A Liquid derrotou a FaZe no último domingo e conquistou o título do Brasileirão de Rainbow Six. Em uma série disputada, a equipe de Luccas “Paluh” Molina levou a melhor em cima dos atuais campeões nacionais.

Após a conquista, Paluh falou ao Mais Esports a respeito do título, rivalidade e sobre a sensação da conquista de um campeonato importante.

Contratado para o lugar de José “Bullet1” Victor em novembro de 2018, Paluh conquista seu primeiro título atuando pela Liquid. Sobre esse feito, o campeão ficou sem palavras por um momento, mas logo as achou: “Foi incrível”, falou.

“Comecei ano passado a jogar e esse ano já conquistei o título com meus companheiros; jogo do lado do pessoal que eu assistia. É uma sensação que não tem como descrever”, completou.

Apesar do título, o jogador da Liquid reconheceu que a equipe não vinha de bons resultados e que a evolução tem que ser contínua para no futuro serem melhores. “A gente tem que estar em constante evolução. Apesar do título hoje [domingo, 28 de julho], a gente veio de uns jogos ruins. Estamos trabalhando para melhorar isso e só vamos daqui para melhor”.

Final contra a FaZe

Na fase de pontos corridos do campeonato, a Liquid, apesar de líder, perdeu seus jogos para a FaZe. Tanto na primeira, quanto na oitava rodada, a Liquid foi derrotada por Rafael “mav” Freitas e companhia por um a zero. Paluh acredita que um resultado negativo contra a FaZe pode ser um resultado normal. “Acontece da gente perder partidas para FaZe, mas normalmente são jogos bem disputados”, disse.

Paluh afirma também que o formato da grande final favoreceu a Liquid, já que na fase regular as partidas eram MD2. “Hoje a final foi MD5 que é mais favorável para gente. Na Pro League, que é MD1, a gente costuma ter o desempenho mais baixo”.

Embora tenha sido a Liquid quem saiu do Rio de Janeiro com o título, a FaZe ficou a um mapa de distância da vitória primeiro. No terceiro mapa, onde a Liquid abriu 5-2 no placar, a FaZe conseguiu virar para 7-5. Paluh afirma que esse comeback adversário não os afetou.

“Isso acontece, é do jogo. Não tivemos uma leitura muito boa, eles começaram a ditar um jogo de um modo que não esperávamos. Mas a partir desse mapa, a gente resetou, esfriamos a cabeça e retomamos o controle do jogo”, disse

A situação surpreendente do dia foi protagonizada por Gabriel “cameram4n” Hespanho. O jogador da FaZe selecionou o operador Warden, que está proibido. E com isso, a Liquid recebeu a vitória na rodada, e assim o quarto mapa foi finalizado.

 “Nós já sabíamos que é uma das regras que é aplicada no Brasileirão. Na hora que eles escolheram o Warden, já sabíamos que o round seria nosso”, finalizou Paluh.