Mesmo após mudanças de lineup, pbO continua na CNB e comenta permanência (Foto: Divulgação/Riot Games Brasil)

Na última sexta-feira (9), a segunda temporada da Superliga ABCDE teve um clássico em sua estreia. CNB e-Sports e Vivo Keyd se enfrentaram em uma md3 que terminou em 2 a 1, com vitória para a Keyd. Após os jogos, o atirador do CNB, Pablo “pbO” Yuri, concedeu entrevista ao Mais e-Sports, em que comentou a série e o papel de liderança que tem assumido na nova escalação dos blumers. Confira:

Como foi estrear em mais uma Superliga?

pbO: O mais legal para mim está sendo estrear de novo, porque fiquei o segundo split do CBLOL quase todo sem jogar. Tô feliz de voltar a atuar.

Como foi estrear justamente contra a Keyd, que teve mudanças de lineup para a primeira série?

pbO: Eu acho que seria mais fácil estrear contra outro time com menos experiência, porque, querendo ou não, a Keyd é a Keyd. Mesmo com o Klaus e o Professor completando e o Jockster na jungle, eles têm muita experiência, sabem como jogar o macro. Acho que perdemos por erros bobos… Nesse terceiro jogo, perdemos por um erro que sempre cometemos nas scrims. Tirando isso, acredito que os três jogos foram muito bons da nossa parte e eu vejo muito potencial na nossa equipe.

Vocês estão com uma lineup quase inteiramente nova, em que 4 jogadores deixaram o time e você e o Yampi são os jogadores mais experientes do time. Você jogou muito tempo com pessoas que eram tão ou mais experientes que você. Como está sendo assumir o papel de mais experiente? Você assume a liderança?

pbO: Como eu sou o jogador mais experiente na equipe, estou tentando assumir mais o papel de líder. Querendo ou não, eu considero o Yampi um novato, ele jogou pela OPK e pelo CNB, mas acho que ele tem muito a aprender ainda. Eu estou tentando lidar com o papel de mais experiente da equipe, junto com a staff, que tem me ajudado muito.

Praticamente toda a equipe que jogou o segundo Split saiu, e só ficou você. A comunidade brinca com frequência que você não deixa o CNB porque é “sobrinho do dono”. Como você lida com essa brincadeira?

pbO: É meio chato, mas eu tenho noção do porque o CNB me mantém na equipe. São quase 4 anos, eles me conhecem muito bem e eu conheço a organização muito bem, também. A brincadeira é meio chata mas eu estou me acostumando, e tento levar na brincadeira, mesmo.

Por que você acredita que o CNB quis que você continuasse na equipe?

pbO: Eu tento ser o mais profissional possível na equipe, independente da lineup em que eu vou jogar, eu tento sempre ver os pontos positivos da equipe, porque eles estão fazendo isso. Eles me conhecem e sabem disso. Eu entrei no cenário no CNB, então eles depositam muita confiança em mim mesmo com o público falando mal. Acredito muito neles e eles acreditam muito em mim.

Sobre a série contra a Keyd na estreia da Superliga, o que você acredita que foram as falhas do CNB para que a vitória não viesse?

pbO: O primeiro jogo foi muito bom da nossa parte. No segundo, cometemos alguns erros bobos no early game, em que não era pra termos comprado algumas lutas. Começamos destruindo os jogos, mas ocorreu um problema de que nós conseguimos pegar muita pressão de mapa no começo do jogo, mas chega no mid game e ficamos um pouco perdidos no jogo e cometemos erros. Eles conseguiram tirar vantagem disso.

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