Conversamos com Rafael “Rakin” Knittel, mid laner da CNB. O jogador comentou sobre o momento atual da CNB e sobre a questão do rebaixamento direto que assombra times do CBLOL.

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Como você lida com o foco você durante os bans?

Rakin: Eu sinceramente não sei se é uma questão de respeito tipo ‘nossa ele é muito bom com esses três campeões’ ou é ‘nossa ele é muito ruim se não for com esses três campeões’ (risos). Mas queira ou não ajuda muito o nosso time sabe? Tendo um Draft onde eles banem três campeões na role do mid onde tem mais campeões do meta que podem ser utilizados é um benefício absurdo para nós.

Como foi a sua recuperação para voltar forte para o CBLOL?

Rakin: A primeira coisa que eu fiz foi me desligar de toda negatividade. Eu acredito muito em energia. Acredito que a energia de uma pessoa, de um evento, de uma memória… contagia e espalha pelo corpo igual uma doença. Eu estava sentindo muita energia negativa de tudo ao meu redor… seja dentro da casa, seja em relacionamentos, na minha família. A gente estava com certas coisas acontecendo que trazia essa energia para mim que quebrou o meu mental. Para mim foi duas semanas de desintoxicação, me desligando de toda negatividade, ficando com um mindset positivo e para voltar a jogar o que eu já sabia. Depois que eu voltei a preocupação virou em melhorar esse Rakin. Ninguém pode sentir confortável onde está, a gente tem que buscar melhorar.

Vocês estão jogando sem pressão?

Rakin: É divertido… A gente fica falando um cado de zoeira no Draft, claro que sempre se esforçando muito e focando no jogo. Mas a agora tem mais brincadeira dentro do Draft e no meio do jogo. É muito bom. Me divirto muio jogando com eles… Nunca senti uma sinergia tão grande com um time na minha vida. Agora, do jeito que estamos jogando está perfeito.

Como surgiu essa sinergia?

Rakin: A amizade. Todo mundo se gosta muito dentro da casa. Nunca tivemos uma briga de alguém gritar e se levantar. Até no treino quando a gente discute a gente da risada. A gente se gosta tanto que nunca ficamos bravos um com o outro. Antigamente tinha muita briga, não por motivos pessoais mas porque o time não estava encaixando.

Você teve uma relação boa com a torcida da paiN e hoje você ajudou eles. Como você se sente?

Rakin: É algo muito difícil pois sou muito amigo do 4LaN, do Bruce, do Redbert sabe? E também sou muito amigo da paiN sabe? Mandei até mensagem para o Loop, Tay e JuC falando ‘hoje no stage não vai ser só CNB Rakin jogando, vai ser paiN CNB Rakin jogando” (risos). Tenho um carinho muito grande por eles sabe? Mas ao mesmo tempo não queria que ninguém caísse cara. Acho que essa estrutura de sempre alguém cair, desculpa falar assim, mas é uma merda. Porque ninguém vai conseguir realmente dar o seu 100% se tem isso de alguém cair e o time todo dar disband. É um sonho todo se despedaçando sabe? Do jeito que os EUA está fazendo agora com franquia, que ninguém pode cair, eu acho que é perfeito. Se tirar essa pressão de cair vai melhorar muito o nível do cenário. Para mim é uma merda ver jogadores tão experientes, que eu considero muito bons. Jogadores que foram campeões. É tanto jogador bom que pode ficar de fora do CBLOL que isso me entristecesse.

Mas e o time que vai subir do Desafiante?

Rakin: Eu sinto que o sistema de reserva não é muito bem utilizado no Brasil. É muito mal utilizado e essa é uma chance de realmente botar talento novo. O que a PRG fez com o Lynkez agora foi muito bom, ele jogou duas partidas espetaculares de Cassiopeia. Foi muito bom isso. Não é questão de tirar a chance das pessoas do Circuito Desafiante de subir para o CBLOL, mas é questão de tirar essa pressão de cair e que o Brasil consiga implementar o sistema de reserva, que faz muita falta. Eu acho que nenhum time conseguiu realmente implementar o sistema de reserva no Brasil, igual os EUA consegue fazer, igual a Coréia consegue, igual a SKT consegue fazer. É algo a ser estudado pois esse jeito de ter alguém que vai cair e vai ficar com essa pressão ‘Meu Deus! Meu time vai ser rebaixado’ não é algo certo.

*Entrevista realizada em parceria com Evelyn Mackus, repórter do Mais E-Sports.

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