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Lagonis é um jovem de 18 anos que recentemente foi contratado para atuar pela equipe da Black Dragons. Dotado de carisma e muitos fãs por conta de seus vídeos e streams, o jogador agora atinge outro nível: disputa a elite do Rainbow Six latino.

O jogador concedeu uma entrevista ao Mais Esports e ele falou sobre sua ansiedade para jogar, o carinho da torcida, as diferenças de jogo, a adaptação ao competitivo e muito mais.

O ANÚNCIO PELA BLACK DRAGONS

Poucos dias após ter completado 18 anos, Lagonis foi anunciado pela Black Dragons para a disputa da temporada 2020. O jogador afirmou que mesmo sabendo de todos que o acompanhavam anteriormente, achou incrível a repercussão.

“Quando eu fui anunciado e vi toda a repercussão que deu… foi magnífico. Eu sempre soube que tinha uma galera me acompanhando na lives, nos vídeos, acompanhando minha trajetória rumo ao profissional e me apoiando e quando finalmente fui anunciado na Black Dragons pude perceber que é incrível ter tantas pessoas me respaldando e me mandando mensagens [pela contratação]”, disse.

Lagonis ainda completou ao dizer seu momento favorito após seu contratação como jogador profissional. “A melhor parte desse anúncio foi saber que tem tanta gente do meu lado. Isso me deixou muito feliz. E agradeço a cada um que veio falar comigo, me dar os parabéns. Realmente me deixou muito feliz. A palavra que define meu sentimento é alegria. Foi um momento magnífico na minha vida”, completou.

A ANSIEDADE DE SE TORNAR UM PROFISSIONAL

Mas o início da trajetória de Lagonis não começa em seu anúncio, mas na espera de fazer 18 anos para poder competir profissionalmente. Mesmo com talento e um grande apoio da comunidade, o jogador pensava: “Como vai ser? Vão aparecer propostas? Será que vou jogar a Challenger League ou será que vou ter que criar um time para tentar subir ao profissional?”.

Lagonis é uma promessa do Rainbow Six nacional. Foto: Divulgação/Black Dragons

Com isso, a ansiedade era algo que afligia o atleta. “Com certeza [fiquei ansioso]. Você passa muito tempo se dedicando ao Rainbow Six para quando chegar os 18 anos estar preparado para tudo o que vier. Fiquei ansioso e a melhor sensação é finalmente completar a maioridade e ser chamado para um equipe profissional que é o sonho de todo mundo que joga Rainbow Six e tem o sonho de ser um pro player”, revelou.

O atleta da Black Dragons também revelou uma grande ansiedade para a disputa de sua primeira partida como profissional. “Quando acordei no dia eu pensei: ‘estou começando a viver meu sonho’. Então dá todo aquele frio na barriga e depois de tanta dedicação sair com a vitória na estreia foi o melhor sentimento possível”, contou.

A ELITE DO RAINBOW SIX

Lagonis fez sua estreia logo na principal competição de Rainbow Six da América Latina, a Pro League. Em partida contra a FaZe, a Black Dragons venceu por 7-5 no Consulado e impôs ao time de Astro sua primeira, de duas derrotas, na competição.

O jogador começou bem com direito a um clutch e a uma eliminação com C4 que trouxe a vitória para os Dragões. O jogador revelou que não teve uma pressão por um bom desempenho na estreia por parte de seus companheiros, apesar disso afirmou que a comunidade sempre espera muito.

“Por parte dos meus companheiros não teve uma pressão para um bom desempenho, mas a comunidade sempre quer uma estreia acima da média, mas não é assim. Tem muitos jogadores que hoje são muito bons e que não fizeram uma estreia fora da curva e foram pegando o jeito com o tempo. Eu estava super ansioso de jogar minha primeira partida como profissional”, falou.

Ademais, o que preocupava Lagonis naquele dia 14 de janeiro era a conquista dos três pontos. Competitivo, como afirmou na entrevista, a única coisa que o jogador queria era sair com a vitória que a equipe precisava.

“Independente de jogar bem ou mal, mas a gente sair com a vitória foi incrível. A equipe vinha de um empate e derrota e começar com o pé direito foi muito importante. Tanto para a minha confiança, quanto para equipe pois a gente precisava sair com a vitória”.

Lagonis também comparou a diferença de jogo entre o amador e profissional tanto no âmbito dos servidores do Rainbow Six, quanto em relação a cobrança exigida para este nível de competição.

“Chegar direto no profissional é algo difícil: é diferente o estilo de jogo, a mentalidade, o nervosismo na hora da partida. Esse nervosismo vai passando aos poucos, você vai se acostumando, mas mesmo assim sempre fica um frio na barriga”, disse.

“Agora não é brincadeira e por mais que você ame fazer isso, agora é teu trabalho. Agora você está representando um monte de gente, sua organização. Tem uma cobrança muito maior do que jogar campeonatos amadores ou só jogar uma ranqueada em live”, completou.

Apesar da diferença notada pelo jogador, o novo desafio não lhe pareceu tão estranho assim. Isso se deve ao fato de que o jogador, em seus anos como amador, sempre esteve jogando contra os profissionais que hoje são seus companheiros de profissão.

“O que mais me ajudou para chegar bem no pro foi que em todas as equipe amadoras que eu passei, com outro jovens menores de 18 anos, a gente sempre treinou contra equipes do profissional. Tanto em ranqueadas, quanto em treinos, eu sempre joguei contra equipes profissionais, então isso foi muito bom porque você acaba pegando confiança porque vê que por mais difícil que seja, você vê que é possível você jogar de igual para igual contra os caras”.

A ADAPTAÇÃO

Lagonis saiu de uma equipe amadora e fez sua estreia em uma das principais ligas de Rainbow Six ao redor do mundo. Obviamente que há uma diferença de jogabilidade e o jogador afirmou que essa adaptação ao modo de jogo está ocorrendo de maneira rápida.

Parte dessa adaptação se deve ao fato de que o jogador é adepto das críticas construtivas e sempre procura melhorar com base em dicas dadas por seus companheiros de equipe.

“Minha adaptação está sendo rápida. Eu sempre fui uma pessoa amiga das críticas construtivas e gosto que as pessoas me deem dicas. Sempre estive de ouvidos abertos para isso. Tudo que falam para mim, eu tento absorver o mais rápido possível para já implementar nos treinos. Lógico que tem muito a melhoras até chegar em uma partida que me sinta 100% confortável para atuar no meu mais alto nível”.

MUDANÇAS NA BLACK DRAGONS

Sempre que existe uma nova adição de algum jogador em determinada equipe, há mudanças que são perceptíveis ou não para quem acompanha os seus jogos. No caso da Black Dragons, Lagonis revelou que essa mudança ocorreu (e ocorre) na questão da comunicação.

Segundo Lagonis, o que melhorou após sua contratação pelos Dragões foram as informações que a equipe possui do adversário. “No geral, ter mais informações do seu adversário. Andar com os drones no mapas e avisar onde estão os jogadores do outro time. Acho que adicionei muito na Black Dragons nesse quesito”, disse.

Outra coisa que Lagonis trouxa à equipe, segundo sua visão, é a animação. A Black Dragons não tinha o costume de comemorar certos rounds vencidos, segundo a nova contratação.

“Essa energia positiva que tento passar para os meus companheiros, animá-los após um round ‘simples’ que vencemos. O pessoal não estava acostumado a vibrar tanto nesses rounds, porém é muito importante você vibrar nessas ocasiões, porque essa energia é importante. Eu semprei falei para os meus companheiros vibrarem”, concluiu.