Como já era esperado, a segunda rodada da liga de Rainbow Six Siege do Mad Hatter, etapa intermediária do circuito feminino promovido pela BBL, contou com partidas muito disputadas. Todos os confrontos transmitidos tiveram emoção de sobra – com destaque para a finalíssima entre Brazilian Crusaders e Athena’s e-Sports.

Por 2 a 0, a BRC levou a melhor numa série bastante acirrada – principalmente no primeiro mapa, quando a Athena’s chegou a abrir boa vantagem, mas não segurou o comeback adversário quando o desgaste emocional já era bastante visível.

Inclusive, a Athena’s, mesmo com a derrota, foi a grande surpresa positiva do final de semana: foi a primeira equipe fora da polarização BRC-Resilience a ter disputado a grande decisão do MH – e ainda dando muita balinha de igual pra igual.

AS PARTIDAS

CHAVEAMENTO – DIA #2

SEMIFINAL #1 BRAZILIAN CRUSADERS 7 x 4 RESILIENCE E-SPORTS

O confronto tático desse verdadeiro clássico do cenário feminino já começou desde a fase de picks e bans, afinal, sabendo da defesa sólida da BRC, a Resilience baniu Maestro – operador que a suporte Lara “Lara” Beatriz sabe causar muito estrago.

Mesmo assim, a Brazilian Crusaders, que começou Mansão na defesa, mostrou suas virtudes e abriu logo de cara três pontos de vantagem – com direito à Lara agressivando demais de Clash. O trabalho da também suporte Maria “russa” Clara com o drone Yokai foi fundamental para a defesa.

O primeiro ponto da RSL veio exatamente no momento quando o ataque caçou o Echo – que no quarto round estava nas mãos de Lara – para anular as informações da defesa e ainda engessar as rotações. A equipe sabia como atrasar o avanço da BRC e sempre trabalhando nas coberturas para não ficar em desvantagem no número de jogadoras vivas.

A recuperação da Resilience parecia certa na virada de lados quando Amanda “mand” Gusmão, em jogada decisiva com a Caveira em mãos, derrubou Myllena “Myss1” Almeida e a interrogou pra revelar todas as atacantes – que foram eliminadas em sequência.

Mas foi quando Danielle “Cherna” Andrade entrou em cena e não deixou a BRC se desestabilizar: a intermediária foi determinante no after plant ao chamar um clutch que deu novo fôlego para a equipe fechar o mapa por 7 a 4.

SEMIFINAL #2 – ATHENA’S ESPORTS 7 X 2 MEDUSA

Foi um jogo bastante tenso na primeira metade disputada em Clube. A Athena’s e-Sports já mostrou como boas vindas uma defesa bastante firme e agressiva – tendo como destaques Paula “PauleteZ” Nogueira, que incomodava bastante de Pulse fora da região dos bombs, e Beatriz “yElektra” Silva, que já mostrou como seria baseada sua performance dali em diante: com muitas rotações para quebrar a linha adversária.

A MedusaPlayers respondeu logo no round seguinte com um ataque bem coordenado. A presença que o time impôs para entrar na sala do dinheiro foi significativa – ainda mais com o Capitão de Dia conseguindo isolar a Clash de Lara “Pessima8” Alencar.

Esse foi o retrato dos rounds seguintes, com muita aplicação tática e trocações bem rápidas. A Athena’s até abriu dois pontos de vantagem, mas viu a Medusa diminuir. Era um ataque que sempre chegava ao bombsite – evidenciando a progressão bem coordenada.

Acontece que pelo ritmo apresentado entre as equipes, o aspecto emocional poderia pesar a qualquer momento – o que aconteceu para a Medusa já que, na virada de lados, sentiu o desgaste e passou a errar na execução das táticas. O time não pontuou mais e viu a RSL atropelar na metade final pra fechar o game com 7 a 2.

FINALÍSSIMA – BRAZILIAN CRUSADERS 2 X 0 ATHENA’S ESPORTS

A grande decisão foi um reencontro do Dia #1 no qual a BRC foi predominante de início ao fim. Agora em Clube, porém, o primeiro confronto da md3 contou com uma Athena’s bastante sólida para abrir boa vantagem jogando na defesa.

Agressividade ditou o ritmo da equipe, que tinha yElektra muito ligeira nas rotações e Gabriela “GaB” Scheffer posicionada de forma bem adiantada para quebrar principalmente com a linha de frente do ataque da BRC. A Athena’s ainda contou com um grande trabalho de Pessima8 no quinto round com o drone Yokai para somar o terceiro ponto seguido.

Acontece que a Brazilian Crusaders conseguiu, finalmente, investir na dronagem – o que facilitou na caça às lurkers. Abrindo espaço até o bombsite, russa teve tranquilidade para realizar o plant e diminuir o prejuízo na virada de lados: 4 a 2 que fez a diferença depois.

Quando a BRC foi para a defesa, novamente a virtude defensiva da equipe ficou evidente. O time conseguia atrasar bem o avanço adversário e ainda teve as individualidades chamando a responsabilidade em determinados momentos – como no nono round, quando Thainara “Thaii” Julio fez uma rotação por fora do mapa e destruiu o ataque.

Nem mesmo um ace de yElektra deu novo fôlego para a Athena’s, que perdeu o primeiro mapa por 7 a 5.

Em Fronteira, outra partida bastante disputada. O roteiro, porém, fugiu um pouco do que o primeiro round projetou: na ocasião, o trabalho da BRC na defesa foi mais uma vez impecável na defesa – com Myss1 e Thaii fundamentais bem soltas pelo mapa.

A Athena’s respondeu no round seguinte, viu a Brazilian Crusaders somar mais uma vitória no terceiro round, mas depois vimos uma line-up bem afrontosa e que soube dar trabalho para a BRC. O empate veio em jogada inteligente pelo arsenal: o ataque confundiu a defesa interna com o uso eficiente das smokes para recuperar o desativador caído no chão – o que reforçou as defensoras a darem a cara e perderem na trocação.

Depois, a Athena’s virou as parciais com um ataque bem estudado pelo piso superior, onde engessou as rotações da defesa e soube usar os drones. Destaque para a cobertura de Ana “ana” Nunes enquanto o time preparava terreno em arquivos para o plant.

A virada de lados veio com 3 a 3 nas parciais, evidenciando o quão equilibrada estava a partida – e o tom se manteve. O jogo foi ficando mais tático: a Athena’s apostava nas rotações lideradas por yElektra enquanto a BRC demonstrava um repertório diferenciado para tentar confirmar a vitória – como vimos no nono round, quando o ataque foi num rush que pegou toda a defesa desavisada.

O ponto decisivo foi confirmado, inclusive, em outro avanço rápido – e com inteligência de Cherna para garantir o avanço pelo arsenal quando rastejou até a entrada do bombsite para pegar uma marcadora na sala do atendente: 7 a 4.

AGENDA

O Dia #3 da primeira temporada do Mad Hatter pela liga de R6 será no próximo sábado (29), com os jogos previstos para às 16h (de Brasília).

Essa etapa conta com inscrições abertas e a terceira rodada já está disponível para o registro das equipes na página oficial do campeonato como você pode ver aqui.

SEMPRE BOM LEMBRAR

O Mad Hatter é a etapa intermediária do circuito feminino promovido pela BBL e que dá vaga para o Queen of Hearts, competição premium com premiação total de R$ 23 mil. No caso de R6, os jogos serão sempre aos sábados a partir das 16h (de Brasília). Teremos duas temporadas ao todo, com dez finais de semana de confrontos.

Para mais informações, basta acessar o resumo do Mais Esports. Para inscrever seu time, já que é um campeonato aberto, entre na página oficial do Mad Hatter.