esporte eletrônico volta a ser pauta no cenário internacional. Nesta sexta-feira (17), Tomi Kovanen, General Manager da MIBR, afirmou que a organização demora em média 150 para receber as premiações dos campeonatos que disputa.

Em um tuíte, Kovanen revelou que 150 dias foi o tempo médio, em 2019, de espera para que as organizadoras efetuassem o pagamento das competições disputadas pela MIBR no ano que passou. O General Manager ainda afirmou que muitos eventos ainda não foram pagos e que isso aumenta ainda mais a média de espera.

Kovanen ainda admitiu que o atraso não é tão problemático para a Immortals Gaming Club (holding que controla a MIBR) ou para profissionais bem remunerados. Em sua nota, Tomi Kovanen ainda demostra que esses problemas podem ser piores para jogadores com baixo salário ou aqueles que ainda não recebem.

Em outro tuíte, Kovanen afirmou que esse fato afeta muito mais os jogadores do que a própria organização: “O dinheiro do prêmio é em grande parte uma fonte irrelevante de fundos para as equipes, pois os jogadores geralmente recebem 90% ou mais. Para equipes grandes, o gerenciamento de caixa não será um problema; portanto, isso apenas machuca diretamente os jogadores, que recebem o dinheiro que ganharam muito mais tarde”.

Questionado por um seguidor se isso seria um problema de gerenciamento de negócios das organizadoras de eventos ou se isso se deve aos termos dos pagamentos dos patrocinadores, Tomi Kovanen foi enfático em sua resposta.

“Se as grandes organizadoras de eventos operam de tal forma que pagamentos não recebidos meses antes de um torneio sejam necessários para pagar casters ou prêmios, eles estão vivendo além de seus meios e devem reduzir. Atribuir a condições de pagamento de casters ou prêmios às condições de pagamento dos parceiros e patrocinadores são péssimas práticas de gerenciamento e de negócios”, disse.

Atraso não é novidade no cenário internacional

Não é a primeira vez que o cenário internacional se depara com a falta ou o atraso de pagamentos. No início de dezembro de 2019, a StarLadder foi acusada pelo caster HenryG de atrasar pagamento dos trabalhadores que atuaram na transmissão do campeonato Major que organizou.

Na última semana, foi revelado que a Lowkey deve dois meses de salário aos jogadores que dispensou – cerca de R$ 86 mil. Além disso, a organização também não reembolsou os custos do bootcamp da equipe de Rocket League, que foi realizado em Madrid.

Segundo tander, a Lowkey falou para os jogadores passarem seus custos em seus cartões e que depois a organização ia ressarcir. O que não foi feito. Ainda segundo o jogador, a organização ainda deve mais de US$ 6 mil de buyout.