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Novos times, novos jogadores, faces que retornam, representante brasileiro, glória a ser finalmente conquistada, algumas cabras, patch novo e muito jogo bom! A maior liga de Overwatch do mundo está voltando para a sua segunda temporada e, pra entrar no clima do OWzinho nosso de cada dia, cito nesses artigo 10 razões para não perder da Overwatch League Season 2!

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1. O homem de mil faces

O (considerado) melhor time do ano passado, que não teve seu favoritismo correspondido na reta final da competição, está de volta! Pine, Saebyeolbe, Mano, Anamo e, claro, o monstro sagrado da tranquilidade, JJonak, assumem novamente suas posições na corrida pelo título. Se fosse “só” isso já seria completamente insano, mas um certo jogador com nick de Flow3r também foi adicionado ao elenco. Famoso pelo que mostrou de DPS na Copa do Mundo de 2017, quando tinha apenas 16 anos, nanohana – como era conhecido anteriormente – simplesmente provou que tudo pode ser uma arma nuclear em suas mãos. Sério, tudo. Projétil, hitscan, defensivo, agressivo… Quem tem limite é município, como diria meu tio. Agora, dois anos depois, a fera está solta na OWL e a gente vai poder acompanhá-lo fazendo frente aos melhores!

“Ahh Tonello, mas o Libero, DPS flex da seleção coreana de 2018, é melhor que ele!”
Sem problemas, o Libero também joga pela NYXL. Haja habilidade, amigo!

2. A batata quente

Explosivo, tanto dentro de jogo e no bom sentido, quanto psicologicamente fora do game. Essa foi a imagem deixada por Dafran durante sua passagem pelo cenário profissional antes da existência da OWL. Porém, após uma longa estrada, amadurecimento, recaídas, explosões, desculpas e provavelmente muita chinela voando na sua direção, a estabilidade reina – trocadilho intencional – na carreira atual do jogador e ele dará o ar da graça nessa temporada da Liga. Para muitos, o melhor DPS do mundo. Para outros, uma aposta que não deveria ter sido feita. Para mim, um sósia ainda não reconhecido do Nitro, jogador da equipe brasileira Black Dragons. Independente do que seja, habilidade há de sobra e tal mecânica precisará ser posta à prova nos jogos do seu time, o Atlanta Reign, principalmente considerando o elenco da equipe, que não é visto com tanta empolgação.

3. O tryhard

Playoffs da Primeira Temporada. Los Angeles Gladiators, time que possui nomes como Surefour, Hydration e BigGoose, precisava do melhor desempenho da sua vida. Seu tanque, reforço relativamente recente na época, estava sendo um dos responsáveis por jogadas absolutamente incríveis – quem lembra daquele Winston lindo eliminando a Pharah e a Mercy no ar, sem morrer, em Oasis? – e, de certa forma, por carregar a equipe. Entretanto, no desafio mais importante da equipe, cadê Fissure? Cadê o monstro?

iRemiix, o tanque que havia começado a temporada com a equipe e ido pro banco, voltaria a ser titular. O time não parecia o mesmo. Lutou com forças mas… caiu.
Até hoje não se sabe exatamente o que aconteceu já que há vários lados para o mesmo caso, porém a teoria mais aceita é a de que Fissure desejava estar em um time completamente coreano, treinando com o mindset comumente resiliente da região, o que não estaria acontecendo na Gladiators.

E, agora, Fissure está sendo apontado como um dos grande nomes salvadores da equipe representante da Coreia, Seoul Dysnasty! Olho no homi!

4. Os 220 Volts

Sinceramente? Parece que a San Francisco Shock foi um time criado para a segunda temporada. Não que a equipe estivesse evitando ganhar na season inaugural, porem seu núcleo de talentos e promessas seria capaz de jogar somente do meio para a frente do ano. Agora sim o time não só está completo como também adquiriu reforços fortíssimos, como os DPSs Rascal e Striker e o Suporte Viol2t. Aliás, a área de causadores de dano já tinha bons nomes como babybay e Sinatraa, o que, juntamente de outros jogadores conhecidos como Super, Architect e Moth, concede muito mais credibilidade ao elenco desse ano do que à equipe anterior. Se ficar em choque com os resultados dessa temporada, não diga depois que eu não avisei.

5. Os professores

Após o fiasco de 2018, o Dallas Fuel precisa se reerguer. Ok, não foi um Shanghai Dragons da vida com seu histórico de 40 derrotas e 0 vitórias, mas foi complicado. Grandes nomes, dominantes no cenário pré-OWL, sinergia de muito tempo, tudo para dar certo, mas… Querer não é poder. Na reta final da Liga, a equipe até conseguiu bons resultados e acordou para a vida, porém estava um pouco tarde para reconquistar o que já havia deixado para trás.

Entretanto, o time parece, agora, estar com as energias reabastecidas, não só por conta das boas adições à equipe, como o DPS ZachaREEE, ex-Fusion University, como também por conta de nomes conhecidíssimos na equipe técnica: Cocco, Aero e Jayne.

O primeiro, ex-jogador da própria Dallas; o segundo, conhecido por suas análises e experiência como Head Coach; e o último, considerado por muitos um dos maiores influenciadores atuais dentro do cenário mundial de Overwatch Competitivo.
Com isso, espera-se que, somando a habilidade ao bom elenco e ao ato de ouvir o professor, seja possível sair com os 3 pontos para a alegria da torcida.

6. O miojo coreano

Comunicado: Provavelmente a analogia seja de qualidade duvidosa mas perdoa e não desiste de mim.

Uma temporada inteira, muito treino, muito avanço e a dúvida: Será que times da Overwatch Contenders estão à altura de equipes da OWL? Será que após 3 minutos – em algum universo no qual essa comparação realmente faça sentido – uma equipe de fora da Overwatch League pode estar pronta para enfrentar quem ficou cozinhando por um ano? Segundo a Vancouver Titans, equipe recém-chegada à Liga, sim.

Porém, não foi qualquer elenco o escolhido para defender a cidade canadense. Os monumentais jogadores da Runaway, icônico time coreano, deram as mãos e assinaram seus contratos todos com o mesmo destino, o que já era a intenção do time desde o princípio. E, sim, vale a pena investir na equipe toda, em especial nessa lineup, pois eles foram os responsáveis, em sua maioria, por vencer as temporadas 1 e 2 da Contenders Coreia do Sul e ainda esbugalhar a seleção coreana de 2018 por 3 a 2 em uma série inesquecível. Claro que tal seleção havia sido recém-formada, porém o feito não pode ser diminuído por conta disso.

Portanto, de maneira semelhante à culinária coreana, o esquadrão vem pegando fogo para a segunda temporada da OWL!

7. A Torre de Babel

Acredito que uma boa maioria já ouviu falar da Torre de Babel, correto? Segundo o conto, para que uma torre gigantesca não fosse erguida até o céu, todos os trabalhadores da obra tiveram seus idiomas nativos alterados, para que não houvesse comunicação suficiente na empreitada e esta falhasse.

E é este o desafio que o elenco da Guangzhou Charge terá que enfrentar na Liga.
“Ahh, mas a Fusion na temporada passada possuía jogadores de diversas nacionalidades e conseguiram se entender, inclusive chegando às finais!” 

Sim, este é o ponto de esperança ao qual o torcedor da Charge precisa se agarrar. Entretanto, não é tão simples assim.

São dois falantes de inglês – os DPSs Kyb e nero -, dois chineses – Eileen e OnlyWish – e o restante coreano. O mais importante: a dupla de tanques, fixa no time devido à falta de reservas para a função, é coreana. A velocidade da luta, a hora de avançar ou recuar, em teoria, é decidida em coreano. Porém, a informação precisa se espalhar. Quem aprende qual idioma? Isso muda de acordo com a lineup escolhida para certos confrontos? Ou vira tudo um “in the midiu berraindi” sem nexo, que pode se agravar em meio a lutas caóticas? Vamos ter que acompanhar os jogos para saber!

8. Os novos nomes chineses

Que a Copa do Mundo de Overwatch sempre foi uma importante vitrine de talentos todo mundo já sabia. Mas prever que tal competição iria demonstrar tanta qualidade advinda de uma equipe relativamente desacreditada, em especial pela atuação catastrófica dos Dragons na temporada inicial, era tentadoramente difícil. Passaram-se as classificatórias, passaram-se os playoffs e o talento chinês foi exposto para todo o mundo, literalmente.

E é dai que bons nomes adentraram a Liga, incluindo Yveltal – grande Suporte, especialista em Lúcio – e LateYoung – Offtank focado em D.Va. Além deles, a equipe da Chengdu Hunters, novata na OWL, também decidiu trazer, entre outros vários nomes, o DPS destaque de Taiwan, BaconJack.

E agora fica a grande pergunta: Está nas mãos de Chengdu representar a nação chinesa com um elenco formado massivamente por chineses? Veremos!

9. Os recordistas

Mas quem disse que recordes são sempre positivos?
Como disse acima, são 0 vitórias. 40 derrotas. Quarenta. Nem minha Symmetra DPS na época pré-rework perdia tanto. Conteúdo, há sempre luz no fim do túnel e, nesse caso em específico, luz em dobro!

Primeiramente, é inegável o apoio da torcida mundial à equipe de Shanghai. Os problemas eram conhecidos e perduraram pela temporada toda. Não duvido que correntes de preces possam ter sido realizadas pedindo por uma mísera vitória dos Dragões. E, mesmo que ela não tenha vindo, a empolgação com a equipe em 2019 está lá, intacta, e o primeiro trunfo é uma realidade plausível, justamente por conta do segundo aspecto essencial da equipe para 2019: O elenco totalmente renovado.

Com exceção da Offtank, Geguri, do Tank, Fearless e do DPS, Diya – único remanescente chinês do elenco -, todo o time foi dispensado. Tchau! Um grande abraço! Os espaços vagos foram preenchidos totalmente com nomes coreanos, em especial com o núcleo da KongDoo Panthera, equipe coreana de Contenders com um alto nível de jogo.

Portanto, repito: Há possibilidade de vitória para Shanghai. Muita possibilidade, inclusive. Não me surpreenderia com uma classificação para playoffs.

10. O nosso representante

Por último porém longe, mas muito longe de ser o menos importante: Alemao, o primeiro brasileiro a ser exportado diretamente da Contenders América do Sul, jogará na Overwatch League pela Boston Uprising! Além de todos os impactos positivos ao cenário nacional que esta notícia trouxe, será extremamente interessante acompanhar o caminho do suporte brasileiro na Liga! Porém, nem tudo é um mar de rosas.

Subestimar a equipe de Boston é um erro que não deve ser cometido novamente, em especial por conta da altíssima capacidade da equipe de encontrar talentos subestimados e lapidá-los da melhor maneira possível. Foi assim na Temporada Inaugural, inclusive com direito a um Stage perfeito de 10 vitórias e nenhuma derrota no ano passado, e a história pode se repetir agora.

E, sinceramente? Espero que se repita. É muito satisfatório ver novos talentos com ótimos desempenhos na OWL, é muito bom saber que nosso cenário está bem representado como Alemao – que, sim, perde o acento na transição à simplificada língua inglesa e portanto o “analfabetismo intencional” deste caster que vos escreve -, e é altamente empolgante saber que tal representatividade pode abrir muitas portas para nossa região!

E por hoje é isso! Semana que vem comentarei mais sobre a Overwatch League, até chegar o famigerado dia 14 de fevereiro, data oficial de início da maior Liga de Overwatch, e uma das maiores do Esports, do mundo! Até a próxima!