Um dos melhores jogadores desse CBLOL 2018, Lucas “Zantins” Zanqueta vem tendo performances incríveis na competição. O Mais e-Sports conversou com o jogador após a vitória da KaBuM contra a Team One. Confira:

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Tem como falar um pouco do Swain?

Zantins: Falando um pouco do Swain, ele é um campeão que é parecido com o Vladimir. Eles são campeões focados em dano mas tem um sustain muito bom no meio da luta então se a equipe inimiga não tiver um burst ou algo para cortar a cura eles causam muito caos. Apostamos no Swain pois apesar deles serem parecidos e o Vlad ser até melhor em questão de dano… Ele é menos conhecido ou tão visado assim. Nós jogamos com ele há bastante (tem mais de uma semana até) e nós identificamos o potencial do campeão. Praticamos bastante para o time todo entender isso e acho que os outros times ainda não entenderam isso. Então acredito que por eles não entenderem 100% o campeão, isso é um ponto forte dele. Foi por isso que apostamos nele no lugar do Vladimir.

Você jogou contra o Vvvert que ganhou vários prêmios no ano passado e agora vem jogando bem mal. O que você acha da performance dele?

Zantins: Eu acredito que a situação da Team One e do Vvvert é muito por conta de quão dessincronizado a equipe ficou com a saída do Absolut. Nós podemos ver uma diferença não só na botlane mas no time todo desde que ele saiu. Eles trouxeram o Lactea que para mim é uma incógnita de como ele iria se dar com o time, apesar dele ser muito bom, para mim a comunicação é muito importante e trazer um estrangeiro dificulta muito. Ter essa mudança na bot lane de colocar o jogador brasileiro eu acredito que foi por conta desses problemas de comunicação. Depois disso acontecer, eu e todo o time vimos que a Team One jogava muito pelo top. O Verto era agressivo demais e cometia muitos erros por isso. Foi nisso que apostamos na série. Pegar campeões carregadores no topo para aproveitar dos possíveis erros de agressividade dele na lane. Foi exatamente isso que aconteceu, ele morreu bastante nos dois jogos e por isso foi uma série bem tranquila para nós.

O que você espera do jogo contra a Keyd?

Zantins: Com certeza o jogo contra eles vai ser bem difícil. São jogadores que já jogam juntos há muito tempo, já ganharam muita coisa no Brasil, já foram para fora. Eles são experientes. Vai entrar com a mentalidade que entramos contra qualquer outro time. Vamos treinar duro a semana inteiro, vamos usar o que nós estamos nos dando melhor, ficar focados e tentar fazer o nosso.

A vitória contra a Keyd pode decretar a KaBuM na final. Isso deixa o jogo ainda mais interessante?

Zantins: Com certeza, pela Keyd ser um time forte já deixa o jogo interessante. Nós não temos um resultado tão bom em treino mas quando chegamos no estúdio damos um gás de 300, 400% e jogamos muito melhor. Contra a Keyd vai ser mais isso ainda, vamos ter mais vontade de ganhar ainda. Acredito que isso pode ser um ponto forte sim para nós conseguirmos a vitória e ter a classificação para a final.

Treino é treino e jogo é jogo?

Zantins: Acho que sim pois o nosso Coach pratica muita coisa na scrims. Ele não faz um Draft para ganhar. Eu demorei para entender e bati um pouco de cabeça com ele em questão de Draft, eu falava ‘Ah podíamos ter pegado isso ou aquilo que seria melhor’ mas ai ele já sentou e conversou comigo e entendi o lado dele. Ele nos coloca em situações difíceis no treino e não faz um Draft tão bom para ganhar e sim para praticar. Acredito que treino é para você errar, conhecer os seus limites, limites do campeão e da composição e no jogo você aplicar tudo aquilo que você está seguro que irá dar certo.

Você acha que tem times que jogam os treinos para ganhar e outros para melhorar?

Zantins: Acho que sim, se for dar um exemplo eu diria que a CNB do ano passado. Quando o Tin e o LEP jogavam, eles eram muito bons, era muito difícil ganhar um treino deles. Mas… eles não tinham um resultado tão bom no stage. Acredito que muito por isso, por terem a mentalidade de jogar o treino para ganhar e não para aprender. A gente acredita nisso, o foco do treino é aprender, abusar. Não trollar o treino para jogar ele fora, mas aproveitar bastante para conhecer composições, campeões e no stage aplicar tudo.

*Entrevista realizada em parceria com Evelyn Mackus, repórter do Mais E-Sports.

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