(Foto: Divulgação/Riot Games Brasil)

A KaBuM e-Sports repetiu o feito da final do CBLOL 2018 e venceu a Vivo Keyd de virada. Após a série, o suporte da equipe, Marcelo “Riyev” Carrara, conversou com o Mais e-Sports sobre os jogos, a divisão de titularidade com Willyan “Wos” Bonpam e a disputa do Rift Rivals, campeonato internacional entre as regiões latino-americanas.

O que aconteceu para que você não estivesse jogando pela KaBuM no começo do split? E como foi para você voltar?

Riyev: Assim que começou o CBLOL, eu estava bem sobrecarregado, porque teve o primeiro split, depois fomos para o MSI e não paramos. Não tivemos tempo para nós, e eu, pessoalmente, gosto de ter o meu tempo, ver meus amigos, sair, e eu não estava me sentindo bem lá. Tomamos uma decisão em conjunto e todo mundo concordou que seria melhor para mim que eu saísse um pouco, mas depois, quando eu voltasse, veríamos se eu seria titular ou não. Como eu voltei mandando bem e trabalhando duro, os resultados estão sendo bons e acredito que vou ser mais usado pelo time.

E como está sendo o trabalho com o Wos, dividindo a titularidade na equipe?

Riyev: Eu gosto muito do Wos. Somos amigos há muito tempo, desde 2015, e ele sempre me ajuda com detalhes que eu não percebo. Ele sempre chega em mim e me mostra alguma coisa, e eu faço o mesmo. Então nosso trabalho é sempre juntos, focando no melhor da equipe, sem focar no individual. Eu gosto bastante de trabalhar com ele.

A Keyd vinha muito forte nas semanas anteriores e vocês conseguiram vencê-los de virada. Como foi a preparação contra eles e o que, na sua visão, foi a chave da vitória?

Riyev: A preparação foi como todas as outras — a gente pensa sempre que o oponente é o mais forte de todos, jogamos como se fosse uma final sempre. Soubemos estudar bem o time deles, nosso coach [Hiro] e o Halier fizeram um bom trabalho nisso. Soubemos explorar as fraquezas deles muito bem e, apesar de termos perdido o primeiro jogo bem feio, sabíamos que éramos capazes de vencer e mostramos isso na série.

Como é se preparar para os jogos em um meta de bola de neve (snowball), ou seja, com foco na vantagem no início do jogo?

O principal é errar o menos possível, porque quanto menos você errar, menos o inimigo pode abusar disso, então o foco é sempre em cima dos nossos erros. Depois disso, pensamos nas decisões e no que podemos fazer em time.

No primeiro jogo, vocês enfrentaram o Micao e o Jockster com Tahm Kench e Morgana na bot lane. Como se joga contra isso?

Pensando rápido, só dá pra jogar se você pegar uma matchup em que o jungler jogue para o bot side, porque nesse caso tanto nós quanto eles pegamos matchups pro jungler jogar top side e o bot ficar mais seguro. Eles pegaram o Tahm Kench, a Morgana e dois cronômetros, então não tinha o que fazer, nem com Xayah e Rakan, que é uma bot lane que mata a outra. A chave nesse caso é ter ajuda do jungler, mesmo, porque é uma bot lane muito segura.

Agora, com a pausa de três semanas no CBLOL, vocês disputaram o Rift Rivals. Quais são suas expectativas pra esse campeonato? Tem alguma equipe que você está mais ansioso pra jogar?

Particularmente, eu não tenho preferência ou ansiedade pra enfrentar algum time, mas eu quero enfrentar o Tierwulf, porque eu conheci ele lá na Alemanha e ele é um cara muito doido, gostei muito dele, vai ser legal bater nele. A expectativa pro campeonato é sempre vencer, e como ficamos em segundo no nosso grupo do MSI, no Rift Rivals queremos ficar em primeiro. Então vamos fazer de tudo pra chegar na final e ganhar a final.