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A StarLadder se viu envolvida em uma polêmica sobre o pagamento dos casters que fizeram a transmissão do último Major do CS:GO. A organização ainda não cumpriu com os compromissos firmados com grande parte dos casters que ainda não receberam o salário pelo trabalho prestado.

O caster Henry “HenryG” Greer, em entrevista ao site Dexerto, falou que a organização “são os piores criminosos quando se trata desse tipo de coisa”. O caster ainda revelou que ainda não foi pago por seu trabalho durante o StarLadder Major Berlin e que não irá mais trabalhar com a organizadora até que ela quite suas dívidas.

“Acho isso vergonhoso e não consigo imaginar o quão ruim é para outras pessoas que não têm trabalho regular. Não vou trabalhar mais em seus eventos até que eles tenham liquidado todas as suas dívidas com todas os meus colegas”.

Henry ‘HenryG’ Greer, caster de CS:GO. Foto: Reprodução/Twitter

Segundo a apuração do site, alguns casters foram tiveram seus pagamentos realizados, o que põe um questionamento no modo como a StarLadder procede com seus contratados. Segundo um caster que não quis se expor, a organização apressa o pagamento quando os trabalhadores ameaçam a falar abertamente sobre o assunto.

“Se eles acharem que você vai tuitar ou se tornar público o problema de salário, eles o colocarão na frente da fila para o pagamento. É estranho quando você é pago e seus colegas de trabalho não”.

Final do último Major. Foto: Igor Bezborodov/StarLadder

Outra fonte anônima afirma que o problema não aconteceu somente no Major e que esses problemas já volta, no mínimo, até campeonatos menores realizados no meio do ano.

“Agora, esses problemas de pagamento nos quais eu estou envolvido estão três, quatro e até cinco meses atrasados. Simplesmente não é aceitável. Você luta para viver e sobreviver e então eles mentem para você dizendo esta semana, esta semana e é como uma batalha sem fim, onde desperdiçamos tanta energia apenas para sermos pagos”, disse a fonte.

O PROBLEMA TAMBÉM AFETA PROFISSIONAL BRASILEIRO

A questão não é apenas internacional, mas também afeta, ao menos, um nome do cenário nacional que trabalhou para a StarLadder, como revela apuração do Mais Esports. Um caster brasileiro, que preferiu manter o anonimato, falou sobre sua situação com a empresa.

Quando lhe foi questionado se o problema que acontece com os casters estrangeiros também ocorre com ele, o brasileiro confirmou a falta de pagamento por parte da StarLadder.

O profissional brasileiro afirmou que não cobrou nada para a transmissão do último Major já que segundo o próprio caster, a organização ainda lhe deve.

“No Major, eu não pedi nada deles não; já estavam me devendo de anos anteriores”, falou ao Mais Esports. O narrador disse que ainda tem esperanças de que o compromisso firmado pela empresa seja respeitado.

O Mais Esports entrou em contato com a StarLadder e esta apenas repassou o comunicado oficial publicado em seu Twitter. Nela, a organização afirma que todos os pagamentos, desde a fase do Minor até a Grande Final, são realizados no prazo de 45 a 90 e que essa é a política da empresa, já que os patrocinadores, segundo a StarLadder, somente realizam o pagamento entre três e seis meses após o término do evento.

A nota ainda afirma que a “maioria dos pagamentos de talentos foi concluída em novembro, dois meses após o Major” e ao fim do comunicado a StarLadder afirma que todos os casters foram pago e que não há pendências a serem cumpridas.

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