A Keyd Stars anunciou nesta sexta-feira (26) que irá fazer o maior bootcamp feito por um time brasileiro até o momento. Os jogadores da organização embarcam para um bootcamp na Coreia do Sul até o dia 15 de setembro, mais precisamente para Seul, onde passarão por um período de treinamentos até meados de dezembro.

No comunicado, a Keyd afirma que o objetivo do bootcamp não é só treinar na Coreia e sim fortalecer o grupo como time e formar uma filosofia campeã. O chefe de desenvolvimento de negócios da organização, Hugo “vex” Tristão, ainda revelou que a ideia de um bootcamp tão extenso se deve também ao fato de que a organização quer que os jogadores consigam absorver a cultura coreana.

“A ideia do bootcamp não é para aprender apenas um meta ou uma maneira de jogar. Mas sim uma oportunidade de absorver a cultura coreana e crescer como time e grupo. Acredito que os jogadores ficaram bem felizes com a possibilidade de crescimento e de vivenciar um cenário tão avançado, a troca de experiências irá mudar a carreira deles para sempre”, afirma vex.

Quando questionado sobre uma possível dificuldade em conseguir scrims na Coreia, o diretor da Keyd disse que sabe que essa questão pode causar aflição na torcida, porém, o planejamento para o bootcamp inclui não só scrims, mas também outras atividades para os jogadores. Além disso, a direção da organização está segura de que irão conseguir os scrims necessários.

Já o mid laner da Keyd Stars, Murilo “Takeshi” Alves, disse em entrevista ao Mais e-Sports que desde a final do CBLOL, a equipe já sabia da possibilidade de um bootcamp, no entanto, faltava decidir o local. Com a confirmação do bootcamp na Coreia como lugar escolhido para o período de treinamentos, os jogadores ficaram bem contentes e animados com a possibilidade de passar mais tempo na Coreia, aprendendo e melhorando como jogadores.

Ao ser perguntado sobre ter algum receio de jogar a soloQ coreana, Takeshi revelou que acredita que tanto ele, quanto seus companheiros de time terão que “tryhardar” bastante para conseguir subir de elo.

“Geralmente aqui no Brasil alguns jogadores nem sequer prestam muita atenção para jogar para falar a verdade (risos). Mas lá acho que vamos ter que ficar com foco 100% para conseguir um ótimo desempenho. Espero me dar bem na soloQ de lá”, ressalta o jogador.

Já quando o assunto é o estresse que acontece durante o período de bootcamp, Takeshi conta que a experiência que o time tem com outros bootcamps realizados pode ajudar a não causar problemas de relacionamento durante o tempo que estarão na Coreia.

“Já temos certa experiência com bootcamps passados, então acho que isso pode ajudar a gente. Além disso, estamos fazendo dinâmicas em grupo pra melhorar o convívio entre os jogadores a algum tempo também. O fato da duração deste bootcamp na Coreia ser muito maior que a dos outros e o fato da cobrança por um resultado instantâneo ser menor, também vai ajudar com que a gente lide bem com esse tipo de situação”, conta Takeshi.