Depois de ter a final presencial cancelada pela ESL, Merciless Gaming e Black Dragons se reuniram e disputaram na última sexta-feira (16) a grande final da BPL de CSGO na Powerlounge, lan house de São Paulo. No final, melhor para a Merciless que venceu a série por 2 jogos a 0 (16-12 na Mirage e 16-10 na Cache) e conquistou o título da competição. Pela vitória, a MG levou para casa R$ 12,5 mil (10 mil por ter vencido a final e mais 2,5 mil por ter terminado a fase de grupos em 3º lugar).

Logo após a conquista do título, o experiente Guilherme “spacca” Spacca conversou com o Mais e-Sports sobre a competição, problemas no cenário brasileiro de CS:GO e também deixou seu futuro em aberto, já que revelou que seu acordo com o dono da Merciless Gaming, Alessandro “Apoka” Marcucci ia até o final da Brazil Premier League.

Spacca disse que a Brazil Premier League sofreu com problemas de realização no início do campeonato, principalmente com os servidores dos jogos. Segundo ele, a Merciless deixou de ter duas partidas transmitidas na TV por conta de atraso de servidor e esses jogos tiveram que ser remarcados. Já em relação ao cancelamento da final presencial, o jogador revelou que foi uma notícia que deixou os jogadores muito tristes.

Veterano do cenário, spacca conquista mais um título na sua carreira. Foto: Felipe Guerra

“Cancelar uma final presencial para um jogador de CS, ainda mais eu que estou a 10 anos jogando é muito triste porque a gente dá dois passos para trás. Li e vi os motivos da ESL, mas não vou entrar nesse mérito porque eu não sei como é, não trabalho com isso. Mas você cancelar, uma final presencial uma ou duas semanas antes, para o jogador é muito chato. Nós fizemos essa festa aqui na Powerlounge, mas não deveria ser aqui, deveria ser em um evento grande, presencial, mas eu já estou acostumado, já vi muita coisa acontecer e isso ter rolado não me surpreende, então é vida que segue”, conta spacca.

O jogador também falou sobre a falta de pagamento ou demora por partes da organizações na hora de liberar as premiações e ressaltou que isso é um problema crônico do cenário brasileiro de CS e ainda fez um alerta para as pessoas que não vivem isso no dia a dia e apenas acompanham as partidas pela TV ou em eventos presenciais.

“Isso é um problema crônico do cenário (falta de pagamento ou demora para receber). Mas eu realmente espero que o contrato que as organizações tem com a ESL seja cumprido. Viver de CS no Brasil é muito difícil, a gente vive um falso profissionalismo. A galera vê a gente na TV, tirando foto, mas não é um mar de rosas, eu por exemplo, larguei meu emprego tem praticamente um ano e ainda não consegui tirar uma renda significativa. Espero que o cenário cresça e tanto a ESL, quanto outras empresas tenham consciência de que os jogadores de CS precisam de atenção, precisam de cuidados, não é simplesmente fazer um campeonato e pagar depois de 6 meses, espero que isso se resolva nos próximos campeonatos”, diz o jogador da Merciless.

Já em relação ao seu futuro na Merciless, spacca preferiu deixar isso em aberto, já que segundo ele, seu acordo com Apoka iria até o final da ESL e que isso será resolvido nos próximos dias.

“Não posso falar sobre futuro porque é um negócio que ainda tá sendo resolvido. Minha palavra com o Apoka era até o final da ESL, então vamos sentar e conversar, ver o que pode fazer, já que todos os jogadores do time tem propostas de line-ups e organizações, então vamos ver se realmente as coisas vão acontecer daqui pra frente”, revelou o veterano.