Conversamos com Gabriel “Revolta” Henud, o jungler da Vivo Keyd. A equipe de Revolta venceu a paiN Gaming pela quarta rodada do CBLOL 2018!

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O que mudou na Keyd das outras semanas para essa semana?

“Acho que a gente conseguiu se adaptar muito melhor. Nós viemos com um jogo pronto mas vimos que ele não estava bom. Então toda nossa preparação foi jogada no lixo e tivemos que mudar no meio da série. Encaramos como treino mesmo. ‘Vamos testar coisa… vamos ver se isso é bom, vamos usar.’ Rammus, Zac e Cassiopeia são campeões que não treinamos mas que achamos que seriam bons para essa série.”

Qual a diferença do Abaxial de 2016 para o Abaxial de hoje?

“O Alex não é tão impactante em draft. Ele é muito impactante pelo que ele fala para gente, pelo que ele lembra a gente. Ele prepara nós para entramos no jogo mesmo. Ele fala coisas que são muito importantes e tem uma preparação muito boa. O Alex consegue nos organizar no dia a dia e fazer com que nós façamos as coisas sabe? Ele é bem chato e isso é algo muito bom para nós.”

Sério… Explica esse Rammus ai pra gente?

“O pick de Rammus veio de soloQ. Eu joguei 10 jogos de Graves, 10 jogos contra um Rammus. É Lord Semi o nome dele, ele é Challenger inclusive. Ai eu pensei, putz pode ser muito bom isso ai. Tem lugar no meta, é muito específico mas tem lugar. Eu assisti uns replays dele jogando soloQ, vi o que ele fazia. Eu consegui entender mais ou menos, joguei um jogo em treino e achei bom e consegui usar no stage bem.”

O que você acha do meta atual da Jungle?

“Eu to achando bem ruim para ser sincero. A jungle agora é muito variável e qualquer pick que você joga na jungle que seja ruim contra a composição inimiga ela é praticamente inútil. Por isso alguns picks como Sejuani é tão forte, Zac é tão forte pois eles fazem praticamente um pouco de tudo. Campeões assim estão muito forte no meta. Eu particularmente não gosto.”

A última mudança de Patch afetou muito na performance de vocês?

“Sempre que muda patch eu começo a jogar de coisas esquisitas porque sempre achamos que é bom. As vezes é bom, as vezes é ruim. Então sempre que tem essas mudanças nós arriscamos muito, treinamos muito. A gente treina muita coisa que não vamos usar porque precisamos saber se é bom. Eu acho que é saudável para o cenário. Particularmente eu gostaria que durasse pelo menos um mês o patch pois minha experiência de Mundial foi essa. E toda semana no Mundial era tudo diferente no mesmo patch. Você conseguia desenvolver o meta. Eu acho que agora com duas semanas de Patch você não consegue desenvolver.”

O que você espera para o jogo contra a RED Canids?

“A RED é um time muito difícil de jogar contra pois eles tem mais ou menos o mesmo estilo da gente. Eles jogam com laners fortes, não jogam para escalar, eles jogam para ganhar o jogo em 20 minutos. Então eu acho que é um jogo muito complicado e se tentarmos bater cabeça com ele a gente pode ganhar em 20, podemos perder em 20. Acho que os dois times tem que fazer uma leitura muito boa do que cada um irá fazer no jogo.”

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*Entrevista realizada em parceria com Evelyn Mackus, repórter do Mais E-Sports.