O principal campeonato de Overwatch da nossa região está na sua reta final! Os playoffs da Overwatch Contenders América do Sul começam nessa segunda-feira, dia 12 de agosto, e o favoritismo passa longe dos confrontos! Diversas trocas de jogadores entre as equipes, boas fases, momentos difíceis, renovações, aposentados voltando, estrelas indo embora… um turbilhão de emoções esteve presente nessa segunda Temporada e, durante as sete semanas de jogos, tivemos até jogador trocando quatro vezes de time! E é aí que a análise fica mais interessante ainda! Portanto, se acomoda na cadeira, e vem comigo tentar descobrir quem vai levar a taça mais importante do OW na Sulamericano!

Contenders playoffs
Tabela oficial dos playoffs da Overwatch Contenders América do Sul! | Fonte: Site Contenders

• UP Gaming vs Team Clarity

De um lado, uma das equipes mais conhecidas do cenário, que sempre esteve cotada como uma das promessas do campeonato com chances de chegar à final mas que… nunca chegou lá. Caindo na maioria das vezes nas quartas-de-final, essa temporada pode ser o começo de uma nova era para a UP Gaming, que sofreu com mudanças em seu elenco, inclusive perdendo agM, Edigas e Th1ago – três dos principais integrantes da equipe em outras temporadas. Com isso, buscou nos novos talentos, especialmente com ajuda dos ‘tryouts da Copa do Mundo’, a solução pra sua equação e chegou a um elenco com sangue nos olhos, vontade de mostrar jogo e experiência por parte de alguns players.

Do outro, a Clarity, que veio do campeonato de acesso – a Contenders Trials – após ficar entre os dois piores times da temporada passada, passou por uma renovação praticamente completa e conseguiu o 5º lugar na segunda temporada deste ano. Time novo, cheio de diamantes a serem lapidados e contando ainda com algumas peças que ficaram empoeiradas após o final de 2018 e estão de volta. Inclusive, a equipe vem de duas vitórias em sequência, contra o T1me e contra a Fury – sendo esta, uma das principais potências da região.

Os cenário são diferentes: Na UP, mais cartas na manga, principalmente em um dia feliz de Debout e Txozin – tanque da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de OW deste ano -, podendo contar ainda com Pardal criando jogadas e Xfel acreditando em muitas brigas, com seu estilo mais agressivo de offsupport, advindo de vontade ou… inocência. Ainda assim, funciona, em especial quando sua equipe está com composições que utilizem Moira, e pode ser o diferencial em uma luta crucial.

Porém, do outro lado temos um time com menos jogadores estrela e mais sinergia. E não, nem sempre foi assim. O começo de temporada da Clarity ficou devendo, e muito, em muita coisa. Qualidade, coordenação, diferencial individual… praticamente todos os pontos estavam em desacordo com o que a equipe podia apresentar. Entretanto, essa realidade mudou e hoje é possível acreditar em uma Clarity nos moldes da Toronto Defiant das Fases 2 e 3 da Overwatch League – um time sem muitas estrelas mas com muito trabalho em equipe. Dito isso, Frix e Mate enquanto linha de frente podem ser mais efetivos que Txozin e Stylo, que voltou a jogar competitivamente há pouco tempo. A mesma coisa na área de suportes: UP tem uma dupla ofensiva, ousadia e alegria; já a Clarity traz um duo mais estratégico, com destaque à boa fase de RanKioshi.

Finalmente, Lubbock vs Debout será um dos duelos mais intrigantes do confronto. De um lado, Lubbock, que já foi uma das principais widowmakers brasileiras mas voltou à ativa de alto nível recentemente, contra Debout, provavelmente a mira mais afiada do Chile.
É o jogo mais difícil de se apostar e depende de diversas variáveis. Ainda assim, vejo uma fase melhor da Clarity que, se não tremer na base, consegue sair com a vitória!

Seleção de OW brasileira 2019
Seleção Brasileira de OW, com Txozin, da UP Gaming Fonte: Twitter Team Brazil

• FURY vs T1ME

Shinigami, Pharah, Win98, quase ganhou da Lowkey na temporada passada… Algum desses você já ouviu, eu imagino. Todos tratam da mesma equipe: a Fury! Com ascensão meteórica desde o final do ano passado, os Furiosos travaram uma batalha épica contra a Lowkey na final da primeira temporada deste ano e estão de volta na corrida pelos playoffs. Com isso, espera-se uma boa performance, naquele estilo de jogo que já conhecemos da equipe, com muito controle aéreo, Keath se aventurando pelo mapa e, graças à contratação de BEAST, uma melhoria na área de offtank, seja para defesa da equipe ou para controle geral de mapa. Porém, a situação está longe de ser a mesma da temporada passada.

A equipe vem de duas derrotas, uma mais compreensível contra a Lowkey e outra… inesperada contra a Clarity. Ambas por 4 a 0. E tal aspecto é extremamente preocupante para o time uma vez que, com a aproximação dos novos tempos de ‘2-2-2’, era para o desempenho do time ser superior a praticamente todas as outras equipes, uma vez que as estratégias utilizadas pela Fury já eram baseadas em 2 causadores de dano, 2 tanques e 2 suportes desde o início de sua boa fase no cenário. Portanto, a queda de produção assustou e levou imediatamente à pergunta: Será que a Fury consegue se renovar? Se reinventar? Ou vai ficar estagnada? Quem vive de passado é museu.

Como tentativa de mudança, talvez, a equipe traz Nitro na reserva, que eventualmente pode aparecer como Widowmaker – o que é improvável porém, ainda assim, seria uma surpresa interessante. E o mais importante: Searchy e Shinigami não podem ficar apagados. Caso contrário, os pilares mais importantes da equipe, junto do DPS Knight, caem, e a construção pode ruir junto.

Do outro lado, a equipe mais polêmica da competição, o T1me. Sim, o 1 do nome é referência ao Th1ago, conforme o mesmo disse em ‘sua entrevista comigo aqui pro Mais Esports.’ E, de certa forma, pelo que vêm apresentando, seria muito improvável imaginar que o 1 fosse referência ao primeiro lugar do campeonato.

Uma equipe recheada de incógnitas, que ocupou o lugar da antiga XTEN mandando praticamente todos os jogadores do antigo elenco embora, com exceção de Neil e Killer, e que conta somente com três jogadores do alto escalão de suas posições: o próprio Neil, Th1ago e agM. Para completar o mix, diversos players que estavam parados há um tempo, Revoltz que estava parado há muito tempo e Killer, que há praticamente um ano ficou na reserva de várias equipes. Ou seja: enigma. Pode ser oito ou oitenta. Incógnita.

Conseguiu vencer o Team Scarlet, que veio da Trials para esta temporada, em um resultado apertado e garantiu a última vaga sofrida para os playoffs da competição. Venceu mas não convenceu. Apresenta, ainda, diversos problemas de sinergia e conta muito com o jogo bonito e oportunidades criadas por Neil e Th1ago, principalmente em dias que os DPSs, conhecidos pelas suas habilidades com heróis de tiro imediato como Widowmaker, por exemplo, estão em dias ruins. Killer, antes de enfrentar um longo período de geladeira, foi um bom nome com a sniper. Revoltz, da última vez que deu as caras no competitivo, fazia um ótimo papel de Soldado, McCree e Tracer. Porém, e o restante? Como estaria a composição com Mei e Reaper do T1me? Habilidade individual não falta, mas nem sempre é o suficiente para enfrentar uma equipe mais forte.

O favoritismo nesse confronto, ao contrário da primeira quarta-de-final, existe e é fortíssimo para o lado da Fury. Mesmo com a má fase da equipe, em termos gerais possuem mais chances de vitória do que o recém-montado T1me. Mais sinergia e mais qualidade em praticamente todas as duplas, menos, talvez, na linha de frente, que pode sofrer caso Keath vacile. Além disso, o T1me pode utilizar o fraco leque de composições mostrado pela Fury ao final da Temporada Regular da competição a seu favor, trazendo suas principais armas e jogando na zona de conforta contra o que normalmente aparece no time inimigo, fazendo com que sua tática una o útil ao agradável. Ainda assim, reitero: favoritismo forte para a Fury e seria uma surpresa ímpar ver uma vitória do T1me no confronto.

NeiL Contenders
Neil, do T1me, será capaz de encontrar de novo seu jogo no auge? | Fonte: Twitter Neil

• As Semi-Finais

Lowkey Esports e Pingüinos, ‘a surpresa do campeonato’, são as pedreiras que os vencedores dos confrontos de quartas-de-final irão enfrentar. O primeiro, potência que defende o título de campeã da primeira temporada, tendo experiência internacional de Duelo do Atlântico e até mesmo de Copa do Mundo. Jogadores conhecidos e venerados no cenário pela alta habilidade e consistência no topo das tabelas de Contenders SA. Ainda assim, a Lowkey veio renovado para esta temporada, trazendo dois integrantes argentinos – Máximo e DDX -, sendo que o segundo assumiu a função de Suporte Principal, que não era sua principal role na antiga equipe da Isurus. Ainda assim, após primeiras semanas fracas e descoordenadas, principalmente em relação aos jogadores novos e as chamadas que aconteciam dentro de jogo, a Lowkey se acertou e não parou de vencer confrontos. Primeiro lugar isolado, sem chance de estorvo por parte de qualquer outra equipe. Com certeza, os favoritos ao título, mesmo que o favoritismo não seja tão forte em relação a outras temporadas de Contenders.

Já a segunda equipe à espera de seu adversário foi a maior surpresa da temporada. Baseada na antiga Isurus e aceitando até “refugos” de outros times, como o offtank Glitch, por exemplo, o time trouxe a maior inovação para a temporada dentro todos os outros elencos. Ashe do Jhein, Mei do próprio Jhein antes de utilização forte da composição de Mei + Reaper, Glitch jogando muito bem com sua D.Va e a dupla de suportes conseguindo se virar de maneira excepcional após a saída de Th1ago da posição de offsupport durante as primeiras semanas da competição. Inclusive, falando em Jhein, o jogador de uma entrevista para mim e você pode conferir ‘suas palavras sobre o time aqui no Mais Esports!’
Além dos pontos de ousadia e estilo, devemos levar em consideração a sinergia e a falta de estrelismo em geral. Provavelmente os nomes mais conhecidos da equipe sejam Jhein, Kaizak e o próprio Jhein, e, anida assim, a dose de estrelismo está correta. O suficiente para brilhar quando necessário e menos do que o necessário para implodir uma equipe com potencial.

IzAvenge, tanque principal com passagens rápidas por times de ponta em 2018, como a própria Isurus, poderia ser um desastre fora de seu conhecido Reinhardt mas… não foi. Pelo contrário: Mantém-se fazendo um bom trabalho e se encaixa bem no conjunto da obra. E, claro, devemos lembrar que a Pingüinos foi a única equipe que ganhou da Lowkey durante a Temporada Regular.

Lowkey Contenders
Lowkey no Atlantic Showdown, ainda com Fastie e Pizzalover que não estão mais no time. | Fonte: ESPN

Portanto, dois desafios absurdos estão pela frente das equipes vencedores da primeira fase dos playoffs porém, mesmo com a dificuldade, ainda são monstros passíveis de morte, e isso deixa a reta final da Temporada mais interessante ainda!

Finalmente, uma previsão levando em consideração o que foi dito anteriormente seria Clarity ganhando da UP e perdendo na sequência para Lowkey. Do lado de baixo da tabela, Fury levando a boa em cima do T1me e perdendo na sequência, em um confronto apertadíssimo, para a Pingüinos, que disputaria a final contra a Lowkey. Na final em si, favoritismo para a Lowkey, mas tudo pode acontecer. O meta que vemos na Overwatch League com certeza aparecerá nos nossos playoffs da Contenders SA, com muito Reaper, Hanzo, Mei, Orisa e Hog, porém a adaptação que os times tiveram durante essa semana de pausa… ninguém sabe. Ninguém viu. Talvez nem tenha ouvido falar. Então os confrontos, mais do que nunca, estão em aberto.

E você, quem acha que leva? Qual seu favorito? Para quem vai sua torcida? Deixa aqui nos comentários! E, claro, vejo vocês durantes as transmissões oficiais em português da Overwatch Contenders SA, nos dias 12, 14 e 19 de agosto, a partir das 19h, no canal Oficial em português na Twitch, na ESPN Extra e no Watch ESPN! E, claro, fique por dentro de tudo do Overwatch Competitivo pelo meu Twitter! Abraço e até lá! :D