A equipe de LoL da Vivo Keyd sofreu sua primeira derrota nessa edição da Superliga ABCDE neste domingo (2). Em uma série parelha contra o Santos eSports, o time teve a série fechada em um 2 a 1, comprometendo sua classificação direta para as semifinais e empatando na tabela com os adversários e com a ProGaming.

O campeonato marca a primeira vez em dois anos que a Keyd não conta com o caçador Gabriel “Revolta” Henud, peça-chave da equipe desde sua entrada. Após os jogos contra o Santos, o mid laner Gabriel “tockers” Claumann comentou a ausência do companheiro de equipe, a série contra o Santos e a lineup atual do time.

É a primeira vez em dois anos que a Keyd joga sem o Revolta. Como é a Keyd efetivamente sem ele?

Tockers: A Keyd sem o Revolta perde um jogador que é muito bom, tem muito talento, mas o time não estava encaixando e foi algo natural. Agora, estamos tentando nos adaptar sem ele. Não temos nada fechado ainda, de como será o time para o ano que vem, ainda estamos tentando acertar as peças, ver o que dá pra fazer para oficializar o que será a Keyd em 2019.

O Jockster, por enquanto, fica na jungle?

Tockers: É difícil saber, ainda estamos testando, talvez ele volte para suporte, então tudo pode acontecer. Realmente o que vai dizer serão nossos resultados em treinos, isso dirá o que será o melhor rolster para 2019. Ainda está tudo aberto.

Como está sendo para você, especificamente, como mid, jogar com o Jockster na selva? Como é a dinâmica mid/jg entre vocês dois e como ela difere da com o Revolta?

Tockers: Jogando com o Jockster, eu tenho bem mais liberdade para fazer o que eu quero. Normalmente, eu posso jogar no meu tempo, fazer as coisas como eu quero, e isso me dá um pouco mais de liberdade para poder carregar o jogo, enquanto jogando com o Revolta era meio que o contrário. É só uma questão de estilo, mesmo, e eu acho que alguns jogadores são melhores em umas funções, outros em outras, e creio que ter essa flexibilidade é muito bom para mim.

Hoje, vocês tiveram uma série muito parelha contra o Santos, que está atualmente no tier 3. Como um jogador que está no cenário há muito tempo, como você avalia o vão entre a primeira, segunda e terceira divisão no LoL? Por que parece tão igualado?

Tockers: Pra falar a verdade, não acho que está tão igualado — é mais sobre a Superliga ter uma pegada diferente, porque é mais teste. Nenhum time que está jogando a Superliga hoje está pronto, tudo pode acontecer, então, normalmente, o que se vê na Superliga não é necessariamente o nível das equipes… algumas equipes, às vezes, estão apostando muito alto e vem o que não está certo na Superliga, outros times veem que eles precisam fazer mudanças, porque o nível realmente não atingiu ainda e eles tem condição de fazer essa mudança. Acho que a Superliga não dá necessariamente uma exatidão da distância de nível do tier 3 para o tier 1, mas com certeza o tier 3 evoluiu muito nos últimos anos.

O que você acredita que aconteceu hoje para que vocês perdessem para o Santos?

Tockers: Nós tivemos uma semana de treino bem ruim, uma das piores que a gente já teve, e isso acabou afetando nosso jogo. Isso pesou aqui no stage, principalmente em comunicação, e a gente não estava muito apurado mecanicamente, então só acabamos perdendo, mesmo. Aconteceu, mas sabemos que, ganhando ou perdendo hoje, nós temos muito para melhorar.

O que a Keyd ainda precisa arrumar para vir com tudo no CBLOL?

Tockers: A gente precisa se achar, mesmo. Descobrir qual vai ser nossa formação, se vamos oficializar essa, se vamos mudar, tudo pode acontecer ainda e o mais importante é a gente achar uma que a gente se sinta confortável e vir com vontade para o CBLOL.

Você tem algum recado para os fãs da Keyd?

Tockers: O que eu quero falar para os fãs é que a gente quer muito ganhar. Talvez essa derrota tenha surpreendido um pouco, mas isso é em prol da evolução da Keyd daqui pra frente, então isso não vai se refletir no CBLOL e veio só para que a gente pudesse melhorar.

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