Conversamos com três dos principais jogadores da equipe e com o coach Hugo “Galfi” Dantas sobre o encerramento do contrato de todos os jogadores e membros da Staff da KaBuM e-Sports.

Todos ex-membros da equipe querem continuar seguindo a vida no e-Sport. Galfi comentou que foi uma paixão e vocação que ele descobriu neste período na KaBuM e que realmente deseja continuar neste ramo.

Veja: KaBuM encerra contrato com jogadores do time de League of Legends

A notícia que assustou a comunidade já era esperada por todos eles, Gabriel “Vash” Del Buono comentou não ficar surpreso e nem magoado. Ele também revelou que o clima não estava tão bom e todos começaram a suspeitar. Daniel “Danagorn” Drummond disse está reagindo bem com o ocorrido.

Galfi completa:

“Já sabíamos que a organização não estava tão satisfeita com o projeto, a estrutura da KaBuM exige muito esforço pra ser mantida, e, apesar de ser sim uma surpresa, consigo enxergar os argumentos deles.”

Eles também responderam se o fato da KaBuM ser grande atrapalhava o time, pois, não podiam dar toda atenção necessária em uma organização de e-Sport. O treinador respondeu:

“Pelo fato da KaBuM também ter que cuidar da loja, era difícil pra eles dar todo o suporte que a equipe necessitava, por isso digo que concordo com a decisão de encerrar as atividades no League, respeito a decisão deles de, como não conseguem dar a devida atenção á equipe, encerrarem as atividades para não cometerem injustiças com os jogadores e equipe técnica.”

Matsukaze vai um pouco além e acredita que a priorização da loja por parte da empresa era um grande problema para o time:

“Acho que a maior falha da organização seria a priorização da loja, nós jogadores ficávamos com um sentimento de “segundo plano”. Deveria ser algo no mínimo 50/50. Sobre a estrutura física, não tenho do que reclamar.”

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Danagorn concorda que isto foi um dos fatores que fez o time “desandar” durante as últimas temporadas. Ele também comentou sobre a dificuldade de morar em Limeira e não em São Paulo como os outros jogadores:

“Ter que acordar praticamente 6 horas antes dos jogos era bem desgastante.”

O ADC Matsukaze bate na mesma tecla quando foi feita a pergunta e responde:

“Morar em Limeira era uma praticidade pra própria KaBuM, já que a sua sede se localiza na mesma cidade. Para nós, não era vantajoso, visto que os compromissos da Riot são todos em São Paulo.”

Matsukaze

Como foi dito na matéria anterior, todos os jogadores estão com seu contrato encerrado, logo, estão Free Agent e podem receber qualquer contato de outros times. Perguntei para o Mid Laner Vash se ele fica com medo de não jogar o CBLOL 2017 e ele respondeu:

“Não me preocupo muito em ficar fora do CBLOL, acho que seria algo improvável mas caso aconteça é porque eu mereço ficar de fora mesmo. Mas pode ser que o LATAM se interesse por alguns jogadores.”

Ele descartou a possibilidade de jogar como Top Laner e pretende continuar jogando como Mid. Todos os jogadores estão agora esperando contatos e negociando com outras equipes. Como foi mencionado por Vash, as equipes do LATAM estão com uma tendência de realizar a contratação de brasileiros.

Para a KaBuM, o time quer investir ainda mais no e-Sport. Não sabemos ainda qual serão os próximos passos da organização, fiquem ligados no Mais e-Sports para saber de todas as novidades que acontece no mundo dos esportes eletrônicos.