Conversamos com Hugo “Dioud” Padioleau após a segunda vitória da RED Canids no CBLoL 2018.

Conversamos com Dioud sobre como está sendo a sua evolução em 2018, como é estar com os coreanos, jogar sem brTT e sua relação com cabu. Confira:

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Você está há muito tempo sem jogar! Está um pouco enferrujado? 

“Faz muito tempo que não jogo mesmo. É um pouco triste, mas acho que vale a pena pois não jogando eu estou me forçando muito mais para jogar, treinar e melhorar. Ainda mais agora com meu novo coach, eu estou com um novo jeito de treinar. Hoje em dia eu estou vendo muito mais replay que antes, entrando mais a fundo no jogo, fazendo mais shotcalling que antes. Acho que hoje em dia minha forma de jogar é diferente do passado. Eu não estou jogando, mas por outro lado eu melhorei muito. Quando eu chegar no CBLoL, eu vou chegar pronto e farei o melhor para ganhar.”

O que você considera que você mudou do ano passado para este ano? 

“A primeira coisa que mudei do ano passado foi o meu jeito de treinar. No ano passado eu jogava pouca soloQ e via poucos replays. Na verdade eu não estava entendendo tanto dentro do jogo e fora do jogo sobre o macro e etc. Quando eu comecei a trabalhar no All-Star com o Peter, ex-coach da INTZ, eu aprendi muito mais sobre o jogo. Eu entendia como usar um replay para melhorar no jogo. Então hoje em dia eu jogo entre 8 a 10 soloQs por dia e assisto uns 2 replays por dia. Hoje me esforço bem mais para me comunicar com meu time e fazer o shotcalling para eles.”

Como está sendo jogar com os coreanos?

“Dentro do jogo Winged e Sky são duas pessoas muito queridas e têm um conhecimento muito grande. Agora dentro do jogo, eu não jogo com o Winged, mas o Sky é um monstro! Ele conhece muito sobre os campeões, os match-ups, o macro. Mas tem a diferença de língua que faz com que nós não nos comuniquemos tão bem. Hoje em dia o Sky aprendeu mais inglês e a gente se esforça mais para falar em inglês com eles. A cada dia o Sky está ensinando mais coisas para nós e a cada dia a gente também mostra mais sobre o nosso gameplay e como se adaptar. Porque o meta da Coreia é muito diferente do meta brasileiro. No Brasil é muito mais sobre fazer escale do mid laner, fazer lutas e na Coréia é mais seguro em volta do macrogame.”

O que os coreanos têm agregado ao seu gameplay?

“Eu não fico mais passivo na bot lane. Eu tento criar mais plays pelo mapa. Eu aprendi a trabalhar mais com meu jungler e com meu mid laner. É uma coisa que eu estou fazendo muito quando estou jogando, é criar sinergia com o Sky. Quando temos push no bot ou ele tem no mid, eu vou chamar ele, vou chamar a responsabilidade, fazer algo com o Nappon. É algo que estou fazendo mais este ano e os coreanos estão gostando.”

Como está sendo jogar sem o brTT?

“Faz quatro anos que recebo essa pergunta. Como é jogar com o brTT, como não é não jogar mais com o brTT… Ele é um bom jogador, eu tinha alguns problemas com ele, agora eu estou bem amigo dele. Sempre serei um amigo dele, cada um do seu lado. Eu desejo boa sorte para ele. Também eu acho importante reconhecer o trabalho do Sacy que sempre deu o máximo dele. Ainda mais neste ano que ele é titular. É uma pessoa muito simpática com quem eu gosto de trabalhar e por isso eu acho que esse ano será muito bacana quando eu jogar com ele na bot lane.”

Quais as condições para você entrar?

“Eu não posso falar tanto pois faz parte da estratégia. Hoje em dia nós estamos aproveitando o fato de que o Winged e Sky estão acima de todos os brasileiros. Estamos abusando um pouquinho do fato de que eles são bons. Mas vai chegar um ponto em que a gente vai ter de chegar com uma estratégia com os reservas e titular e um jeito certo de utilizar as pessoas. Quando esse momento chegar, nós vamos começar a usar todos. Hoje em dia dá para ver que não precisa tanto pois a mecânica dos meninos estão salvando a gente, basicamente. Mas daqui a pouco, quando eles conseguirem ensinar a todos, para a gente vai ser bacana utilizar todo mundo.”

Como está sendo sua relação com o Cabu?

“Acho que o Cabu é um cara que me surpreendeu muito esse ano. No ano passado eu não via ele como um jogador tão bom. Ele me surpreendeu porque dentro do jogo e fora de jogo é uma pessoa que eu gosto bastante. Ele estava jogando com o Sacy antes de eu jogar com o Sacy, então ele tem essa sinergia com ele. Ele está trabalhando muito bem, acho que dá para ver isso dentro do jogo. Ainda tem alguns erros, é normal… Todo mundo faz isso, mas ele está aprendendo muito. Eu gosto muito dele como pessoa fora do jogo, ele está sempre com um sorriso, sempre feliz. É muito bom ter alguém assim dentro da GH.”

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*Entrevista realizada em parceria com Evelyn Mackus, repórter do Mais E-Sports.