Thereza Rodrigues é a mãe de Micael “micaO” Rodrigues, ADC da Vivo Keyd e uma das maiores estrelas do League of Legends brasileiro.

A mãe do jogador escreveu o livro “Manual de sobrevivência para pais da geração Gamer” visando ajudar mães e pais que se encontram na mesma situação. 

O Mais e-Sports teve a oportunidade de conversar com Thereza durante o evento Challenge Of The Gods em Vitória no Espirito Santo. Ela conta como foi para ela ver o início da carreira de micaO onde o jogador buscava o sonho de ser um proplayer: “Eu até falo que nós hoje, mães e pais, somos os pais sonhadores de sonhos dos nossos filhos. É tudo muito irreal né? O mundo virtual é tudo muito irreal e não é tocável. É complicado para eles e para nós. Então temos que acreditar naquilo que não enxergamos e não tocamos.

Perguntamos para ela como foi a sensação de ver micaO sendo campeão pela primeira vez em 2015, ela responde: “É uma emoção que não tem como a gente descrever. É muito interessante… é um mundo que eu nunca tinha vivido e fui conhecer com ele. Chegar lá e ver realmente tudo que ele sonhou e ele conquistar um prêmio daqueles, é muito emocionante.

Mesmo sendo um jogador muito conhecido nos dias de hoje o sucesso de micaO não veio de um dia para o outro. O primeiro título veio em 2015 jogando pela INTZ. Em 2016 o ADC repetiu o feito nos dois splits e representou o Brasil no Mundial.

Mãe e filho se abraçam após micaO vencer o CBLOL pela primeira vez.

A mãe do jogador fala sobre os familiares e amigos que incentivam os jovens a desistir do sonho de ser um jogador: “Tem até um capítulo no livro que eu falo sobre isso, os ‘inimigos íntimos‘. As pessoas que estão mais perto e ficam “esse menino é louco, esse menino não vai chegar a lugar nenhum” e etc. Foi uma cobrança muito séria da família e eu ficava no meio disso tudo né? Apoiava ele mas tinha medo que os outros estivessem certo.

Ela comenta sobre um trabalho que vem fazendo com crianças da escola onde trabalha: “Nós montamos um clube de LOL com os meninos que são apaixonado por Games. Eu comecei a tratar com eles e com os pais, explicando que tudo precisa ser parceria. Se eles são estudantes, vamos estudar! É o momento de estudar. Depois tem o momento de jogar. Então, vamos jogar! E os pais precisam de confiar realmente que este é um mundo distante mas ao mesmo tempo, muito perto de nós.”

Finalizando a entrevista, Thereza dá um último conselho aos pais de gamers: “Fique o mais perto possível de seus filhos. Quanto mais perto, melhor.