O Mid-Season Invitational (MSI) 2019 de League of Legends terá início nesta quarta feira (01), pela manhã. Representando o Brasil, a INTZ enfrentará três equipes de regiões com diferentes características: A Vega Squadron (LCL), Mega (Sudeste Asiático) e DetonatioN FocusMe (Japão). Para compreender melhor um pouco desses times, fiz uma breve análise competitiva de algumas de suas peculiaridades.

Vega Squadron (LCL)

Os russos da Vega provavelmente sejam os adversários mais imprevisíveis que os brasileiros enfrentarão nessa fase inicial. Tendo vencido equipes favoritas ao título como Gambit e EPG, a equipe se provou uma potencial ameaça ao mostrar um jogo com muitas movimentações e uma boa cobertura de visão, principalmente com relação à objetivos.

Grande parte dessa imprevisibilidade pode ser observada a partir de diferentes picks pelos quais a equipe optou ao longo do primeiro split. Na final contra a Elements Pro Gaming (EPG), por exemplo, Neeko e Zilean e Morgana e Blitzcrank foram escolhidos para a bot lane.

Assim como Mills, Gadget é um jogador que mostra um certo domínio com campeões não atiradores. Karthus, Cassiopeia, Mordekaiser, Neeko, Morgana e Veigar foram escolhas que ele trouxe e executou de forma bastante agressiva. E é nesse ritmo que a Vega coloca o adversário, colocando-o para jogar o seu jogo.

Optando por composições com iniciações fortes e que favorecem a escolha de lutas, a equipe por vezes força jogadas com abates que irão favorecê-los em objetivos posteriormente. O jungler AHaHaCiK é possivelmente uma das maiores armas, uma vez que se mostra agressivo desde o início, procurando bastante por ganks logo cedo e executando um sólido controle de rio e objetivos.

Para vencer, a INTZ certamente precisará se antecipar a esse ritmo, setando visão e buscando por picks que garantam essa pressão inicial na selva. Anular o top laner Boss é outro caminho, já que ele tem um perfil muito participativo em jogadas, além de se manter bem na laning phase.

E por falar em solo laner, Nomanz é o jogador da rota do meio e o grande carry para tomar cuidado. O jogador mostra uma certa preferência por campeões de scaling como Corki, Kayle, Vladimir e Kassadin. Desse modo, procurar acelerar o early game e evitar os travamentos no mid game é uma das possíveis saídas para os Intrépidos.

Mega (Sudeste Asiático)

São poucas as informações sobre essa equipe justamente porque eles jogaram poucos jogos para vencer a LST, o campeonato oficial do Sudeste Asiático. Isso porque o formato é bastante diferente do usual, e conta com apenas quatro organizações. Desse modo, ao vencer a Team Empire por 3×0, a Mega Esports garantiu o título e a vaga para o MSI.

A Mega é provavelmente o time mais fácil se comparado aos outros dois aqui mencionados. Seu jogo é lento e construído de maneira mais reativa, isto é, não é um time que cria tantas jogadas ou que faz incríveis rotações, eles respondem muito mais às jogadas adversárias.

O top laner Rockky é um dos grandes carries da equipe

E se há um mérito a ser citado a respeito desse grupo, é exatamente esse. Eles abusam do potencial de late game de seus carries e das iniciações agressivas de seu caçador para vencer as lutas. Mesmo assim, é um jogo cheio de erros. No primeiro jogo da série final contra a Team Empire, a equipe venceu após mais de 40 minutos de partida principalmente devido a erros do oponente.

Os destaques ficam para Rockky na rota do topo e Lloyd, adcarry. Como os principais carregadores, os dois jogadores executam adequadamente suas respectivas funções. Ambos realizam uma fase de rotas consistente e participam bem nas team fights. Por sua vez, o caçador Jjun é também o grande iniciador e tem esse perfil mais shotcaller, guiando sua equipe em momentos mais decisivos.

DetonatioN FocusMe (Japão)

Já conhecida por eliminar a KaBuM na fase de entrada do Mundial no ano passado, a DFM faz sua estreia num MSI pela primeira vez. A equipe de Yutapon e Ceros tem um estilo de jogo que não me surpreendeu muito, no entanto. Creio que seja a equipe mais próxima do nível CBLoL, mas isso não torna as coisas mais fáceis para a INTZ.

Os japoneses jogam de forma controlada, não arriscam tanto por jogadas como a Vega, por exemplo. Não há nada de imprevisível aqui também, já que eles procuram punir mais os erros adversários, especialmente em termos de movimentações, trabalhando mais o macro game. Para isso, gostam de composições voltadas para trabalhar as side lanes, principalmente com o mid Ceros dando prioridade para escolhas como Lissandra e Karma.

A DFM gosta de escolhas mais seguras para a rota inferior como Ashe e TK e prioriza campeões de scaling para o top. Kindred também é uma escolha muito forte de Steal

Além disso, o topo Evi assume mais a função de carregador, optando bastante por campeões de scaling como Vlad e Kayle. Creio que o principal destaque dessa equipe seja o duo top/jungle, ainda que as demais rotas sejam bastante sólidas. É preciso também tomar cuidado com o Heimer de Ceros, que foi constantemente banido ao longo da liga, sendo uma opção de conforto na mão do jogador.

O grupo B começará a jogar na quinta feira (02). O primeiro jogo da INTZ será contra a Vega Squadron, às 11 horas (horário de Brasília). As demais partidas ocorrerão ao longo do dia e, posteriormente, no dia 05 de maio.

 

Você pode acompanhar a cobertura completa do MSI 2019 aqui no Mais Esports.