O mid-laner da paiN Gaming, Thiago “Tinowns” Sartori, retornou de um bootcamp na Coreia do Sul há cerca de uma semana. Além dele, diversos outros pro-players também anunciaram que farão este treinamento em preparação para a próxima temporada.
Durante a Brasil Game Show, o Mais Esports conversou com o jogador, que comentou sobre os 30 dias que jogou a Fila Ranqueada coreana, os aprendizados a trazer ao Brasil e os jogadores contra quem ele jogou durante seu bootcamp.
Continue depois da publicidade
Continue depois da publicidade
Tin, após esse bootcamp, como você está sentindo seu nível de jogo?
Dei uma melhorada, sim. Antes eu tinha uma mentalidade de gameplay em time, e tudo mais, mas as vezes, isso para um cara que é carry, não é tão bom. Voltei um pouco mais egoísta, um pouco mais naquele estilo de 2016, que eu jogava mais minha lane, mais para ir para frente do cara na lane e menos para o time, e acho que isso pode ser um diferencial para mim, o que estava faltando. Eu realmente não vinha me destacado há um tempo e pode ser por causa desse mindset que eu tinha, de querer sempre ajudar o time, fazer a boa, e não dá para ser super-herói toda hora, então estou um pouco mais egoísta.
Já senti diferença na SoloQ também, que aqui é bem diferente da Coreia, acho que é isso.
Nós acompanhamos o seu bootcamp, vimos que você começou muito bem, crescendo bastante, mas teve um período de uma semana que você ficou subindo e descendo no Mestre e depois disparou, pegando GM e Challenger. O que houve? Foi para separar o joio do trigo?
Desde o começo eu estava com uma certa dificuldade, porque como eu estava de férias antes, eu fui para a Coreia “cru”, estava há um tempo sem jogar LoL, descansando, então esse foi um erro de planejamento meu. Chegando lá, no começo, estava passando dificuldade, mas eu jogava contra Diamante e Mestre com poucos pontos, então estava fácil, mas quando cheguei nos 200 pontos do Mestre, eu comecei a jogar duo com o Lactea, ele tem 600 pontos no Challenger, então eu pegava jogadores desse nível e não no meu, era como se eu estivesse já no desafiante, por isso o jogo ficou mais difícil, deu uma estagnada de uma semana entre 100 e 200 pontos no Mestre.
Depois disso, eu pensei “não posso sair da Coreia no Mestre, pelo amor de Deus.” Dei uma resetada de mindset, voltei a jogar sozinho e daí foi subindo direto.
Nós vimos que você jogou uma partida contra o Faker, também tinha o Clid, além de você vencer uma contra o Flame. Você lembra de mais algum pro player coreano que você enfrentou na soloQ?
Nessa mesma partida que eu estava contra o Clid e o Faker, o Deft estava no meu time. Joguei contra o Rookie, da IG também… Creio que foi o melhor mid-laner que eu joguei contra. Joguei contra o Maple, Karsa, tem muito pessoal da China e Coreia Tier 1 e 2 que estão sempre jogando SoloQ, eles jogam muito, o dia inteiro. Eu caia com um pessoal direto, não vou lembrar de todos, mas teve uma galera bem boa que eu enfrentei.
Você ganhou do Rookie?
Ganhei, mas não foi um bom jogo, tomei um pau na lane, sendo sincero (risos), mas ganhei.
Pelo menos, dá para dizer que compensa o jogo contra o Faker, que você perdeu, mas ganhou dele na lane.
É então, mas acabou que nesse jogo contra o Faker, eu dei uma trollada no mid-game, mas eu estava bem forte, bem diferente do jogo contra o Rookie.
O que você acha que vai te trazer, como jogador, ter passado esse mês na Coreia? O que você aprendeu lá que você pode trazer para o Brasil?
Ele, assim como a paiN Gaming, aguardam o anúncio e início da Superliga para encerrar, de vez, a temporada 2019.
A torcida da organização que deseja ver Kami nos palcos, terá que aguardar, já que o mid-laner já declarou que não jogará a Superliga, retornando somente no CBLoL 2020.
Continue depois da publicidade
Continue depois da publicidade




