A final da primeira temporada da liga de Rainbow Six Siege do Mad Hatter vai ocorrer neste sábado (13). Após quatro semanas de confrontos pela fase regular, as equipes participantes se enfrentarão no chaveamento decisivo que não só dará o título, mas também premiação em dinheiro de R$ 5,5 mil e pontuação bônus tendo em vista a classificação geral para a etapa premium Queen of Hearts do Circuito Feminino da BBL – que dará R$ 23 mil em premiação total.

A partir das 16h (de Brasília), os times vão se enfrentar – mas sem stream nesse primeiro momento. Por ser a última rodada da temporada, a BBL fará transmissão diretamente dos seus estúdios com as casters LittleVelma e Filipa Antunes. Sendo assim, a live começará às 18h, quando, a princípio, o chaveamento já estará nas semifinais.

Só podem participar das finais as equipes que já jogaram pelo menos uma vez ao decorrer das rodadas anteriores. Dessa forma, não há inscrições abertas, mas os times previstos para integrar o chaveamento decisivo precisam confirmar a participação via formulário do site oficial de cada campeonato – como já era feito normalmente na fase regular. Para isso, basta acessar aqui. O check-in tardio é possível até 15h40.

CHAVEAMENTO FINAL

EXPECTATIVAS

Equipe que ficou na liderança desde a primeira rodada do Mad Hatter, a Squadson Gaming – que tinha sua line-up defendendo a Brazilian Crusaders no início do campeonato – vive a expectativa de confirmar o favoritismo e levar o título da primeira temporada.

O time venceu três das quatro rodadas da fase regular. Estava invicta desde o início do Circuito Feminino, inclusive, ganhando todas as edições do White Rabbit Cup. Só foi perder a invencibilidade para a INTZ pelo Dia #3 do Mad Hatter.

É um desempenho que deixa a capitã Myllena “Myss1” Almeida muito satisfeita, como disse em entrevista exclusiva ao Mais Esports. “Estamos sempre focando em permanecer no topo, tivemos muitos jogos em que passamos sufoco e por isso estamos sempre tentando mudar nosso estilo de jogo. Gosto muito da sintonia da nossa line.”

Pelo chaveamento estabelecido, a equipe pode enfrentar ProBono e-Sports ou então a Guidance Gaming. Independente de quem encare nas quartas de final, Myss1 não espera jogo fácil. “A ProBono é uma das lines que vem apresentando grande evolução e eu aprecio isso. Acredito que um jogo tanto contra elas ou contra a GG seria muito interessante. Veremos o que pode rolar.”

Não tem como deixar de pensar lá na frente, afinal, caso o favoritismo da Squadson prevaleça até a grande decisão, é possível que haja o clássico diante da RedWolf (antiga Resilience e-Sports) na finalíssima pelo título. “Caso eu e as meninas cheguemos numa final contra a RDW, pode ter certeza que balinha, tática e um jogo muito tenso vêm por aí. Até porque é a final do Mad Hatter, então temos que dar nosso máximo.”

Falando nisso, também questionada sobre esse possível clássico na final, Suely “Suzinha” Carvalhaes, da RedWolf, manteve os pés no chão. “Estamos com a cabeça no título. Ganhar delas é consequência. Jogaremos com o mesmo foco como qualquer outra equipe.”

Para isso, é preciso olhar para o primeiro confronto das finais – que será diante da Team Vortex ou então Celestial Wolves. Até o momento, a Team Vortex se classificaria para as quartas de final diretamente já que a Celestial não fez a inscrição ainda para o campeonato.

Amanda “mand” Gusmão reconhece a qualidade da possível equipe adversária, mas focou no controle emocional como principal recurso para encarar a primeira partida do dia. “Vortex é um time muito bom, mas atualmente não temos ‘medo’ ou tentamos não ter. Isso sempre prejudica o psicológico, então estamos preparadas pra tudo.”

Team Vortex que ainda não sabe o que é vencer nesta temporada do Mad Hatter. A equipe perdeu todas as partidas até aqui – o que obrigou reformulações na line-up. De acordo com Fernanda “n4nd0kinha” Machado, a equipe parece ter encontrado o rumo.

“Nós tivemos muitas mudanças desde a ‘saída’ da Lari. Tentamos muitas coisas que deram errado, mas nessa última semana engrenamos e espero que dê certo no jogo hoje.”

Como informou n4nd0kinha, a Vortex apostou na chegada de Milky e Duda para encontrar o encaixe perfeito. “A Milky já jogou por outros times e é antiga de cenário, com ela o tratamento está sendo mais em call e entrosamento. Com a Duda, como ela é novata de cenário, estamos trabalhando mais o psicológico dela, dando força e sempre incentivando, seja errando ou acertando. Potencial ela tem de sobra. Espero que consiga mostrar a todos nesse final de semana. Ela é braba. Esperem balinhas.”

Até mesmo pelo fato de ser nova ainda no cenário, Maria “Duda” Zdebski não escondeu a ansiedade de jogar o chaveamento decisivo. “Ansiosa e nervosa! Não quero desapontar nenhuma das meninas do meu time então busco sempre estar afiada na mira.”

Duda entrou para a Team Vortex exatamente numa fase de definições para a equipe: classificatórios para o Circuito Feminino no Greenk e a etapa decisiva do Mad Hatter. Seria ela a arma secreta para a Vortex vencer a primeira pelo MH?

“Estamos há um bom tempo ajustando o time, estou treinando com as meninas desde junho. Não sei se eu seria uma arma secreta, mas que entrei cheia de energia e pronta pra dar o meu máximo, isso tenho certeza.”

Fato é: a equipe vencedora de RedWolf x Team Vortex vai pegar a Athena’s e-Sports nas quartas de final – caso a Medusa Players, de fato, não confirme participação. A Athena’s foi o time que melhor apresentou evolução ao decorrer do Mad Hatter.

Isso por si só já é motivo de muita alegria, como exaltou Paula “PauleteZ” Nogueira. “Tanto nós quanto qualquer equipe trabalhamos sempre em busca de evolução. Chegar num nível de destaque é sempre bem gratificante porque mostra que nosso trabalho está dando resultado e que estamos no caminho certo.”

Claro que o time tem mais ambição. Assim, é querer provar essa evolução e alçar voos maiores num momento tão decisivo como o Mad Hatter proporciona neste final de semana. Mesmo chegando como uma equipe protagonista, isso nem de longe é visto como pressão – de acordo com as palavras de PauleteZ.

“Vamos jogar sempre pra vencer. Cada uma se cobra da sua maneira pelo melhor desempenho e resultado, mas pressão é uma coisa que a gente não sente, não dessa forma. Deixamos essa pressão pros outros times, nós vamos apenas tentar dar nosso melhor pelo melhor resultado. Apenas jogar o que a gente sabe.”

A Athena’s teve um Dia #3 muito bom, mas teve um desempenho bem abaixo do esperado na última rodada do Mad Hatter. Na derrota para a RedWolf, a equipe claramente sentiu o fator psicológico. De acordo com Beatriz “yElektra” Silva, o controle emocional foi melhor trabalhado ao decorrer desta semana.

“Acredito que foi um tanto psicológico e um tanto não [a derrota para a RedWolf]. Estávamos com uma nova formação e funções diferentes dentro do time, acredito que isso pode ter afetado psicologicamente as meninas in game. Ao mesmo tempo, o jogo não encaixou. Porém, conversamos muito durante a semana, inclusive com o nosso psicológico Lucas, o qual tem ajudado bastante nesse aspecto.”

Se a Athena’s esbarrar com a RedWolf novamente agora nas finais, de acordo com yElektra, a história será outra. “Vamos buscar uma postura diferente do último jogo. Dar o nosso melhor e, principalmente, manter a cabeça in game. Felizmente, as nossas comunicação e teamplay são muito boas, então iremos abusar disso ao máximo.”

Do outro lado do chaveamento, vemos a Team Brave Soldiers. Equipe quarta colocada na fase regular, aparentou irregularidade em determinados momentos do Mad Hatter. O time era visto como a principal força para quebrar a polarização de Squadson e RedWolf, mas não se consolidou nas partidas em que enfrentou exatamente essas duas equipes.

Mesmo assim, Larissa”Chl0e”Kimie chamou a responsabilidade. “Era? Acredito que somos a maior força para a Mad Hatter. Estamos felizes pelo quarto lugar visto que nosso objetivo era a classificação ainda mais pelo formato do campeonato. Podemos testar algumas coisas, errar mais e depois corrigir.”

Usar o torneio como um laboratório, de fato, foi uma ideia desde o início, como confirmou Maria Eduarda “dudaZera” Dias. “Nosso objetivo principal na Mad Hatter era a classificação, independente da pontuação. Claramente houve rodadas em que poderíamos ter pontuado bem mais, mas não é algo que nos deixa desconfortáveis. Pelo formato do campeonato, a gente sente liberdade maior em induzir o erro para que possamos tentar corrigir. Vejo um bom progresso nisso.”

Ou seja, é momento de colocar todas esses testes à prova. Se o time avançar até as semifinais, tem muitas chances de encarar a Squadson Gaming – e de se consolidar nesse duelo de retrospecto negativo até então. A resposta, como até mesmo comentou dudaZera, está no próprio exemplo que a antiga line-up da Brazilian Crusaders passa.

“A Squadson é um time muito organizado, a gente peca muito nisso e é algo que a estamos tentando evoluir sempre. Temos uma tendência a sermos agressivas com a nossa line-up atual. Acho que algumas tentativas de travar um pouco nosso jogo pra que isso não nos prejudicasse não deram tão certo. Acredito que venhamos a jogar mais à vontade agora e, quem sabe, surpreender.”

Além da questão tática, Chl0e trouxe um elemento fundamental que a Team Brave Soldiers traz para as finais do Mad Hatter: diversão. “[Podem esperar] Uma TBS mais solta e a vontade. Estamos jogando para nos divertir e é isso que a gente devia ter visto antes. Só ficávamos estressadas e isso nos prejudicava. Agora, porém, o importante para a gente é se divertir – perdendo ou ganhando.”

Do mesmo lado do chaveamento tem a ProBono e-Sports. É um time que demorou para engatar, mas que surpreendeu a comunidade pelo Dia #3 do Mad Hatter – quando apresentou um ritmo bem avassalador na vitória contra a Guidance Gaming.

A ideia é fazer o mesmo agora como disse Nathalia “Naath” Penteado. “O time está em um bom momento. Estamos sempre conseguindo arrumar nossos erros durante os treinos e jogar do jeito que gostamos dentro de cada mapa, dentro de cada jogo. Acredito que temos plena capacidade de chegar mais à frente nas finais.”

Caso a ProBono passe de fase, vai pegar a Squadson Gaming. Mesmo com todo o favoritismo pesando para o lado de lá, Letícia “PandaG” Macedo avisa que ela nem suas companheiras estão intimidadas. “Vai ser um desafio para gente bater a Squadson. Vamos nos preparar da melhor forma possível e tentar surpreender. Nenhum time é imbatível então vamos pra cima sem medo e vamos impor nosso jogo independente de qual time seja. Apesar do pouco tempo e das caras novas, nós estamos firmes com os pés no chão pra alcançar nossos objetivos.”

CLASSIFICAÇÃO GERAL

PREMIAÇÃO

Referente às bonificações do Mad Hatter, a BBL aumentou a premiação total divulgada no início da temporada: o que era R$ 2.200,00 virou R$ 5.500,00 – que será distribuído para o Top-4, sendo que:

  • 1º lugar: R$ 2.500,00
  • 2º lugar: R$ 1.750,00
  • 3º e 4º lugar: R$ 625,00

AGENDA E TRANSMISSÃO

As finais do Mad Hatter vão ocorrer neste sábado (13) a partir das 16h (de Brasília), com transmissão das partidas apenas a partir das 18h – quando o chaveamento, a princípio, estará nas semifinais.

A transmissão ocorre nos canais oficiais da BBL, com narração de LittleVelma e comentários de Filipa Antunes.

SEMPRE BOM LEMBRAR

O Mad Hatter é a etapa intermediária do Circuito Feminino promovido pela BBL e que dá vaga para o Queen of Hearts, competição premium com premiação total de R$ 23 mil. No caso de R6, os jogos são sempre aos sábados a partir das 16h (de Brasília). Teremos duas temporadas ao todo, com dez finais de semana de confrontos. A segunda temporada começa dia 27 de julho.