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A INTZ  foi eliminada da Superliga ABCDE, ao perder para a Uppercut, por 2×1. Apesar do revés, os intrépidos contaram com uma estreante que chamou atenção do público, não só por seu gênero mas também pelo bom nível de jogo: a suporte Júlia “Mayumi” Nakamura.

Após a partida, o Mais Esports conversou com a jogadora, que falou sobre sua estreia, os treinos e convivência com o restante da equipe da INTZ e a representatividade do cenário feminino.

Mayumi, hoje você fez sua estreia no competitivo. Como você se sentiu jogando no palco, até com torcida que temos na BBL, como você se sentiu jogando hoje?

Me senti bastante confortável, com meu time principalmente, porque eu fiz amizade com eles muito rápido, me sinto em casa com eles, foi muito divertido jogar com eles, uma pena que nós perdemos, mas foi muito legal. Eu não trocaria por nada, foi uma experiência muito boa.

Nós conversamos um pouco em off sobre os treinos com a INTZ, você pode contar um pouco como foi essa experiência de treinar com os meninos na GH, como foi isso para você?

Foi muito diferente, nunca passei por isso na vida, por uma experiência igual, mas já que estou com um apartamento, meu modelo de treinos está sendo em Office, não estou convivendo 24h com eles, só fico lá em horário de trabalho. Está sendo muito legal, eles me respeitam muito como qualquer outro jogar, e realmente, como eu fico confortável em jogo, eu me sinto em casa na GH com eles.

Na questão de comunicação do time, reparamos desde o CBLoL que o Tay e o Shini que mais falam, que são os shotcallers. Você dentro do time, efetivamente jogando, como você se sentiu comunicando, até mesmo com o Micao, que é seu parceiro de rota?

A minha função, suporte, você tem que falar algumas coisas pontuais, mas já que tenho uma personalidade parecida com do RedBert, fazíamos um papel parecido, de falar timing, etc. Eu me encaixei bem e foi bem de boa, me acostumar com eles falando mais, até porque não sei muito, sou nova e também escuto mais para aprender. Foi bacana.

Já pensando no CBLoL 2020. A INTZ não joga mais a Superliga, infelizmente, mas o principal torneio do ano já está próximo, em janeiro. Agora que você estreou, já sabe como é jogar competitivamente, você tem expectativa de jogar o CBLoL no ano que vem?

Ainda não sabemos, depende da minha performance durante os treinos. Mas ainda não sabemos, não tenho nada pronto para falar para vocês e nem a INTZ, então tudo depende da minha performance.

Mayumi, se você permitir falar um pouco dos campeões que você usou hoje, você jogou a primeira partida de Nautilus e as duas seguidas você pegou Leona, já que eles pegaram Nautilus do outro lado. Desde outras partidas que te vimos antes da INTZ, como no Gamer Girl Festival, vimos que você tem bastante maestria com o Nautilus. Ele é realmente seu principal campeão, ou é o que você mais gosta de jogar?

É um pouco da minha zona de conforto, jogar de Nautilus, mas foi porque eu treinei com ele. Antes, eu treinava com campeões de peel na SoloQ e era a única coisa que eu jogava, mas quando comecei essa carreira de pro-player, eu peguei outros campeões e decidi que preciso treinar com eles, senão vou levar um couro. Primeiro eu comecei a treinar de Nautilus, então ele está sendo meu pick mais confortavel, depois Leona, Alistar, etc. Mas ele acabou sendo meu pick mais confortável.

Não sei se você sabe desse dado, mas você é a terceira menina no Brasil a jogar no palco. Em 2017, tivemos a Cute, da CNB, a Kiit no ano seguinte, pela Bulldozer e agora você, pela INTZ. Você sente que a presença feminina, no cenário de League of Legends, tem aumentado mais? Como você está sentindo o meio? Falando do ponto de vista de jogadora e mulher…

Eu acho importante inserirmos mulheres no cenário, porque não vemos quase. Tem muita menina que joga bem, mas falta bastante oportunidade para elas aparecerem, e agora com a criação do Girl Gamer e outros campeonatos femininos, abre portas para caras novas femininas, que são boas, entrarem em times mistos para competirem e eu acho importante até para quebrar a visão misoginia que tem das mulheres nos Esports, porque somos jogador como qualquer outro, então é muito importante e, provavelmente, vai aparecer mais caras femininas, porque o pessoal está nos dando oportunidade e também gostaria de agradecer a INTZ por ter aberto a peneira.

A estreia da jogadora chamou atenção também da imprensa internacional, com destaque para os públicos coreanos e chineses.

Como dito anteriormente, a INTZ está eliminada da Superliga e não joga mais em 2019. O próximo compromisso da equipe é somente no CBLoL 2020, ainda sem data definida para começar.

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