- Publicidade -

Conversamos com Alexandre “Titan” Lima, Matheus “Dynquedo” Rossini e Filipe “Ranger” Brombilla após o primeiro dia do Rift Rivals 2018. Os três jogadores participaram de uma coletiva de imprensa após a vitória contra a Rainbow7.

Os jogadores da KaBuM estão disputando o Rift Rivals e representando o CBLOL ao lado da Vivo Keyd. No primeiro dia, ambas as equipes amargaram o resultado de 1 a 1 após os dois jogos disputados.

Poderiam falar um pouco sobre a derrota para a KLG?

Titan: “Acho que a primeira partida nós perdemos para nós mesmo. A gente sabia o tempo todo o que poderia acontecer, mas não estávamos respeito a nossa wincondition e o jogo acabou na laning phase, querendo ou não. Eu joguei muito mal no bot. Isso meio que desbalanceou o jogo. O Nocturne abriu muita vantagem no splitpush, então as win conditions deles apareceram muito mais cedo pois erramos muito antes do 6. Foi isso que fez a gente perder e o jogo foi muito ruim por isso.”

Veja também: Após vitória contra KaBuM, Tierwulf brinca: “Falador passa mal”

O Ranger chegou a comentar nas redes sociais que vocês achavam que seriam blue side mas eram red side na primeira partida. O que aconteceu?

Ranger: “Achávamos que iríamos jogar só blue side nesse primeiro dia. Nossa preparação, tanto nos treinos, estávamos 70% dos jogos tentando pegar blue side nas scrims. Fora que o Draft também, não estávamos preparados para o red side. Fomos pegos de surpresa, tanto que entramos em pânico e pegamos dois powerpicks de primeira, Zoe e Taliyah. E acabou afunilando no Draft, não sabíamos o que fazer e não nos preparamos tão bem.”

O Titan jogou de Taliyah no primeiro jogo. Vocês haviam preparado essa Taliyah? Tem como falar um pouco sobre ela?

Titan: “Já jogamos uns jogos de Taliyah e queria dizer que estávamos preparados sim, para este estilo de jogo com a Taliyah. Como o Ranger falou, a gente se perdeu no Draft e pegamos tanto powerpicks que não sabíamos onde jogar com eles. Em vez de ter uma wincondition, nós tínhamos duas. A Taliyah é um campeão que tem que jogar agressivo igual Caitlyn, e transferir essa pressão no mid ou entrar na selva inimiga. Eu não consegui fazer isso muito bem pois tínhamos uma wincondition no top: O Jayce. Se ele não ficasse forte, ele iria perder muita coisa e teríamos menos um no time. O Jayce é um campeão que precisa de pressão na lane, precisa que o jungler esteja lá o tempo todo e dê recurso. Foi mais isso, treinamos sim de Taliyah, estávamos preparados sim mas não para o red side.”

Teve novamente o famoso meme da “Experiência” após as primeiras derrotas tanto da KaBuM quanto da Keyd. Você acredita que a experiência internacional desse campeonato será boa para o time no CBLOL?

Dynquedo: “Acho que a experiência de campeonato, neste nosso caso nem parece tanto internacional. São times que estamos acostumados a jogar contra, tirando o LAN pois não tem como jogar contra eles. Mas o LAS a gente consegue ver bastante em soloQ e até em algumas scrims com eles, está sendo em nosso estúdio também… Então não tem muita diferença para nós. Mas eu acho que experiência de campeonato, independente de qual seja, sempre é bom para um time. Para entender formas de gameplays novas, contra times diferentes e sempre praticar o seu conjunto. Todos os campeonatos são bons para os times.”

Vocês estavam jogando no último fim de semana no patch 8.12 e agora, quarta-feira, estão jogando no patch 8.13. Isso atrapalhou muito vocês? Poderiam falar sobre?

Ranger: “Geralmente isso influenciaria sim, mas foi um patch que não teve mudanças tão grandes. Foi mais uns hotfixes, uns nerfs ali e aqui. O meta em si não mudou tanto, os picks não teve nenhuma mudança significativa, eu diria que essa mudança do 8.12 para 8.13 não teve muito impacto.”

O Titan jogou de Taliyah no primeiro jogo e vocês perderam. No segundo, vocês colocaram ele com um ADC e vocês ganharam, o time joga melhor quando ele está com um ADC?

Titan: “Eu acho que a experiência que eu tive no MSI me ajudou muito em si, como jogador. Como ADC eu tenho mais facilidade de setar waves, de estar mais confortável com o que eu jogava antes. Então, eu acho que sim, isso impacta no time todo. Eu demorei muito para entrar no meta, para decidir a jogar com os campeões AP. Então eu acho que sim, isso impacta no time todo, quando eu estou de ADC pois eu aprendi muito no MSI e isso nos faz ter um bom jogo.”

Foto: Riot Games

A gente vê que os outros times estão tentando fazer estratégias diferentes e não vemos isso na KaBuM. Vocês ainda não estão 100% adaptados ainda? Como anda o preparo para esse meta?

Dynquedo: “Eu acho que essa mudança de Patch muito grande que tivemos, essa loucura de Duo mid… É, deixou o jogo muito mais diversificado. Eu acho que o meta antigo não é mais outmeta, são metas diferentes. Você pode usar duo mid, meta normal com ADC ou até Swain Bot. Eu acho que é o mais sobre o que o seu time se adapta melhor. Nós temos estratégias diferentes como duo mid, como mago no bot. Mas mostramos no jogo que não temos o mesmo desempenho. Não vou dizer que preferimos jogar 100% no meta padrão, mas temos um conforto padrão e vamos mais preparados para os jogos.”

A torcida pegou bastante no pé de vocês e da Vivo Keyd após as derrotas. Tem como falar um pouco sobre tudo isso e como vocês estão lidando?

Titan: “É incrível como as pessoas que estão no LOL são diferentes. Quando você está ganhando, estão todos perto de você. Quando você perde e começa a cair… São muitas pessoas que começam a te julgar, começam a te dar hate e não sabe nem o que está acontecendo dentro do time. Isso é algo que é bom e ruim pois você trabalha o seu profissionalismo. Não responder isso, não ligar para isso e saber como o seu time trabalha com isso. Porque as críticas sim, elas incomodam. Eu no início eu quando recebia crítica eu ficava muito triste, eu me abalava até, pois nunca tinha recebido. É incrível porque quando você está ganhando eles estão em cima, quando você está perdendo eles te julgam, te dão hate. É complicado. Acho que nenhum de nós costuma a ver redes sociais quando perdemos pois é só hate.”

Leia: Nuddle, ex-treinador da KaBuM, assina com Unicorns of Love