O principal campeonato de Overwatch da região sulamericana está de volta e com mais reviravoltas do que nunca! A dança das cadeiras passou, times foram desfeitos, equipes foram criadas, jogadores migraram aos montes e com isso… zebras estão soltas, o favoritismo nunca esteve tão incerto e cada mapa vai fazer toda a diferença! Porém, hoje analiso cada elenco, os coloco em potencial ranking de qualidade – com base na teoria, é claro -, e faço uma geral nas mudanças para que você entenda o que aconteceu na janela de transferências e, quem sabe, escolha uma equipe pra torcer! Então, sem mais delongas, partiu entender tudo sobre a Overwatch Contenders América do Sul Temporada 2!

Time que viveu momentos levemente melhores do meio pra frente da Primeira Temporada de Contenders, quando reformulou seu elenco. Ainda assim, falhou na missão de se classificar para os playoffs, caiu para a Contenders Trials e voltou à elite do Overwatch Sulamericano após 4 vitórias e somente 1 derrota, contra o Team Scarlet – que também subiu para a Contenders.

Mesmo sem grandes resultados, tem uma grande quantidade de fãs desde quando se chamava Suquinho Nation e precisa finalmente abandonar o status de promessa para ser realidade nesta temporada.

As maiores mudanças são justamente a entrada de Mate, tank principal que volta a fazer a linha de frente da antiga LFORG com Frix, e Th1ago, ex-offsupp que passa a assumir a função de suporte principal, deixando Zenyatta e Ana de lado para jogar normalmente com Lúcio e Mercy. E tais alterações são extremamente positivas para a equipe, que para de improvisar delevingne na função de suporte e preenche tal role com jogadores especializados nela, dando, ainda, espaço para Th1ago agir como líder e shotcaller dentro de jogo, agregando toda a experiência de várias temporadas na Contenders que o player possui. Aliás, delevingne não deve jogar e provavelmente está inscrito como backup caso caia a luz de alguém, tanto pelo meta atual, quanto por declarações recentes em seu Twitter e, claro, o anúncio de Th1ago.

Vale lembrar que Gatti, técnico do time, foi um dos poucos a ascender da Open Division diretamente para a Contenders e precisa ser altamente efetivo na liderança do elenco, que possui, sim, grande potencial.

Devem brigar pelo meio da tabela e pelas últimas vagas para os playoffs – principalmente levando em conta que times como UP Gaming e Pingüinos (Ex-Isurus) enfraqueceram após a dança das cadeiras -, escapando da Trials pela primeira vez no histórico recente da equipe. A presença no Top 4 é questionável e seria uma surpresa, com certeza.

Invictos na Contenders Trials, chegam à Contenders bem, com nomes conhecidos – como balti, Okku e lowlife – e são a principal zebra, a principal equipe com chances de surpreender positivamente e chegar bem aos playoffs.

A única comparação recente que temos são os resultados da Trials, onde a Scarlet tirou a Clarity por 3-1 e ganhou da Caverna – que estava anteriormente na Contenders – por 4-0. Portanto, vale a pena repetir que, com a loucura que foi a dança das cadeiras recente na Contenders SA, as chances nunca estiveram tão grandes para times emergentes chegarem quebrando tudo, e este pode ser o caso da Scarlet.

Destaque à dupla de DPSs formada por Okku e lowlife. O primeiro, que sempre faz o Vecet ter crises de riso graças à piada pronta de quinta série, está no caminho do OW competitivo há muito tempo, tendo passado por diversos times desde 2017 e, finalmente, aparece na elite da América do Sul. O segundo, já teve ótimos momentos na Contenders 2018 Season 2 e 3 com a LFORG, escancarando habilidade na tela e tentando sempre lances individuais, o que pode ser diferencial na hora de um clutch.

Além deles, vale a pena ficar de olho se gbr, offtank prodígio que teve passagem fantasma pela UP Gaming na temporada passada – pois a equipe, na ocasião, preferiu permanecer com agM vindo de lesão do que colocar gbr em jogo -, finalmente terá a chance de aparecer na elite mesmo que, a princípio, seja banco. Seria um bom passo rumo à fomentação de novos talentos vindos da Open Division.

Em termos de resultados, vejo a Scarlet conseguindo a vaga nos playoffs com mais tranquilidade que a Clarity, por exemplo. Batendo de frente – e ganhando -, de Outlanders, e, quem sabe, até de UP Gaming e Pingüinos.

Os campeões da Primeira Temporada de 2019, os representantes da região SA no Duelo do Atlântico e, provavelmente, o melhor elenco pra Temporada Dois, mesmo após as trocas feitas na janela de transferência. Fastie e Pizzalover já não são mais uma realidade. O tank saiu – ou “foi saído” – e não estará presente, ao menos de início, nesta temporada de Contenders; o segundo, anunciou sua aposentadoria e permanece listado para casos extremos de substituição, porém não deve jogar.

Para assumir as vagas em aberto, entram Máximo e DDX, respectivamente tank principal e suporte principal no time. E, mais uma vez, vemos uma mudança leve de função, pois DDX sempre atuou como offsupport e, agora, terá que mostrar ao mundo seu Lúcio e Mercy, deixando de lado os heróis que foram responsáveis pela construção do seu status de deus do joguinho – Zenyatta e Ana. E, vale o argumento novamente: Não deve ser difícil para o argentino fazer a transição. Inclusive, já rondam boatos de que ele é tão bom na nova função quanto na antiga. E, se isso é verdade ou não, descobriremos durante a temporada!

Sobre Máximo, é importante ressaltar que ele substitui um dos responsáveis pelo estilo de jogo da Lowkey até agora, que mantinha o ritmo das lutas e frequentemente fazia a diferença com jogadas individuais. E, por mais que Máximo tenha experiência no cenário e passagem recente pela Isurus Gaming, sinceramente não creio que chamará a responsabilidade como fazia o tank anterior, até pela barreira linguística, também, já que o jogador é argentino.

Levando em conta o meta que permanece parecido com o do Atlantic Showdown, fico muito curioso pra saber se a equipe dependerá mais de jogadas individuais de Murizzz e Ole ou se conseguirá estabelecer um bom ritmo de jogo e sinergia em tão pouco tempo de treino. É justamente no começo da Temporada que os adversários da Lowkey terão a melhor chance pra tirar alguma vantagem da possível fragilidade inicial do time, que permanece um dos favoritos ao título da competição.

Uma das equipes mais comentadas durante a primeira Temporada por conta de ser uma das partes do desmembramento das antigas LFTOWL e Based Tryhards, a XTEN não mudou muito pra esta Temporada. No lugar de Valen, chega Ludwig; no lugar de Wings, Pearlyk é resgatado em mais uma operação contra a (semi) aposentadoria precoce de bons jogadores. Finalmente, Kyo, jogador conhecido no cenário, com passagens pela função de Tank e Suporte principais, chega para fazer companhia a KilleR no banco. Entretanto, ambos podem aparecer na competição, tanto em trocas táticas quanto em situações de necessidade, nas mais diversas funções.

Sobre as contratações recentes, considero praticamente elas por elas. Ludwig, ex-Isurus, é novo, com potencial absurdo, já se provou versátil e extremamente impactante dentro de jogo. Chega pra substituir um jogador com as exatas mesmas características, o que não é fácil, mas deve se encaixar rapidamente no elenco. Já Pearlyk, que teve passagem pelas funções de DPS, Offtank (saudades Pearlyk D.Va) e suporte, precisa evoluir a passos largos para se manter em alto nível novamente e bater de frente com os melhores da região nessa posição, que é recheada de ótimos nomes – com alguns, inclusive, indo pra função de Suporte Principal pra encontrar time e jogar.

Estima-se que o time permaneça no topo da competição e continue brigando por, pelo menos, uma das vagas na Final do campeonato, a não ser que alguma surpresa muito grande aconteça em relação a outras equipes ou que o elenco se auto-sabote internamente, não dê liga ou simplesmente “tilte”. Porque talento há de sobra e a barreira linguística não é tão grande visto que leviatan é o único falante de espanhol e já está acostumado a integrar equipes majoritariamente brasileiras.

Promessa no fim de 2018, realidade no início de 2019. Eis a equipe que fez a favorita Lowkey Esports suar para conseguir a vitória na Grande Final da primeira Temporada deste ano. Agora, para a Season atual, o time apresenta somente uma troca pontual: Sai GLITCH, entra BEAST. E aí o fã da Fury que acompanhou a partida final e a evolução geral do time pode ficar se perguntando o porquê dessa troca, visto que GLITCH estava bem, teve momentos brilhantes na decisão, jogadas inteligentes, clutch plays e mais. Bom… Digamos que BEAST tem sido, consistentemente, um dos melhores offtanks da região desde 2017, passando por todas as formações da Karma/Isurus, time que sempre esteve no topo das Contenders. Por isso, é tranquilo afirmar que a Fury vem reforçada para esta temporada de Contenders SA.

O que nos resta saber, no entanto, é se BEAST conseguirá pegar rápido o estilo de jogo da equipe, principalmente na composição de Pharah e Sombra altamente focada na proteção de shinigami e no setup de seus bombardeios com o uso massivo de recursos. A princípio, creio que não será um grande problema ao experiente argentino, porém, na prática… são outros quinhentos.

Destaque não só a shinigami mas a Win98, sua dupla, também. E a KnighT, que precisou assumir uma postura de mais impacto, em especial com sua Sombra, e o fez. E deve continuar gostando dos holofotes, gostando da safadeza.

Deve brigar pela final da competição e, quem sabe, o título. Entretanto, é foi altamente dependente de sua estratégia assinatura – Pharah e Sombra – e, caso não evolua ou apresente um repertório tático mais vasto, pode sofrer na mão de times mais bem preparados. Inclusive, cabe a comparação à Element Mystic, equipe campeã do Pacific Showdown que trouxe à vida a composição de GOATS com Doomfist, que evoluiu para um 2-2-2 de Sombra e Doomfist com Zarya e Rein, fugindo do comum que seria utilizar tais DPSs com Winston e D.Va e reforçando seu próprio estilo de jogo. Em resumo, se ficar na mesma, a Fury pode rodar contra os grandes, enquanto os menores continuarão perdidos na hora de anular a estratégia “furiosa”.

Antiga Isurus, os pinguins apresentam um elenco deveras… interessante! Peças importantes – e, discutivelmente, as mais importantes – da antiga lineup vão embora, como Máximo, BEAST e DDX, porém os reforços não são pouca coisa. izAvenge vem orbitando o sucesso desde sua aparição pela Isurus na Segunda Temporada de 2018, na qual fez seu nome com uma boa atuação de Reinhardt nos primórdios da composição de GOATS. Porém, após isso, não conseguiu bons resultados e agora volta a uma posição de destaque, tendo que se provar mais do que nunca.

Além dele, aparentemente o caso de amor breve de Matiash4km com a UP Gaming rendeu a posição de agM nos Pingüinos, além da sua própria, claro. E são dois jogadores altamente competentes e capazes de agregar muito ao time, mesmo com agM sendo o único falante de português no elenco. Aliás, os dois são justamente as principais esperanças da equipe, em especial no meta de três tanques e três suportes, para bons resultados na competição. Caso um deles esteja em um mau dia, desconfio que izAvenge, Poke e Jhein não segurem o forninho, principalmente no início do campeonato.

E eis um dos times que apresentam a maior incógnita a respeito de resultado final: Em teoria, no papel, o playoff é altamente plausível, mesmo tendo em vista que há equipes mais fortes e com mais potencial de surpresa para assumir o Top 4. Inclusive, não vejo a lineup com a mesma força e favoritismo de outras temporadas, portanto um quinto ou sexto lugar não me assustaria.

A UP tremeu, parecia que estava à beira da ruína porém se reergueu! E aparenta estar mais viva do que nunca, mesmo com diversos nomes novos e adaptações tendo que ser feitas!

Os únicos remanescentes do elenco anterior foram Txozin, Edigas e Pardal. Saem agM, Matias e Th1ago, três nomes importantíssimos, conforme comentei anteriormente, e entram Stylo, debout, Kalo, Nyohl e GLITCH. Então, vamos por partes:

debout é um nome já conhecido na comunidade, DPS hitscan controverso em relação a sua real qualidade de jogo. Ainda assim, será essencial para o bom funcionamento da equipe, assumindo não só sua Zarya, mas, quem sabe, uma Sombra. E, mais do que nunca, ele precisa ser o que muitos duvidam que ele realmente seja.

Além dele, Nyohl chega para ser banco de Edigas, provavelmente, porém é um bom nome, que passou voando pela INTZ na temporada passada e finalmente terá outra oportunidade de mostrar o porquê veio da Open Division com sangue nos olhos. Ainda assim, deve ser difícil ver a cor do jogo, a não ser que Edigas canse – de novo – de jogar de Brigitte.

Na sequência, mudança importante na função de suporte: Kalo chega da argentina para assumir o papel de Suporte Principal, justamente o que Pardal fazia, enviando seu aliado para a role de offsupp. E aqui, sinceramente, mora uma das incógnitas do elenco, pois Pardal tem um estilo próprio de Lúcio e tal postura foi crucial muitas vezes para o sucesso da UP em alguma luta ou mapa. Entretanto, Kalo foi exatamente esse salvador em diversos momentos pela Caverna, tanto em jogadas individuais quanto em boas supremas pra salvar a equipe. (Inclusive fico feliz dele ter sido resgatado e não ter afundado junto do barco da Caverna na Trials) Portanto, a posição de Suporte Principal não me preocupa tanto, mas fico muito curioso pra saber se Pardal absorveu bem o conhecimento de Th1ago e está apto para fazer a transição de maneira saudável e impactante para a função de offsupport, pois isso será crucial para dar liga ao time.

E, finalmente, a disputa pela função de Offtank fica, a princípio, entre Stylo e GLITCH. E digo a princípio pois não é certeza que Stylo entre pro time como Offtank – mesmo sendo o mais provável -, uma vez que já jogou como DPS anteriormente. Sinceramente, caso a disputa seja justamente pela linha de frente junto de Txozin, prefiro GLITCH assumindo a titularidade ao invés de Stylo que, embora seja um bom jogador e altamente experiente, pode não estar na mesma pegada que GLITCH apresentou durante a Temporada passada. Um Doomfist “estiloso” fica na mente? Sim, com certeza. Mas deve ser difícil de aparecer, a não ser que a UP esteja com planos de ser a nova Element Mystic.

Em suma, se tudo se encaixar, brigam pela vaga nos playoffs, mas não estão nem perto dos status de promessa que chegaram a ter em outras temporadas. Hoje, podem surpreender, e eu espero que sim, principalmente pelo tanto de nomes novos no elenco, mas o caminho será bem mais sinuoso.

A maior dúvida da competição e possivelmente a equipe mais fraca, também. Anteriormente conhecida com INTZ, a Outlanders apresenta um elenco sem grandes pontos altos, a não ser por TH7, que ainda mantém seu status de destaque muito mais por histórico do que por desempenhos recentes – e que tem se dedicado a outros jogos, o que pode ser prejudicial ao desempenho da equipe, já que é titular do time.

Além disso, a lineup precisará adaptar Drusker, que atuou como offtank e DPS, na posição de offsupport, uma das mais disputadas da região, como dito anteriormente. E este pode ser um dos pontos mais prejudiciais do time, em especial até o meio da Temporada.
Na sequência, vale a pena chamar a atenção de Helvoro e Svenko. O primeiro está presente na Contenders há tempo considerável porém ainda não alcançou bons resultados. E o segundo é conhecido na comunidade, participou ativamente do competitivo, teve bons desempenhos sobretudo em 2017 e agora é a hora de voltar com tudo. Deverá atuar como DPS junto de TH7, inclusive.

Por fim, o tank principal da equipe, de dupla cidadania Israelense-Chilena, é novo e pode ser um deus ou um inferno na vida do torcedor da Outlanders. E, com certeza, é o jogador com o qual fico mais curioso dentre todos do elenco.

Portanto, é importante citar outra vez que o meio da tabela, especificamente para essa temporada, nunca esteve tão embolado na história das Contenders América do Sul e, por conta disso, as chances de classificação da Outlanders aumentam. Contudo, no papel, a probabilidade da lanterna – principalmente se perder para os times advindos da Trials – é relativamente grande e pode se tornar realidade. Tudo depende do quanto a equipe se dedicar, treinar pesado e evoluir em um curto período de tempo, porquê potencial existe, com certeza, mas praticamente nenhuma prova desse potencial foi mostrada levando em conta o retrospecto recente do time.

Finalmente, se fosse para chutar um ranking das oito equipes ao final da Fase de Grupos, por mais difícil e improvável que tal palpite seja devido à natureza imprevisível do Overwatch e a trocas que podem acontecer, eu o definiria assim, iniciando com os favoritos:

• Lowkey Esports
• Fury
• XTEN
• UP Gaming
• Pingüinos
• Team Scarlet
• Team Clarity
• Outlanders

E você, qual seria seu ranking? Comenta ai!

Espero que tenha ficado mais fácil de entender as mudanças pra segunda Temporada da Overwatch Contenders SA! Então, escolha seu time preferido, e acompanhe tudo que acontece tanto pelo meu Twitter quanto pelo canal oficial da Contenders SA em português, toda segunda e quarta às 19h!