Começa hoje uma série de textos sobre os grandes jogadores dos principais times da LPL, abordando principalmente sua história e como chegaram onde estão.

Nunca conheci alguém que não sentisse nada pelo Imp, alguns o amam, poucos acham ele uma farsa e a maioria tem ele guardado na memória pelo que ele conquistou no passado. Seja qual for os seus sentimentos para com o Imp, acredito que alguma coisa por ele você sente. Imp foi e ainda é aquele tipo de jogador que não se deixa passar sem ser notado, seja isso para bem ou para mal.

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O ponto mais alto da carreira

Acredito que a maioria que hoje acompanha o competitivo de League of Legends acabou por conhecer Imp durante o mundial da season quatro, onde ele acabou se consagrando campeão com Mata, Pawn e companhia, com aquela que muitos consideram até hoje a melhor lineup a ganhar uma mundial. Nesse momento da sua carreira ele era indiscutivelmente o melhor adc do mundo, o que também suportava aquela figura super confiante e cômica que ele havia se tornado. Quem não chorou de dar risada ou ficou irritado com Imp depois dele perguntar para o mundo se nós tínhamos visto Piglet chorar.

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A parte nebulosa da carreira de Imp

Depois de ganhar o mundo pela Samsung White, Imp se junto a dezenas de outros coreanos e migrou para China atrás do famigerado dinheiro chinês. É conhecido de todo mundo que as equipes coreanas não pagavam tão bem seus jogadores na época, então era meio logico querer ir para uma nova região onde teria condições financeiras até antes nunca vistas dentro da cena competitiva do game, estamos falando de milhões de dólares anualmente em contratos com plataformas de streming e equipes profissionais, uma proposta que poucos tiveram a resiliência de recusar.

Imp e sua equipe, a LDG, chegaram no mundial de 2015 sendo considerados por muitos como a melhor equipe do mundo. Tinham acabado de ganhar a final da LPL, eram o seed 1 da região que tinha ganho o MSI, tudo dava a entender que Imp jogaria esse mundial para fazer história, talvez ser o primeiro jogador do mundo a ser bi campão mundial, mas como todos devem lembrar, o que aconteceu foi exatamente o oposto. Não foi só a LGD de Imp que passou vergonha, foram todos os times chineses, fato esse que mancha a história da LPL até hoje, apesar do título mundial conquistado ano passado, muitos, principalmente aqui no ocidente, ainda não confiam totalmente na região por conta da decepção que foi 2015.

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O começo do que parecia ser o fim

Depois do fracasso que foi 2015, muitos acharam que Imp voltaria para Coreia, que se ele ficasse na China seria porque tinha desistido de ser campeão mundial, e nesse ponto da história de Imp, acredito que muitos pararam de levar ele a sério. Apesar de continuar tendo boas performances dentro da LPL, sua equipe não ia bem e como ninguém assistia a LPL na época, esse estigma de que ele só estava lá pelo dinheiro acabou aumentando até a maioria das pessoas aqui do ocidente levar isso como verdade. Acabou que 2016 não foi um ano ruim do Imp como jogador, foi um ano ruim da LGD como time.

Imp deixou de ser visto como um grande jogador e agora só era lembrado quando se envolvia em polemicas, ele nunca deixou de ser aquele jogador confiante que todos nós amávamos ou odiávamos, infelizmente ele permaneceu na LGD por tempo demais e como alguém que assistiu muitos jogos dele durante o ano de 2016 e 2017 digo com tranquilidade que ele merecia um time melhor. Talvez ele mesmo tenha desistido por algum tempo, deixou de tentar carregar, deixou de ter boas performances e aos poucos foi caindo no esquecimento de vez.

Foto: Team WE/Divulgação

O recomeço que ninguém esperava

Essa parte pode parecer meio maluca, mas acho que é importante para volta do Imp aos holofotes, tenho certeza que muitos de vocês nem se quer ficaram sabendo que Imp fez parte da WE em 2018.

Depois de passar o primeiro split todo sem jogar na LDG, Imp acabou por aceitar o convite da WE para o segundo split. WE estava passando por uma reformulação, Mystic estava prestes a ser pai e eles precisavam de algum reserva para a principal estrela do time. Apesar de ter jogado pouco durante o segundo split de 2018, eu vi em Imp uma vontade verdadeira de voltar a jogar. Na WE ele não teria apenas Mystic, que para muitos tinha sido o melhor adc de 2017, como também seria treinado por Weixiao, outra lenda da posição. Imp se encontrava no ambiente perfeito para voltar a ter boas atuações.

Foto: LPL

A chance que Imp precisava

Como era esperado, Mystic voltou a ser o titular da WE e Imp novamente estava sem time para 2019, mas por pouco tempo pois o ex-companheiro de Samsung White, Homme, agora coach da JDG apostou em Imp para reformulada JDG.

Para muitos, eu incluso, essa nova JDG seria bem mais fraca que a lineup anterior que tinha Clid e Loken, mas como já provaram, nós estávamos errados. Homme conseguiu levar esse time a uma final de LPL, com Imp ganhando de Mystic e Uzi nos playoffs, trazendo de volta os holofotes a um jogador que para muitos tinha acabado. Não me entendam errado, Imp não é a estrela desse time, longe disso, ele é um coadjuvante, não é mais aquele monstro mecânico que foi no passado e é exatamente isso que me deixa mais feliz com toda essa história.

Ainda é cedo para dizer onde essa JDG vai chegar, comecei a escrever esse texto um dia antes da final do primeiro split, depois de algumas pessoas acharem que estava ignorando Imp ou menosprezando ele por não o citar em meus textos aqui no Mais, mas não é isso. Imp é coadjuvante nessa lineup da JDG, é coadjuvante nessa histórica performance da equipe e isso só mostra que finalmente, Imp tem um time em que pode confiar.

Com o começo do segundo split da LPL logo em breve, assistir Imp jogando e brigando para finalmente voltar ao mundial, onde ele se consagrou cinco anos atrás, é um dos grandes motivos que convido a todos a acompanhar esse segundo split de LPL.