Mesmo com o título do Rift Rivals, a Keyd Stars e a Red Canids não convenceram a comunidade brasileira com as atuações que tiveram na competição internacional. Um dos poucos que “se safou” das críticas do público, foi o capitão e mid laner da Keyd, Murilo “Takeshi” Alves, que chamou a responsabilidade e junto com Gabriel ”Juzinho” Nishimura foram os destaques da equipe no campeonato.

O Mais e-Sports conversou com Takeshi sobre a atual fase de sua carreira, como foi jogar seu primeiro campeonato internacional e também o que causou a volta por cima depois de ter sido bastante criticado em 2016 e no 1º split do CBLoL deste ano.

Para Takeshi, o fato da Keyd Stars ter contratado Gabriel “Revolta” Henud, Felipe “Yang” Zhao e Alexander “Abaxial” Haibel contribuiu muito para o atual momento que ele vem vivendo na carreira. Isso porque, segundo o jogador, em 2016 ele tinha ao seu lado jogadores inexperientes e assim ele tinha que “ensinar o que já sabia de outros companheiros e tentar mostrar para eles” e com isso, acabou deixando o individual de lado.

Foto: Riot Games Brasil

“Isso vem desde 2016 (as críticas), naquele ano eu tive uma line com Robo, Baiano e Turtle, que eram três jogadores inexperientes, o esA também, não era tão experiente e depois entre o Nappon e eu tive muito mais que ensinar, falar aquilo que eu já sabia de outros companheiros e tentar mostrar para eles. Então acabou que eu não foquei muito no meu individual e isso mudou com a chegada do Revolta, Yang e do Alex, porque aí eu recebi muita informação. No 1º split, por exemplo, eu tinha semanas ruins, mas eu estava em uma crescente, até que eu conseguir entender tudo aquilo que eu precisava fazer e assim recuperei o tempo perdido em relação aos outros mid laners. Então neste 2º split, eu atribuo voltar a boa forma, simplesmente por não ter que me preocupar tanto assim com ensinar outros jogadores e sim focar mais nas minhas coisas”, explica o capitão.

Quando questionado se o desempenho abaixo do esperado dos times brasileiros no Rift Rivals iria fazer com que a comunidade brasileira não criasse tanta expectativa para a atuação da equipe brasileira no Mundial, Takeshi citou o sucesso da SK Gaming, equipe brasileira de CS:GO que atualmente é o melhor time da modalidade no mundo, como possível causa do público brasileiro esperar um bom resultado na principal competição do League of Legends no ano.

Mesmo com desempenho abaixo do esperado, CBLoL ficou com o título do Rift Rivals.

“Acho que não, pelo contrário. A comunidade brasileira até por questões de estar vendo o pessoal da SK ganhando campeonato atrás de campeonato lá fora. O pessoal que gosta do League of Legends também quer ver o Brasil bem representado lá fora, cada vez mais, cada campeonato mais. Então eu não acho que diminuiu um pouco a pressão não, pelo fato da gente não ter tido o melhor dos resultados, embora a gente tenha ganho, acho que o pessoal esperava um pouco mais. Então acredito que a comunidade vai continuar cobrando e os pro players vão ter que saber lidar com isso e terão que ter um psicológico bem preparado para lidar com esse tipo de situação”, ressalta o mid laner.

Já em relação a disputa do seu primeiro campeonato internacional, o capitão da Keyd Stars revelou nervosismo no jogo de estreia, mesmo com tantos anos de experiência no cenário competitivo.

“Fiquei um pouco nervoso no primeiro jogo, coisa que eu não esperava porque já joguei muito campeonato na frente do público. Mas era um campeonato internacional, eu não conhecia muito bem os jogadores de lá e acabou que nosso primeiro jogo foi uma derrota, então deu um baque. Mas acho que nós conseguimos mudar o mindset durante a competição e eu também consegui jogar em um bom nível mesmo depois de termos perdido a primeira partida, então foi uma experiência muito boa e espero que aconteçam mais”, diz Takeshi.