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Escritório da Riot Games em Los Angeles (Foto: Divulgação/Reprodução)

Nas últimas semanas, uma reportagem do site Kotaku expôs relatos de machismo e situações insalubres que ocorreram com mulheres nos escritórios da Riot Games, especialmente em sua sede, em Los Angeles, nos EUA. Após a denúncia de que há uma cultura machista na empresa, a desenvolvedora de League of Legends anunciou as medidas que tomará para consertar esses comportamentos.

De acordo com a carta aberta divulgada no site oficial da Riot, a mudança acontecerá em sete passos planejados ao longo de três semanas em que a empresa afirma ter permanecido reclusa para observar os feedbacks. O primeiro consistirá em expandir a cultura e a iniciativa de diversidade e inclusão em seu quadro de funcionários, e um time foi montado para liderar a evolução cultural nesse sentido.

O segundo buscará redefinir os significados das palavras e expressões que norteiam a cultura da empresa, por exemplo, “gamer” e “meritocracia”. Para eles, isso assegurará que todos estão falando a mesma língua ao usar esse linguajar. O terceiro passo sintetizará essas mudanças através de avaliações de desempenho, justificadas com o objetivo da Riot em não apenas ser uma boa empresa, mas ser líder mundial em diversidade e inclusão.

Quadro de funcionário da Riot Games, desenvolvedora de League of Legends (Foto: Divulgação)

O quarto passo cuidará da investigação dos problemas relatados na empresa através de ações diretas entre Rioters e a Riot. Uma linha telefônica foi inaugurada para que qualquer um possa denunciar problemas anonimamente; além disso, advogados de fora da desenvolvedora foram contratados para agir contra esse tipo de questão, e casos específicos estão sendo resolvidos.

O quinto passo busca reavaliar o processo de recrutamento na empresa, tornando-a mais inclusiva da maneira prática — incluindo contratar pessoas de universidades e grupos demográficos diferentes. O sexto passo reforçará os treinamentos contra preconceitos e, o sétimo e último, busca um novo chefe do setor de Recursos Humanos (RH) para que todas essas medidas sejam aplicadas da maneira que favoreça a Riot a acelerar o processo.

Com isso, a desenvolvedora busca retomar a posição de melhor lugar para os melhores talentos na área de games sejam lapidados. A carta inclui, além do plano de combate ao preconceito, pedidos de desculpa a funcionários, ex-funcionários, jogadores, parceiros comerciais e pessoas que consideram uma carreira na Riot. Você pode conferir o texto na íntegra aqui. A reportagem com denúncias de ex-funcionárias está disponível aqui.