Foto: Riot Games Brasil

CNB, equipe de Thiago “TinOwns” Sartori  não conseguiu a classificação para os Playoffs no primeiro Split de 2017. O time está oficialmente de férias até o início do segundo split do ano.

No split passado, a CNB foi vice-campeã no segundo split de 2016 perdendo para a INTZ na grande final da competição. Em 2017 os Blummers não conseguiram demonstrar o mesmo desempenho neste split. Logo após o empate com a Operation Kino, o Mais e-Sports conversou com o mid laner Thiago “TinOwns” Sartori sobre a CNB em 2017. Você pode escutar toda a entrevista ou ler ela abaixo:

Mais e-Sports: Como você avalia o desempenho da CNB nesse split comparado com o do ano passado? 

TinOwns: O meta mudou bastante, ano passado no mid era só “maguinho” então eu me sentia muito confortável. Eu jogava com qualquer champion e tinha certeza que ia ganhar o matchup independente com quem eu estava contra. Esse ano já é diferente. Mudou a maioria dos champions e grande parte dos mids fica na sidelane agora. Isso é algo que prejudicou agora. Com ele na side ele precisa rotacionar o mapa inteiro, bem mais que antes. Antigamente era só puxar a side lane e juntar mid para arrumar uma luta. Hoje é muito diferente, tem mais chances de tomar pickoff e tudo mal. Não ficamos atentos, não conseguimos acostumar muito à esse meta e deu no que deu.

M: Você acredita que a falta de mudanças atrapalhou vocês?

T: Talvez Sim, estávamos muito confiante no jeito que a gente jogava mas o meta acaba mudando e você tem que mudar junto. Isso pode ter atrapalhado um pouco que não tem ninguém novo e tudo mais. Mas a gente deveria ter se tocado que não dava pra jogar assim e tinha que mudar logo. A gente demorou pra se tocar, nas primeiras semanas acabou dando errado e perdemos muitos pontos.

M: Hoje temos a INTZ trabalhando com jogadores que ninguém dava nada para eles e indo muito bem. Todos vem dando méritos para a Staff da INTZ. Você acha que esse é um ponto em que a CNB pode melhorar? Trazer mais membros para a Staff? Mais analistas e Coaches? 

T: Talvez sim, a INTZ tem um psicólogo, a Staff e o Peter são bem experientes no cenário. O Galfi é a primeira vez que atua em um time no Tier 1, para disputar a final e tentar ser campeão. Eu não jogo a culpa neles, mas acredito que ganhamos bastante experiência nesse split, principalmente o Galfi que aprendeu muito com a gente. No segundo split talvez venha analista de fora, talvez venha alguém para ajudar a gente. Mas a gente vai estar muito mais experiente para não cometer os mesmos erros.

M: Porque não vimos você jogar de Zed nesse split?

T: A gente tinha preparado o Zed contra o time da Keyd, só que eles acabaram banindo dos dois lados. Eles tinham meio que um medo deu usar Zed talvez. Se tivesse algum jogo para eu usar o Zed seria no da semana passada.

M: Outros mid laners como o Tockers e o Envy estão indo muito bem no Split. Você acha que eles se adaptaram melhor que você? 

T: Não acho que eles se adaptaram melhor, acho que estão todos no mesmo nível. No ano passado eu tinha muita vantagem contra todo mundo, me sentia muito confortável e sabia que ia ganhar os matchups. Esse ano foi muito diferente. Não fiquei tão confortável igual no ano passado. Quando um time vai mal também não tem como ir bem e se destacar. Se seu time está voando, você vai voar também se não não tem como.

Yampi jogou pela CNB pela primeira vez na sétima semana do CBLOL 2017. Foto: Riot Games Brasil

M: Como foi a decisão de colocar o Yampi? Foi muito complicada?

T: Fiquei com um pouco de receio, estou com ele há mais de um ano. Eu ele e o Lep. Fiquei com medo de dar errado em treinos. A gente colocou ele e foi ganhando dos times nos treinos. A gente viu que ele jogava em um estilo diferente do Minerva, era mais para gankar e não invadir tanto a jungle. Nos treinos estava dando certo para a gente. Mas aqui é diferente e acabou não acontecendo isso e deu no que deu.”

M: A entrada do Yampi mudou a mentalidade de vocês dentro do jogo? 

T: Acho que sim. No time era muitas vezes eu e o Minerva dando a call. Ele tinha também uma voz muito alta, isso pode ter acalmado mais o nosso early game, dando mais espaço para eu falar.

Veja: Cobertura do CBLOL do Mais e-Sports