O diretor do Overwatch, Jeff Kaplan, respondeu a carta de um jogador sobre a condição da Symmetra, afirmando então a teoria que os fãs do jogo criaram logo após o lançamento da Comic Um Mundo Melhor, onde parte da história da Satya Vaswani, a heroína suporte, é contada.

Samuel, um rapaz de 16 anos da Califórnia, publicou em uma rede social que havia recebido uma carta do Jeff Kaplan onde ele confirma que a Symmetra tem o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O jogo, que é reconhecido mundialmente por criar heróis bastante diversos com detalhadas histórias, já havia dado leves dicas sobre a condição da personagem na comic focada no desenvolvimento da história dela. Em seus traços apresentados na HQ, Symmetra demonstra algumas características do autismo, como problemas de socialização e com multidões, olfato e visão sensíveis, obsessão por ambientes estruturados, entre outros.

Carta enviada por Jeff Kaplan, diretor do Overwatch

Na carta assinada por Jeff Kaplan, o diretor diz ficar feliz de saber que Samuel e seu irmão se uniram mais por causa do Overwatch.

“Foi muito astuto de sua parte notar que ela [Symmetra] mencionou o espectro na nossa comic. Symmetra é autista,” escreveu Kaplan. “Ela é um dos nossos heróis mais queridos e achamos que ela faz um ótimo trabalho em representar o quão incrível alguém com autismo pode ser.”

O Mais e-Sports conversou com o Samuel, o jovem que recebeu a resposta da Blizzard. Confira abaixo mais detalhes sobre a carta.

Samuel, 16, e seu irmão Nathaniel, 12, moram na Califórnia. O mais velho notou que a Symmetra, sua heroína favorita, citou o “espectro” na comic e resolveu mandar uma carta para a Blizzard para contar sobre a melhoria da união dele com o irmão depois do lançamento do jogo e perguntar se sua intuição sobre a condição da Symmetra estava correta.

“Meu irmão e eu jogamos muito Overwatch no PS4. Ele está jogando enquanto nos falamos,” disse. “Eu acho que nós dois jogamos mais esse jogo que qualquer outro.”

Carta enviada por Samuel à Jeff Kaplan

Na carta enviada por Samuel, o jovem agradeceu à equipe da Blizzard por ter melhorado a relação dele com o irmão indiretamente e disse que joga Overwatch basicamente todos os dias.

“Ela [Symmetra] mencionou “estar no espectro” na comic dela. Eu assumo que ela estava se referindo ao Espectro do Autismo, o que não me surpreenderia considerando o comportamento da Satya, mas muitas pessoas dizem que a frase está se referindo ao espectro da luz, já que ela trabalha com tecnologia de luz sólida,” disse o jogador. “Eu apenas gostaria de esclarecer: a Symmetra é autista? Como sou uma pessoa autista, eu adoraria saber.”

A diversidade do jogo

No painel da DICE Summit 2017, Jeff Kaplan disse que a ideia da Blizzard para o Overwatch é permitir que as pessoas se identifiquem com os heróis do jogo e se sintam bem vindos através da diversidade, seja ela cultural, de gênero ou física. Afinal, as diferenças moldam a humanidade.

O jogo possui no cast heróis de diferentes tipos: uma russa musculosa, um australiano extremamente magro, uma francesa com corpo bem definido, além de um gorila geneticamente modificado e ômnicos, como um monge e uma enorme defensora africana. No final de 2016, a Blizzard divulgou a comic natalina Reflexões que apresentou Emily, a namorada da Tracer.

Acrescentar diferentes tipos de personagens em um jogo renomado é algo que os jogadores e fãs vêm comentando positivamente cada vez mais. Mais heróis serão lançados futuramente e a esperança de grande parte da comunidade do Overwatch é ter o máximo de diversidade para representá-la.