A grande hora chegou! Após sete semanas batalhando com unhas e dentes – e atordoamentos, surtos e abalos -, a classificação final da Fase de Grupos da Overwatch Contenders América do Sul está definida! Com isso, já sabemos exatamente os confrontos dos playoffs e, é claro, explico os pontos fortes, fracos e dou uma visão geral dos times que estão na briga pelo título, pela grana e, claro, pela vaga no Duelo do Atlântico, evento internacional e presencial que acontecerá na Alemanha no fim de Maio, contando com as melhores equipes de Contenders da América do Norte, Europa e América do Sul!

Responsabilidade, hein? Fala tu! Então, sem mais delongas, partiu entender a situação geral de cada equipe, lembrando que os times estão listados em ordem de classificação – do primeiro lugar ao sexto – e que os dois primeiros colocados já passam direto pra semi-final, segundo o formato do torneio!

• Lowkey Esports

Com certeza a equipe a ser batida, vem invicta na temporada e é formada pela fusão de jogadores da antiga Based Tryhards e da antiga LFTOWL. Durante a Fase Regular, não poupou repertório tático e apresentou uma variedade altíssima de composições, mesmo em um cenário dominado pelas variações com três tanques e três suportes. Pharah e Sombra, Sombra com Rein, Zarya e três suportes, 4 DPS… opção é o que não faltou pra liquidar seus oponentes. E é justamente por isso que, provavelmente, estejam melhor preparados para o patch 1.34, que será a atualização jogada nos playoffs.
Vale lembrar também que, embora seja um fenômeno raro da natureza, as estrelas se alinharam e uma equipe repleta de estrelas conseguiu a proeza de deixar os egos de lado e jogar realmente como um time, o que é essencial no Overwatch competitivo. E esse poderio individual e conjunto é pesa muito na balança.
Finalmente, embora haja um grande favoritismo atrelado ao time, é impossível dizer que o campeonato já tá no papo, principalmente porque a Lowkey, algumas vezes, apresenta momentos displicentes, inconsistentes e mais fracos. Pouco, tudo bem. Mas existem. E, se punidos, podem ferir muito o desempenho do Megazord da nossa região.

• XTEN

Habilidade individual, dedo no W e gritaria! Ok, talvez não seja bem isso, mas é mais ou menos por ai.
Digo isso pela invejável capacidade de todos os jogadores da equipe em se destacar e virar o jogo em situações complicadas e pela experiência geral do time que também conta com jogadores ex-Based e LFTOWL.
A diferença principal é que eles basicamente só jogaram com composições de três suportes e três tanques, e, mesmo que ambas as variações – com Winston e Reinhardt – estejam em dia, pode ser pouco para chegar ao título dos playoffs, que estarão situados em uma atualização muito mais diversa em termos de meta.
Porém, se as equipes adversárias não aderirem às composições novas, ou até mesmo se a própria XTEN conseguir desenferrujar as capacidades de DPS de Leviatan e Valen, dois titãs da posição, possivelmente o time chegue à grande final.
E, claro, se conseguirem proteger o Neil suficientemente, porque… que ele vai pra cima sem dó, em especial na hora que a equipe conseguir uma mínima vantagem, isso ele vai. Ah, se vai.

• FURY

A surpresa do campeonato, que vem desde a terceira temporada de 2018 em uma crescente inigualável! Uma equipe diversa, com muitas nacionalidades no mesmo elenco, que aparenta estar bem definida dentro de jogo, principalmente quando o assunto é a Pharah de Shinigami e a Mercy de Win98 – os principais destaques do time.
É impressionante ver o quanto é feito em prol desses dois: estimulante da Ana, proteção óbvia da Mercy, matriz defensiva da D.Va de Glitch e até mesmo salto do Winston de Keath para colocar seu escudo na hora que a Pharah lança seu bombardeio. Tudo é pensado e executado para que a efetividade da composição seja fora do comum. Chega a ser bonito de ver!
Por conta disso, a “Chengdu Hunters da América do Sul” tem chances de surpreender nos playoffs, ainda mais após a vitória sobre a gigante Isurus Gaming durante a Fase Regular por 4 a 0.
Entretanto, como nem tudo são flores, é importante ressaltar que a composição com três suportes e três tanques da equipe não é das melhores e pode sofrer caso seja utilizada. Porém, quem precisa de GOATS quando no 1.34 a gente tem a opção de Bunker!

• Isurus Gaming

Diferente do que vinha ocorrendo em outras temporadas, dessa vez a Isurus acabou a temporada regular fora da segunda colocação e mais longe ainda da possibilidade de vitória no campeonato. Sempre com mudanças no elenco, pra primeira temporada de 2019 o time trouxe o brasileiro Ludwig, tido como um diamante a ser lapidado no cenário, e seu desempenho geral tem sido OK. O problema é que o time ainda não convenceu, tomou um sacode da Fury que não estava totalmente cotada com o favoritismo e, embora permaneça forte, talvez não esteja com seu poder acima de 9000.
Porém, DDX, off-suporte do time, está voando baixo com Zenyatta e, principalmente, com sua Ana, que tem sido a opção neutra utilizada pela equipe para esperar qual é a estratégia adversária. Além disso, Jhein, que tem sido exclusivamente um jogador de Brigitte durante o meta de 3-3, agora terá a possibilidade de dar oi novamente ao Junkrat – que o tornou famoso regionalmente – e até mesmo a sua Ashe, que é uma arma secreta possível de ser utilizada em composições com Orisa.
Portanto, é a hora de ver se a Isurus finalmente sai do quase ou se permanece sem derrotar seus grandes nemesis.

• UP Gaming

Para a primeira temporada de 2019 já iniciaram com uma controvérsia: Sai TH7, um dos nomes mais conhecidos do cenário regional, para a entrada de Mathias, que havia sido destaque na Isurus durante a temporada passada. A princípio, estranho, porém a novidade se mostrou muito agradável ao torcedor da UP e bastante efetiva, também.
Em geral, estão no meio termo: composição de três tanques e três suportes forte, mas que sofre bastante contra Sombra. DPSs poucas vezes vistos, incluindo a vertente de Pharah e Sombra que foi utilizada algumas vezes na Fase de Grupos.
A salvação da UP pode ser a volta do Wrecking Ball no patch dos playoffs, além dos DPSs fortíssimos que poderão finalmente jogar com Hanzo, Widowmaker, Sombra, Pharah e até mesmo Genji. E, claro, Bastion. Além disso, voltando ao papo de Hammond, é essencial lembrar que Txozinn, tanque principal do time, foi um dos primeiros a jogar de Ratão no cenário e fez boas aparições em meados do ano passado. De repente, se tirar a poeira que juntou no herói, pode ser que a Bola de Demolição faça um estrago!
Finalmente, a UP foi dominante contra times mais fracos, porém parecia um time fraco contra equipes dominantes, e isso não é o que se espera de quem almeja o campeonato e a vaga na Alemanha. Agora é esperar pra ver!

• INTZ

Classificados na bacia das almas, ministraram a reza brava e conseguiram a última vaga graças as derrotas de Caverna e Clarity na última semana da Fase de Grupos. Lembra do TH7, citado acima? Então, está justamente como DPS dos Intrépidos, mas… não parece ter se encontrado. Ora jogou de Brigitte, ora de Zarya – mesmo sendo visivelmente superior a Drusker com a heroína russa. No fim das contas, voltou pra Brigitte, mas o time não apresentou uma evolução muito grande do início da temporada.
Em geral, é a maior zebra dos playoffs e, embora sempre haja chance de vitória, principalmente em um meta com diversas mudanças, tais chances são consideravelmente menores quando comparadas com as outras equipes que estão no páreo.
Quando tentaram jogar com mais DPSs na temporada passada, não funcionou. Ok, eram outros tempos, mas a força da equipe reside no três tanques e três suportes, estratégia essa que só rendeu uma vitória a eles durante toda a Fase Regular. Portanto, se seu forte aparenta ser mais fraco que o alheio… o que fazer?
Imagino que a esperança do time seja permanecer na estratégia de GOATS e tentar abusar de brechas encontradas na equipe adversária que tentar inovar, gerando um efeito snowball e, principalmente, trabalhar na coordenação geral da equipe. Ou então solta o McCree do TH7, libera a zona de conforto de geral e vê se funciona. Pode até surpreender de início, mas depois de ver a mesma máscara várias vezes, ela passa a não assustar mais.

                                                                                                                                          Foto: Liquipedia

Em geral, imagino que o confronto de Isurus contra UP Gaming acabe em vitória dos hermanos e que a batalha entre Fury e INTZ deixe os torcedores de Shinigami e companhia com a felicidade estampada no rosto. Após isso, nas semi-finais, é impossível não dar o favoritismo absoluto à Lowkey contra, neste caso, a Isurus. Porém, é possível apostar em uma vitória da Fury contra a XTEN, principalmente dependendo de como os times estejam adaptados ao Patch 1.34. E, finalmente, chuto no título indo para a Lowkey junto da classificação para o Atlantic Showdown, para representar o Brasil na Alemanha!

E você, o que acha? Manda ai sua previsão aqui embaixo pra gente trocar uma ideia!
Vejo vocês semana que vem aqui no Mais para outra coluna falando sobre Overwatch competitivo! E, claro, nas transmissões oficiais em português da Overwatch League em seu Canal Oficial, toda quinta, sexta, sábado e domingo, e no dia 29 de Abril na Contenders América do Sul para começarmos a acompanhar os playoffs! Um grande abraço e até daqui a pouco! :D