Fnatic levanta a taça do PLG Grand Slam, em Abu Dhabi (Foto: Power League Gaming)

O Challengers Stage está de cara nova para a IEM Katowice. O 14º major de Counter-Strike: Global Offensive é o primeiro que conta com apenas seis times com o status de “Returning Challengers” – os desafiantes que retornam após cair na fase de grupos do Faceit London Major.

Entre estes estão algumas das organizações mais tradicionais da modalidade e outros velhos conhecidos do público: Cloud9, Fnatic, G2 Esports, Ninjas in Pyjamas, Tyloo e Vega Squadron.

Esse sexteto se unirá aos 10 classificados via minor – como a brasileiras FURIA Esports -, na briga por 8 vagas no Legends Stage – a fase de grupos da IEM Katowice.

O Challengers Stage acontece entre os dias 13 e 17 de fevereiro na ESL Arena. Disputado no sistema suíço, o torneio terá todos os jogos decisivos – para classificação ou eliminação -, decididos em série md3. O restante dos duelos acontecerá em séries md1.

Confira como veem os desafiantes da IEM Katowice:

CLOUD9

Há um ano, a Cloud9 chocou a comunidade de Counter-Strike ao vencer o primeiro major de uma equipe norte-americana. Daquele time, só Timothy “autimatic” Ta e Will “RUSH” Wierzba ainda seguem na escalação.

Depois de uma temporada de idas e vindas, a C9 parece estar tomando forma novamente. Mesmo com o capitão Maikil “Golden” Selim fora por problemas médicos, a equipe teve um bom início de 2019, com um 5-6º lugar no iBUYPOWER Masters IV e um vice no Eleague Invitational.

Essa boa fase coloca Robin “flusha” Ronnquist e seus companheiros entre os favoritos para avançar. As equipes participantes do Challengers Stage, inclusive, ranquearam a C9 como a 3ª colocada entre as 16 equipes que brigam por vaga na fase de grupos.

Resta saber se a escalação conseguirá manter o bom ritmo de jogo em uma competição bem mais concorrida que as duas anteriores. A estreia é diante da Grayhound Gaming, às 11h10.

FNATIC

Franca favorita à avançar de fase, a Fnatic pode não ter o prestígio de outros tempos, mas está de volta ao páreo. Depois de um 2018 que começou em alta com títulos da própria IEM Katowice e da WESG, a equipe se viu estagnada e promoveu mudanças ao longo do ano.

Agora liderada por Richard “Xizt” Landström, a Fnatic foi ranqueada como principal seed do Challengers Stage. Isso se dá pelo bom retrospecto recente do quinteto – que venceu a PLG Grand Slam em dezembro e foi semifinalista da IBP Masters IV.

Ao lado da Fnatic pesa a experiência. Xizt, Freddy “KRIMZ” Johansson e Jesper “JW” Wecksell já foram campeões de major. JW, inclusive, já ergueu o troféu mais importante do Counter-Strike em três oportunidades.

Por outro lado, o time também tem sangue novo. Em especial com Ludvig “Brollan” Brolin, jogador de 16 anos que disputará seu primeiro major. A jovem revelação sueca chegou a Fnatic em outubro e não sentiu o peso da camisa preto e laranja, mantendo um rating de 1.12 desde sua estreia.

O jogo de abertura da Fnatic é diante da ViCi Gaming, às 10h.

G2 ESPORTS

Como tem sido rotina, a G2 chega a mais um campeonato como um grande ponto de interrogação. Dois anos depois de ter formado o “supertime francês” e após algumas mudanças na escalação, o time chega ao major precisando se provar.

A esperança e os problemas são os de sempre. As chances de sucesso do time são depositadas em Richard “shox” Papillon e Kenny “kennyS” Schrub. Dois dos melhores jogadores que a França já teve, eles nunca conseguiram cumprir a expectativa atuando lado a lado – um dos motivos da falta de sucesso da G2.

Além disso, há ainda o velho problema de liderança. Shox voltou a ser o capitão do time no final de 2018, mas, depois de dois eventos nesta condição, segue sob olhares de desconfiança.

Falhar, mais uma vez, pode significar o fim de um “supertime” que sempre prometeu, mas nunca decolou. Se funcionar, porém, a G2 ganha uma “gordura” para queimar com o quinteto reformulado em novembro. O primeiro compromisso é diante da Vega Squadron, às 12h20.

NINJAS IN PYJAMAS

Na mesma linha da Fnatic está a Ninjas in Pyjamas. Apesar de não gozar da mesma boa fase dos conterrâneos, os suecos também chegam ao Challengers Stage com altas chances de classificação.

Assim como a MIBR, a NiP “escondeu o jogo” para o major. O último torneio da equipe foi a BLAST Pro Series Lisboa há quase dois meses. Com as férias de fim de ano e a preparação focada apenas em treinamentos, é difícil prever o que os Ninjas prepararam para a Polônia.

GeT_RighT durante a decisão da BLAST Pro Series Copenhagen 2018 (Foto: Adela Sznajder/BLAST Pro Series)

No seed, Christopher “GeT_RighT” Alesund e companhia foram ranqueados na 4ª posição – o que mostra o respeito que os adversários têm pelo time. Apesar de 2018 não ter sido de grandes conquistas, seu final mostrou que a NiP ainda é capaz de dar bons frutos – como o mapa vencido contra a Astralis na semifinal da ECS ou o vice-campeonato diante da Natus Vincere na BLAST Pro Series Copenhagen.

A estreia dos Ninjas é contra a FURIA, às 13h30.

TYLOO

Entre os 16 participantes da primeira fase do major a Tyloo é, de longe, o mais imprevisível. A equipe chinesa chega a competição sem ter jogador nenhum mapa com a sua atual escalação – que contou com os retornos de YuLun “Summer” Cai e YuanZhang “Attacker” Sheng no mês passado.

A dupla de velhos conhecidos não foi a única alteração da Tyloo. Os chineses também receberam um reforço europeu: Ivan “Johnta” Shevtsov. Após dois anos na HellRaisers, o treinador ucraniano vai conduzir os asiáticos na temporada 2019.

Além das alterações, a Tyloo optou por não fazer um bootcamp preparatório. A equipe chegará a Polônia apenas para disputar os duelos oficiais e permaneceu em sua terra natal para a preparação.

Cercada de mistério, a Tyloo estreia diante da Vitality, às 11h10.

VEGA SQUADRON

Figurinha carimbada nas competições apoiadas pela Valve, a Vega Squadron chega à IEM Katowice apostando no entrosamento. A equipe é a mesma que terminou o Faceit London Major na 12-14ª posição.

A competição, inclusive, foi um dos últimos presenciais disputados pela Vega. Desde o major, em setembro, o time só jogou outras duas lans: a 6ª temporada da StarLadder StarSeries i-League e a Bucharest Gaming Week Invitational. Nas duas ocasiões, o time foi vice.

Sem muito retrospecto contra grandes times, a Vega é outro time difícil de prever. Ao seu lado fica a experiência, já que esse será o quarto major disputado pelos russos. O ônus disso é que o time perdeu aquele ar de surpresa do passado, quando aprontou para cima de NiP.

O primeiro compromisso da Vega será às 12h20, contra a G2.