Celebridade do e-sport brasileiro, artista, streamer e high elo.  O nome do nosso convidado de hoje é Henry! Mesmo não sendo um jogador do competitivo, Henry ficou famoso no cenário. Foi o primeiro brasileiro a aparecer no “Summoner Showcase” ( Você poderá ver no vídeo mais abaixo ), Henry também é amigo de muitos jogadores do competitivo brasileiro e sempre que ele aparece em alguma Stream ele da um novo “ar” ao Local.  A entrevista ficou bem legal, falamos sobre vários assuntos além do League of Legends e recomendo para todos que querem conhecer mais sobre ele.

Janna

Janna: Então, Henry, Qual seu nome e idade?
Henry: Henry Nogueira, 21 anos

Janna: Há quanto tempo você joga League of Legends?
Henry: Não sei ao certo, comecei na Season 1. Pisei no Lague of Legends quando saiu a Lux.

Janna: Você faz algo além do League of Legends?
Henry: Sou desenhista e ilustrador, atualmente terminando curso de Artes e Design na UFJF.

HenryFizz

Janna: E o que você gosta de fazer nas horas vagas? Tem algum Hobby?
Henry: Quando não estou na faculdade ou na academia, eu faço trabalho voluntário, jogo video game e pratico esportes.

Janna: Então você além de gamer é quase um atleta? Gosta muito de esportes mesmo?
Henry: Bom, sim, tenho isso desde moleque. Minha família sempre me incentivou a praticar esportes, e eu sempre gostei na real. Jogo de tudo um pouco, tênis, vôlei, handball e, acredite se quiser, futsal. Haha

Janna: Você disse que faz trabalho voluntário. Gostaria de falar um pouco mais sobre isso?
Henry: Ah, é incrível. Eu faço em orfanatos e com crianças carentes, já fiz trabalho voluntário em hospícios e asilos também. Geralmente eu vou pra ensiná-los a desenhar, ou contar histórias, brincar com eles, mas varia muito o que fazemos. Enfim, eu aconselho todo mundo a fazer uma vez na vida, pelo menos tentar, pode parecer bobo, mas você aprende uma lição extremamente importante que você irá levar para o resto da vida: que os seus problemas são ínfimos, mesquinhos, perto do que está na sua frente. Torna-te uma pessoa melhor. Além de gerar várias experiências maravilhosas!

Janna: Quer nos contar uma dessas experiências?
Henry:  Hm, tenho uma que eu nunca vou esquecer. Eu ia pela primeira vez num orfanato, mas antes de passar lá eu conversei com a orientadora e ela me Henrycontou sobre os meninos, que eles tinham uma cabeça boa, mas não gostavam de fazer brincadeiras baseadas em imaginação, não tinham sonhos, viam a vida de um jeito meio pé no chão demais pra faixa etária deles (+/- 6 a 8 anos). Então, decidi fazer um teste, fui com uma camisa de super-man azul por baixo de um terno, com gravata, cabelo penteado e óculos! Sim, fui de Clark Kent (eu tenho sorte de ter uma fisionomia parecida, ajudou). Cheguei lá todo engomado, e me apresentei como professor de desenho. Quando as “tias” saíram da sala e eu fiquei sozinho com eles, eu chamei todos pra mesa e perguntei o que eles queriam ser quando crescer, todos eles falaram profissões comuns, médicos, advogados, até taxista. Então eu indaguei se nenhum deles queria ser super herói. Eles disseram que não, que não existia, então eu fechei a porta e falei em voz alta pra todos eles:”Galera, vou contar um segredo pra vocês, mas vocês tem que prometer não contar pra ninguém!” Bom, foi aí que eu puxei a gravata, abri a camisa social e mostrei a camisa do Super-man. O olho deles brilhava, foi muito emocionante, muito mesmo! O que não faltou foi pergunta, se eu voava, se eu tinha visão laser, se eu tinha superforça… Tive que contornar a situação, e claro, dei uma ênfase gigante na parte de “NÃO DÁ PRA VOAR ANTES DOS 18 ANOS”, porque fiquei com medo de algum deles se jogar da janela tentando voar ou algo do tipo. Enfim, eu nunca vou esquecer esse dia, creio que essas crianças também não.

Janna: Você hoje não é um jogador do Competitivo, mas tem uma fã base muito grande, maior do que muitos jogadores do competitivo. Como surgiu essa galera que é super fã do Henry?
Henry: Bom, acho que a galera gosta da minha espontaneidade, carisma e do meu humor. Tenho percebido com o tempo que muita gente não assiste para aprender a jogar, e sim pra se entreter. Eu sou “porra loca” mesmo, e levo o jogo na brincadeira, as pessoas vêem que me divirto com o jogo, eu grito, dou risada, ironizo, converso. Não obstante ser high elo, sou um showman, ou girl, como preferir, rs.

Janna: Você falou “Showman ou Girl”. Como você vê os seus fãs lidando com o fato de você ser Homossexual?
Henry: Interessante pergunta, pois sempre lidei muito bem com o fato de ser gay. O que me impressionou de verdade foi que mesmo com a adversidade, as pessoas gostavam de mim, me respeitavam e queriam ficar mais perto, independente da minha orientação sexual. Para os que são como eu, é um pouco complicado ser aceito, e, cara, por mais que existam os famosos [email protected]$, eu tive uma aceitação gigante do público de E-sports. Para mim é realizador, eu sempre soube que um dia eu iria conseguir, do meu jeito, ajudar a eliminar o preconceito e mostrar a verdadeira natureza do que eu sou, do que é ser Homossexual.
Eu sei que acabei me tornando um exemplo de fato, e tenho como responsabilidade (junto com os outros jogadores e pessoas com visibilidade) selecionar e adaptar as culturas que eu sigo e vivo, e oferecer as pessoas apoio, perhaps, ajudar quem precise. Além de Gamers, somos vistos sim como base de exemplo, principalmente para os mais jovens, e creio que muita gente já mudou o seu conceito sobre o que e ser homossexual me conhecendo, mesmo de longe. Eu tenho certeza que consegui atingir uma meta. Sou decidido, sou feliz assim, e creio ser por isso que gostam de mim.

Janna: Realmente, acho que como você sempre lidou muito bem com esse fato, os seus fãs acabam lidando com isso de uma forma bem mais tranquila também. Você falou de Haters, você já sofreu preconceito dentro do jogo?
Henry: Claro, vira e mexe leio algum comentário ofensivo. Mas eu acabo manipulando o mesmo pra gerar outra piada, em certos casos, acabo por conquistar o hater, já que uso a própria arma dele pra me defender, e ele percebe que não tem motivo pra odiar. Claro, tem os que insistem em querer me tombar, mas se eu ligasse pra cada pessoa querendo me destruir, falando de mim e tentando me colocar pra baixo, eu não teria tempo pra ser a fabulosa eu. mwa hahaha

Janna: Sobre o competitivo, lembro que você teve uma passagem pela VTI. Você pensa em voltar para o competitivo em 2014?
Henry: Eu não sei sobre meu futuro, por enquanto pretendo terminar a faculdade. Adoraria trabalhar com o League of Legends, já recebi algumas propostas esse ano, mas é um meio complicado e sinuoso de se caminhar. Sim, sou apaixonado por E-sports, se um dia eu achar que vale a pena, não enxergaria problemas em ingressar no cenário competitivo brasileiro, já que conheço quase todos os jogadores envolvidos.

Janna: Você já pensou em fazer algo no cenário sem ser como jogador? Coach? Manager ou algo assim?
Henry: Ah, não diretamente, ser coach demanda tempo e dedicação, criar um novo time. Caso ocorresse oportunidade, eu daria melhor pra player mesmo. Opaaaa!

Janna: Entendi, falando em você como jogador. Você geralmente jogava muito como mid lanner  mas ultimamente você tem jogado muito na Jungle. Qual é a sua posição favorita hoje?
Henry: Confesso que estou completamente perdido nessa season 4, eu sempre joguei como jungler e support. Mas não consegui me adaptar ainda nessa nova fase do League of Legends, vou precisar me dedicar um pouquinho quando eu voltar a jogar ranked pra me manter no challenger nessa Season que entrou.

Janna: Teve alguma mudança que você gostou muito ou alguma que você não gostou?
Henry: Honestamente, gostaria da minha Season 3 de volta, hahahaha

Janna: Você ficou muito conhecido também por participar das streams de vários jogadores do competitivo e você parece realmente ser amigo de todos eles. Como surgiu essa sua amizade com o Kami, Manajj, Mylon, Brtt e outros?
Henry: Bom, muito deles eu tenho contato tem muito tempo, há muito tempo, eram raror brasileiros de elo alto nas primeiras seasons, quando jogávamos todos no NA. Eu era um deles, acabamos nos conhecendo nos skypes/team speaks da vida. Já tinha uma vasta experiência com DOTA, comecei em 2002 (Eu sei, eu sei. Sou muito à toa desde fedelho), e pra mim foi fácil me adaptar ao League of Legends.

Janna: Eu lembro que você era um grande Fã da Karma. Sente saudades da Karma antiga?
Henry: Sim, muita. Eu tenho ligação por champions não populares (impopulares) e não convencionais, me destacava com eles.

Janna: Hoje, qual é o seu preferido?
Henry: Twitch e Fiora, já que eu tenho uma mania retardada de ficar imitando os personagens, falar suas frases enquanto jogo, esses 2 aí são os que eu mais gosto de imitar/jogar

Janna: Tem algum Player que você gosta bastante? Seja pelo gameplay ou pelo carisma.
Henry: Se eu disser que gosto do Snoopeh pelo carisma vai ficar muito forçado? Hahahahaha, eu sempre gostei da M5. Mas de todos os players que eu já segui, Madlife e Toyz são os meus prediletos!

Janna: Gostaria de deixar algum recado pra galera que tá lendo a entrevista?
Henry: Quero mandar um bj p minha mae meu pai especialmente p vc e p sasha e dizer que adorei estar no seu programa.
Criticas não me abalam e elogios não me iludem, sou o que sou e não o que dizem bjs juh˜˜ SAUDADES ORKUT
Haha, to brincando, quem tiver interessado em conhecer meu trabalho e saber um pouco mais sobre mim, to disponível na minha página, respondo sempre que consigo!

Para curtir a página do Henry basta clicar Aqui.

Ficamos por aqui pessoal, agradeço ao Henry pela participação! Vejo vocês segunda que vem!

 

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