Adenauer “Silence” Alvarenga compõe a comissão técnica da Liquid, no cargo de treinador assistente. Silence falou com o Mais Esports a respeito da preparação para a decisão do campeonato, cobrança por resultados e a própria final.

Foto: Saymon Sampaio

Na última sexta-feira (26), a equipe da Liquid estava fazendo o seu único jogo na Game XP antes da grande final do Brasileirão de Rainbow Six. A partida não foi oficial: era apenas um showmatch dos finalistas junto com torcedores no stand da Ubisoft.

Líder da competição na fase de pontos corridos, a Liquid classificou-se diretamente à grande final devido ao formato dos playoffs: escalada. Enquanto as demais equipes tem que jogar mais de um jogo para conquistar o título, a Cavalaria joga apenas uma vez em busca do troféu.

Segundo o treinador, esse fator é um ponto positivo e negativo ao mesmo tempo. “O positivo é que a gente consegue se preparar antes. Sabendo que estávamos classificados conseguimos arrumar algumas arestas que estavam faltando, conseguimos focar mais nos problemas do time”, falou.

“O ponto negativo é que infelizmente não vamos conseguir ter partidas para chegar no palco aquecido com o clima do jogo. Isso é uma desvantagem”, completou.

O tempo de preparação é maior, mas em compensação foi necessário analisar três adversários diferentes, já que a equipe não sabe quem será seu adversário. Silence revelou como foi o processo: segundo o treinador, a estatística prevaleceu na hora da escolher as prioridades de estudo.

“Nós vamos por estatística. Teoricamente a NiP e a FaZe eram as mais preparadas para chegar na final. Não tirando o mérito da Black Dragons, claro. Temos que estar preparados para tudo”, contou.

“Demos prioridade para as equipes da NiP e FaZe, mas também estudamos a Black Dragons para saber o que eles fazem”, disse.

Além das desvantagens citadas por Silence, a Liquid também precisa lidar com a pressão por resultados. A equipe, apesar de ser a única brasileira campeã da Pro League, não conseguiu se classificar às finais nas duas últimas edições. O treinador revelou a cobrança dos torcedores e reconhece sua legitimidade.

“Um título nesse momento seria muito bem-vindo. Faz mais de um ano que não ganhamos nenhum título ou classificamos à Pro League. Creio que esse título do Brasileirão vai ser muito importante para nossa torcida, para nós, para o cenário e para a organização”, falou.

“Os torcedores estão cobrando e estão certos em cobrar, mas temos que fazer nosso papel”, concluiu.