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Já faz um longo período que estamos sem a LPL, então ando assistindo tudo que posso da LCK e, apesar da liga ainda estar apenas na segunda semana de jogos, algo vem me chamando bastante atenção. Já estamos familiarizados com suportes coreanos, tivemos aqui no nosso cenário Olleh, Luci e agora Key, então o entendimento não só nosso, mas de todo mundo é que os suportes da região sul-coreana são bons, por isso são importados constantemente, porém é notável o baixo desempenho da maioria dos jogadores da posição nesse início de temporada coreana, ainda mais quando comparado diretamente com suportes chineses ou europeus.  

Desde a queda de desempenho da LCK muito se fala sobre o estilo lento e metódico da liga, que falta agressividade em seu estilo de jogo. Por muito tempo essa responsabilidade foi posta nas costas dos caçadores da liga, porém assistindo mais de perto esse início de temporada, ficou claro, pelo menos para mim, que o problema, na verdade, está em seus suportes.

Foto: Divulgação Gen.G

É fácil apontar Keria e Kellin como sendo os dois melhores suportes desse início LCK, protagonistas de times que estão atualmente no topo de tabela da liga e que tem na agressividade suas maiores qualidades, principalmente durante o mid game que é onde a maioria dos times da região tendem a desacelerar o jogo. Seja Kellin com seu Bardo procurando oportunidades de iniciações constantemente ou Keria com seu Thresh/Pyke sempre arriscando um grab em busca de um pickoff, isso mostra que ambos jogadores estão ativando tentando acelerar o jogo, coisa que infelizmente não vemos outros suportes da liga fazendo tão frequentemente.  

Outro ponto importante para se levar em consideração é quão bem mecanicamente esses jogadores estão. Não adianta de nada ter essa mentalidade para cima, mas acabar errando a jogada sempre que tentar alguma coisa. Talvez esse seja um dos reais motivos de todo estilo de jogo lento e metódico da liga: o medo de errar alguma coisa.  

Constantemente somos pegos de surpresa com alguma jogada completamente inusitada de Hylisang, em que no final dela ou achamos o jogador muito burro, ou genial. Isso é exemplo claro de suporte que simplesmente não tem medo de errar e que acaba ilustrando bem as diferenças entre uma região e outra.

Por muito tempo a posição de suporte foi o lar de jogadores mecanicamente medíocres e que tinham sua “inteligência” como principal característica, seja ela usada para controlar visão, ser um shotcaller, coordenar o time ou simplesmente proteger seus carregadores. Agora a função evoluiu e é uma peça fundamental na inicialização de jogadas, criar pressão em rotas laterais, causar dano e até no trabalho de limpeza de waves.   

Não acho que é uma mera coincidência os melhores da posição na região serem bem novos, são jogadores que não viveram essa era de suportes apenas cerebrais, então acredito que o surgimento de suportes desse tipo seja essencial para uma recuperação da liga. Querendo ou não os melhores jogadores das rotas solo ainda são coreanos, seus caçadores continuam sendo referência mundial e não preciso comentar o quão bom são Deft e Mystic atualmente, mas não temos mais uma grande referência coreana na posição de suporte. Talvez Keira, Kellin ou o próprio Lehends acabem se tornando esses caras, mas atualmente ainda estão longe de serem o que o mundo e a própria Coreia espera de seus nomes.  

Enquanto minha liga favorita não volta, irei continuar assistindo e escrevendo sobre a LCK e talvez mais textos como esse, apenas reflexivos ou comparativos acabem aparecendo aqui no Mais Esports. Seja como for, tendo jogos lentos e irritantes na maior parte do tempo, também temos times como a DragonXAfreeca e Geng.G que demonstram um potencial absurdo. Quem sabe em 2020 a LCK tenha novamente um final feliz? 

Veja também: Deft acredita que 2020 é sua última chance de vencer o mundial