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Em agosto de 2018, Janko “YNk” Paunović, um ex jogador de CS 1.6 e analista de mesa em eventos presenciais foi anunciado como novo técnico do MIBR. O sérvio já participou de 7 eventos no comando da equipe brasileira, e tenta alcançar o primeiro troféu de relevância desse ano nesse domingo (25), quando o Made in Brasil enfrenta os dinamarqueses da Astralis na grande final da ECS Season 6.

Em entrevista a HLTV, traduzida pela equipe do Mais e-Sports, o coach falou sobre a partida da semifinal do torneio contra a North, além de comentar sobre o que esperar da grande final contra a Astralis e das performances do FalleN e do Fer durante a competição. Confira abaixo:

Vamos começar falando um pouco sobre os vetos dos mapas, que foram bastante interessantes, principalmente pelo fato de que Dust 2 foi o decider, ao invés de Cache, que seria a outra opção. Explique o porque dessa decisão.

YNk: A razão de termos escolhido Dust 2 ao invés de Cache foi que eu e o FalleN estávamos analisando ambos os mapas, e olhando os dois lado a lado nós sentimos que poderíamos nos beneficiar do estilo que a North gosta de jogar se o jogo fosse na Dust 2. Foi mais ou menos isso, a gente só pensou qual mapa seria mais fraco para eles. Eu sei que eles não jogam muito Cache, mas eles começaram recentemente a jogar nesse mapa, e estavam acumulando vitórias nele, então percebemos que seria melhor escolher Dust 2, para coloca-los fora da zona de conforto, acho que essa seria a resposta.

Você estava esperando que a North escolhesse Train? Qual mapa você achava que seria a escolha deles?

YNk: Nós estávamos pensando que eles iriam escolher Train, ou talvez que eles fossem preferir a Dust 2 na tentativa de colocar um obstaculo a mais para a gente, porque tivemos alguma derrotas marcantes nesse mapa na nossa história recente, então estávamos achando que seria um desses dois mapas.
Mais quando parei para analisar pela primeira vez, eu pensei que eles poderiam escolher qualquer um, e tivemos que nos preparar para seis mapas diferentes, nem que fosse uma pequena olhada, porque a única certeza que tínhamos era que nós não jogaríamos Nuke.

Na Inferno, vocês tiveram muitos problemas no lado terrorista, vocês pareciam não conseguir jogar, quais foram os problemas ali?

YNk: Eu acho que o problema foi que nós não conseguimos nos ajustar a tempo ao que eles estavam fazendo, eles são um time que gostam de jogar com vários setups diferentes pelo mapa, eles escolhem onde eles querem fazer as gunfights, e você precisa confrontar isso como um time.
Nós também estávamos fazendo muitas jogada individuais, eu acho que o pessoal ficou com um excesso de confiança depois do resultado do primeiro mapa, porque nós estávamos sendo pegos de surpresa o tempo todo, sem fazer muito o shoulder-peaking,  fazendo somente strafe nos ângulos mais comuns, além de termos cometidos alguns erros nas rodadas com potencial de reset da economia, dando a eles o controle monetário da partida. Eles fizeram um lado CT muito forte, mérito deles.

Dust 2 foi bem direto do lado TR, porém do lado CT demorou um tempo para vocês conseguirem fechar o mapa, sendo que para que isso acontecesse vocês tiveram que pedir um tempo técnico perto do final da partida. Teve algo em particular que você disse aos jogadores? Ou algo em particular que você disse para mudarem dentro do jogo?

YNk: Sim, eu acho que conseguimos fazer boas leituras do que eles queria fazer, mesmo na segunda rodada que perdemos. Entre as metades da partida eu disse a eles exatamente o que iria acontecer, e para eles jogarem sabendo disso. Nós não fizemos um trabalho executando isso, então eles conseguiram acumular um pouco de momentum com o estilo de jogo rápido deles, então deduzimos que tínhamos que jogar de forma mais compacta.
Nós tínhamos uma vantagem muito grande, então não tinha motivo para nos fazermos nenhuma compra forçada ou pela metade, nós apenas fazíamos a rodada econômica, tendo certeza que teríamos tudo o que precisaríamos para jogar o nosso jogo na rodada seguinte. No final, nós tivemos algumas boas leituras do que eles iriam fazer e conseguimos fechar a partida.

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Indo para a revanche contra a Astralis, eles são um time que aprendem muio rápido com seus erros, e é muito difícil vence-los duas vezes no mesmo torneio, então o que vocês vão fazer para que isso não aconteça?

YNk: Eu acho que vai ser extremamente complicado, porque vencer a Astralis em uma MD3 já é difícil o suficiente, mas fazer isso duas vezes no mesmo torneio vai ser mais difícil ainda. Tem uma rivalidade acontecendo entre as equipes, nós nos enfrentamos muitas vezes recentemente, de forma parecida com o que a FaZe e a Astralis tinham no inicio do ano. Quando você enfrenta um oponente regularmente, você cria o seu próprio meta para a partida, a Astralis joga contra a gente de uma maneira que eles talvez não joguem contra outros times, e isso é igual para nós.
Agora vai ser o próximo nível de “jogos mentais”, o que eles irão fazer? Como eles vão jogar? Eu acho importante não ficar pensando muito nisso, e focar nos fundamentos, porque enquanto você fizer isso, claro, você vai perder um rodada aqui e ali para jogadas inteligentes deles, mas isso vai te dar as maiores probabilidades de vencer. Se você esquecer dos seus fundamentos e ficar pensando o tempo todo nesses “jogos mentais”, pensando mais do que devia em tudo, você vai se perder na partida, e isso vai custar muitas rodadas. Eu acho que vai se resumir a olhar alguns dos nossos últimos confrontos, e tentar ver o que a gente pode fazer um pouco melhor, além de analisar um pouco mais os vetos dos mapas, basicamente isso.

gla1ve comentou sobre a partida da fase de grupos entre vocês, ele falou que as performances individuais foram o diferencial, principalmente as do FalleN e do Fer, você concorda com isso? A performance elevada dos dois foi o que fez com que a equipe conseguisse sair vitoriosa?

YNk: Eu acho que as performances individuais definitivamente ajudaram, o FalleN teve 60 abates de AWP das 80 eliminações que ele teve no confronto. Train foi o FalleN clássico, e o Fer também teve rodadas importantíssimas durante a série. Sim eles elevaram o nível deles individualmente, mas eu não diria que essa foi a única razão do porque vencemos o jogo. Alguns dos mapas foram muito apertados, e nós novamente tínhamos a liderança nesses mesmos mapas, nós que acabamos deixando eles voltarem para o jogo com alguns erros. As performances individuais não teriam sido um aspecto tão decisivo se nós não tivéssemos cometido esses erros, teve que ser o FalleN nos colocando de volta nas rodadas, ou o Fer na última rodada da Train, onde ele conseguiu 2 eliminações quando estava com 4 de HP, isso foi muito importante.
Eu acredito que com certeza ajudaram, mas você pode dizer o mesmo sobre o time deles, quantas vezes nós perdemos um clutch importante para o Xyp9x ou quantas vezes o próprio gla1ve não conseguiu uma eliminação que definiu uma rodada? Essa é a beleza do confronto, você vai ter dois times que jogam um CS muito forte, que vão ter highlights dos dois lados. Se você me perguntar, eu provavelmente diria que, em média, provavelmente se iguala quando você olha para os nossos confrontos anteriores, eles tiveram a vantagem nesses confrontos com o placar apertado em todas as oportunidades até essa última partida, então esperamos poder continuar com os caminhos da vitória a nosso favor.

MIBR e Astralis se enfrentam nesse domingo as 19:00H pela final da ECS Season 6, e o vencedor levará para a casa 250 mil dólares.

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