Dois mapas, 32 rodadas, 3 bombas detonadas, 8 desarmes e 184 eliminações. Foi isso que a FURIA precisou para vencer a Envy no minor das Américas e avançar ao seu primeiro major na curta história da organização.

“Era uma sensação estranha, uma mistura de estar nervoso e confortável, e quando a gente abriu sete, oito a zero no primeiro mapa, logo pensamos que era nosso. Foi muito emocionante e eu fiquei muito feliz” disse VINI, com orgulho, sobre a classificação para a IEM Katowice 2019, sua maior conquista no CS:GO.

Vinicius de Almeida Figueiredo nasceu na cidade de Santos, litoral paulista, no dia 20 de maio de 1999. Com quatro irmãos no total, somando os filhos dos três casamentos diferentes que seus pais divorciados viriam a ter, VINI, como seria conhecido no futuro pela comunidade de Counter-Strike, era um jovem comum, que se interessou logo cedo por informática, programação e principalmente por videogames.

Com o sonho de ser desenvolvedor de jogos quando era mais jovem, Vinicius começou a construir uma relação com os videogames muito cedo em sua vida. Apresentado por seu pai, Marcio, quando ainda tinha quatro anos de idade, o primeiro jogo que VINI teve contato foi coincidentemente um conhecido mod de Half-Life, CS 1.5, porém, por ser muito novo, não conseguia assimilar muito o que acontecia – em suas próprias palavras, “vegetava no server”.

Fortemente influenciado por seu pai, que também era apaixonado por videogames, Vinicius passou a jogar ativamente SWAT 4 aos seis anos de idade, um FPS que tentava replicar as operações táticas do grupo especializado de mesmo nome da polícia norte-americana.

“Meu pai tinha um servidor de SWAT 4 e ele criou um clan. Para você ter uma ideia, tinha cinquenta membros e era uma loucura. Era eu e meu pai até cinco da manhã jogando no final de semana”

Mesmo jogando SWAT 4 por um bom tempo, Vinicius diz que o principal jogo de sua infância foi Call of Duty, mais especificamente do período entre o CoD 4 e o Modern Warfare 3, que também jogava junto com seu pai. Foi nesse meio tempo que VINI voltou a jogar, dessa vez de maneira bem mais consciente, a série Counter-Strike.

“Comecei a jogar CS por gostar de CS em 2007, quando meu pai me deu um CD do Source que eu ainda tenho em casa. Você botava o DVD, baixava a Steam e vinha Day of Defeat, Half-Life 2 e o Source, mas eu só gostava do CS. Eu acho que tenho 700 horas basicamente jogando surf e zombie mode”

Seu tempo no CS: Source, porém, duraria pouco. Após um ano, Vinicius decidiu parar de jogar para retornar ao Call of Duty e outros jogos como ARMA e Rainbow Six. Apaixonado por FPS, VINI também diz ter deixado o computador de lado por aproximadamente quatro anos, e migrou para os consoles, onde ele achou que seria melhor para eventualmente competir no CoD.

“Eu sabia que tinha competição [de Call Of Duty] nos consoles e eu queria ser bom no negócio. Não era uma coisa que eu pensava em ter uma carreira como é possível hoje, mas era uma coisa que eu gostaria de ser bom”

Após anos jogando CoD, Vinicius comprou o jogo que viria a mudar sua vida completamente, Counter Strike: Global Offensive. A compra foi efetuada em 2013, um ano após o lançamento oficial. VINI diz que não adquiriu o CS por escolha própria e sim por influências de amigos.

“Você se lembra do DAY Z? Eu jogava com um grupo de colegas e um deles falou que o CS:GO tinha sido lançado, e que estava baratinho pela promoção de natal, e disse para comprar. Minha Steam na época já tinha uns 100 jogos, porque não ter mais um? Então peguei mais um”.

“Lembro de jogar meus primeiros matchmakings e minha md10. Minha primeira patente foi Ouro 4 e esse meu colega era Ouro 1, ele ficou louco por ter pego uma mais alta (risos). Esse meu amigo e eu criamos um time para jogarmos em uma liga chamada XLG, ligas bem amadoras, e foi daí que eu comecei a ter o gosto de jogar o jogo em time”

O INÍCIO DA CARREIRA

Foi a partir deste momento que Vinicius passou a jogar CS:GO de forma diária e bastante ativa. Melhorando cada vez mais e se destacando dentro dos servidores, foi chamado em 2014 para participar de seu primeiro time profissional, o TO THE TOP, que disputava as ligas da Games Academy.

“A gente disputava as ligas da GA. Lembro da gente ganhando os playoffs da segunda divisão para a primeira em 2015, e eu dando um boom nos meus números. Acho que meus companheiros me colocavam na role de tentar ser o star player do time”.

“Eu tinha 16 anos e os caras tinham tipo 25, e nisso eles foram falando que era muito bom e tinha que continuar e em 2016 a gente foi contratado pela Pichau, e nessa época eu já estava pensando que eu podia ser bom nisso”.

Com sua carreira profissional como jogador de CS começando a tomar forma, Vinicius ainda tinha que resolver sua situação acadêmica e familiar. Além dos estudos pela parte da manhã – que duravam das 7h até 12h – , VINI ainda trabalhava na loja seu avô pela parte da tarde – 13h às 17h -, reservando a noite para os treinamentos e jogos, geralmente das 20h até 1h.

Antes de jogar por uma equipe com patrocinadores, VINI tinha dificuldades de explicar para sua mãe, Andrea, como funcionava tudo o que estava acontecendo e tentava fazer acordos em relação às notas da escola para pode ficar acordado até tarde treinando. Com a entrada na Pichau as coisas ficaram mais fáceis e ela passou a entender um pouco mais que o CS tinha potencial para crescer.

Por incrível que pareça, seu pai não gostava muito da ideia de ver seu filho atuando profissionalmente, preferia que ele fizesse uma faculdade e não via futuro no CS pela falta de investimento na modalidade.

Após terminar a escola, Vinicius realizou o pedido de seu pai e ingressou na faculdade de Análise de Sistemas – porém seguia focado em competir no CS:GO.

“Foi o semestre mais louco da minha vida. Eu estava na T Show na época depois de sair da Pichau e a coisa ficou bem mais profissional, estávamos participando das Ligas Pro e campeonatos grandes e precisávamos treinar bastante. Era outra rotina, recebíamos salário e tudo mais. Não era só mais um joguinho”.

Continuando com uma rotina mais pesada ainda, Vinicius deixou de lado as poucas horas de descanso que tinha após os compromissos na loja de seu avô para treinar ainda mais. Passou a ir para a cama às 2h ao invés de 1h, totalizando oito horas de treinos diários.

“Era muito cansativo, eu dormia quatro, cinco horas por dia e acabava dormindo no ônibus, na aula (risos). Um lado sempre acaba ficando mais fraco, e o que mais foi afetado foi a faculdade. Eu fazia o necessário para passar e só.”

O PROJETO DA FURIA

Um período depois, em agosto de 2017, VINI faria a decisão mais importante da sua carreira até então. Seguindo o projeto da criação da FURIA eSports, apresentado por Nicholas “guerri” Nogueira, Vinicius decidiu trancar a faculdade e rumar a Uberlândia, Minas Gerais, para morar na gaming house da organização e transformar o CS em sua única e principal atividade.

“Fui conhecer o projeto com o Jaime [CEO] e o Akkari [investidor] e a primeira line da FURIA que era spacca, caike, guerri e prd. Eu lembro que foi uma oportunidade muito boa para mim, porque eu pude chegar e mostrar para minha família o que estava acontecendo: ‘olha quem ta querendo me contratar, olha o plano que a gente tem e tudo mais (risos)’”.

Sua família de início não gostou da ideia, principalmente seu avô, que não via futuro no projeto.

“Quem resistiu bastante na época era meu avô, porque é difícil para ele entender como que funciona tudo isso, e ele sempre achou que era uma má ideia trancar a faculdade. Hoje em dia ele vê que deu certo e aceita, vê que eu estou feliz e apoia. Não tem ninguém na minha família que não me apoie”.

A despedida não foi algo fácil para a família de VINI. O projeto da FURIA tinha como ideia original ter uma gaming house em São Paulo, porém por questões de logística aconteceu a mudança da localização. Agora ele teria que se mudar para Minas, muito mais longe do que planejado.

“Foi meio que um choque. A ideia principal era para morar em São Paulo, que fica a uma hora da minha casa, mas por logística e tudo mais a gente foi para Minas. Deu uma pesada virar para minha mãe e falar que eu ia trancar minha faculdade e ir para outro estado. Mesmo com tudo isso ela sempre me apoiou bastante e nunca me prendeu. Ela apoiou eu pegar essa oportunidade e querendo ou não era 10 horas de ônibus e era só eu pegar um deles no fim de semana e voltar para casa “

Os primeiros meses de Vinicius na FURIA foram de adaptação. Sem conhecer nenhum dos outros quatro integrantes de sua equipe, e vivendo uma realidade totalmente diferente de qualquer outra que ele já havia vivenciado, VINI viu a line-up mudar diversas vezes desde sua chegada.

Aproximadamente seis meses após sua entrada na FURIA, a equipe não vinha conseguindo ter bons resultados, e costumava sempre bater na trave, e após alguns problemas internos, VINI foi movido para o time academy da organização.

“Me afetava muito ficar longe da família. No dia de uma das nossas derrotas eu tinha comprado passagem para casa e tinha autorização do time para voltar pra Santos, e hoje eu acho que tomei uma atitude meio ruim. O clima estava ruim na casa, gente querendo ver como resolver aquela situação, e eu, na época, já estava irritado com tudo que estava acontecendo. Eu fui [para Santos] mesmo com a decisão sendo retirada após a derrota. No dia seguinte eu só vi a mensagem de que eu não queria estar ali e que eu não queria estar no time e fui removido”.

“Era janeiro e eu não queria ficar parado, e eu sabia que não tinha como eu voltar para o time agora, mas eu também sabia que o Jaime gostava de mim, então perguntei se tinha algum lugar para eu ir e fui colocado no time academy.”

A passagem de VINI pelo time academy duraria muito pouco. Após vencer a Liga Principal e subir para a Liga Pro, novamente a line-up principal da FURIA estava se reformulando, e por pedido de Jaime, VINI subiu ao lado de Kaike “kscerato” Cerato – jogador que Vinicius não conhecia antes de atuar junto.

Além disso, guerri, um dos jogadores da primeira line-up da FURIA foi movido para posição de treinador, e o quinteto que dominaria o Brasil no primeiro semestre de 2018 foi formado com Yuri “yuurih” Gomese, Andrei “arT” Piovezan, Guilherme “spacca” Spacca, kscerato e VINI.

Ao longo dos primeiros seis meses do ano, a FURIA venceu diversos campeonatos, como as Ligas Pro de abril e maio, GG BET Ascensão e a primeira temporada da Aorus League, se firmando como o melhor time atuando no Brasil.

“Para ter uma noção, nos nossos primeiros dois meses de line, eu venci meu primeiro título da carreira no CS e foi um grande hype para a gente. Toda derrota que a gente teve antes disso foi muito importante pro time, e o que mais fez a gente evoluir para chegar nisso foram nossas derrotas. Primeiro veio a Aorus, depois as Ligas Pro e outros campeonatos, e a gente virou um time muito forte”.

Mesmo dominando o cenário nacional, a FURIA teve que passar por duas experiências dolorosas quando encarou adversários um pouco superiores ainda no Brasil. No qualificatório sul-americano para a ESL One Belo Horizonte 2018, o time acabou sendo derrotado na final para a antiga Não Tem Como de João “felps” Vasconcellos e Lincoln “fnx” Lau por 3 a 2. 

“Eu me lembrei do round da derrota aqui. Estava 14-14 na Nuke e deixamos escapar. O jogo foi muito pegado e o nervosismo bateu. Foi uma das derrotas mais difíceis para gente, perdemos para um forçado na penúltima rodada e isso abalou. Essa derrota pelo menos nos preparou bastante para os outros campeonatos”

Outra derrota que ficou na cabeça de VINI foi para a Sharks, na final da LA League, lan que deu uma vaga para a ESL Pro League Finals, novamente perdida nos detalhes.

“A gente estava muito confiante com o nosso map pool, e eu lembro que começamos meio desligados, com os caras sempre abrindo um placar elástico e nós correndo atrás. Os mapas foram bem próximos, com dois 16-14. Acredito que se nosso time fosse um pouco mais experiente e conseguisse lidar melhor mentalmente a gente teria conseguido a vaga”.

IDA PARA OS EUA

Em junho de 2018, a organização anunciou que iria passar a competir nos Estados Unidos buscando desenvolver mais seu jogo, um passo gigantesco na carreira de Vinicius e de todos os integrantes da FURIA. A equipe seguia o caminho de times como MIBR, Luminosity Gaming e Team oNe, e passava a jogar contra um nível acima do que o apresentado no Brasil.

Sair do Brasil para competir viria com uma tarefa muito difícil para VINI, dizer a sua família que mudaria de país e se afastaria mais ainda deles, algo que o afetou bastante.

“Foi chocante né, eu virar para minha mãe e falar que eu não sabia em quanto tempo eu voltava. Teve muito choro e foi um mês muito dramático. Eu lembro no aeroporto, de estar pegando o avião e olhar pro lado pro guerri e eu estar chorando sentado porque estava indo embora.”

Logo na sequência, a FURIA foi jogar seus dois primeiros campeonatos presenciais já no exterior, a Zotac Cup NA, na Califórnia, e o minor das Américas em Londres. Essas foram as primeiras experiências de VINI fora do Brasil.

Nos Estados Unidos, o time acabou indo muito bem na competição, eliminado equipes como compLexity Gaming e eUnited, e sendo vice-campeã ao perder a grande final para a Ghost Gaming.

“A gente chegou no campeonato e já se animou pra caramba com a estrutura em comparação com o cenário que a gente estava vivendo antes, principalmente o hotel (risos). No campeonato em si a gente pegou só as pedradas, e eu lembro de estarmos muito confiantes mas não naquela pressão de que precisávamos ganhar, porque não éramos os favoritos, só precisávamos dar o nosso melhor”.

“O campeonato deu um hype no time, foi ali que a gente viu que a gente era bom, que podíamos jogar pau a pau com o mundo inteiro”.

Após o vice, a FURIA foi para Londres jogar o minor das Américas e teve um resultado muito ruim, terminando na última colocação. Para VINI, essa derrota aconteceu por problemas fora do jogo, já que a cabeça não estava no lugar nesse momento, o que acabou prejudicando a performance.

“O fator da nossa derrota foi totalmente outgame, tivemos problema de time, coisas que a gente não pode falar. Foi horrível perder aquilo porque a gente veio de um hype enorme da Zotac e no final fomos espancados (risos)”.

Com o retorno para os EUA, a FURIA teve que passar a jogar qualificatórios abertos de diversos campeonatos, além da ESEA Advanced, a terceira divisão da ESL Pro League, uma época que Vinicius detesta até hoje.

“Tiveram duas derrotas que eu lembro que foram ridículas de ruim. Quando a gente perdeu para um time chamado fam143 em md3, meu deus do céu, foi o famoso ‘o que a gente está fazendo nos EUA? (risos)’. A gente estava no hype de vencer times como eUnited, compLexity e tal, pensando que a gente era bom, e vinha essas derrotas contra essas equipes”.

SAÍDA DO SPACCA E ENTRADA DO ABLEJ

No dia 2 de outubro de 2018, a última mudança na line-up da FURIA até o presente momento foi feita. Um dos membros mais antigos da organização, spacca, deixava o time para a entrada de ableJ, que fazia parte da equipe academy.

“Foi por falta de resultado, foi difícil ir para fora e não conseguir nada, nem um qualificatório para um campeonato grande e nem a ESEA Advanced. Foi uma temporada difícil e conturbada, porque queríamos mostrar para nós mesmos que a gente era bom o suficiente para estar aqui”.

“A adição do ableJ veio pela academy. Quem foi mais responsável por isso foi o Jaime e o guerri. Eu não conhecia ele. Por questão de contrato e multa era muito mais fácil pegar um jogador nosso. De todos os nomes, ele era um dos melhores.”

O MINOR DAS AMÉRICAS

Após um período de adaptação do novo jogador da FURIA, os resultados passaram a vir e a equipe teve uma melhora nítida em suas performances, o que culminou na vaga mais importante que o time poderia conquistar: a do minor das Américas.

A FURIA teve uma preparação intensiva para o campeonato. O time decidiu não retornar para o Brasil nas férias, pulando celebrações como Natal e Ano Novo para ficar treinando nos Estados Unidos, e além disso, fez um bootcamp de uma semana na Europa.

“Se classificar para o minor foi a vitória mais impactante para o time e foi o que nos deixou mais motivados e fortes no coletivo. Foi nossa vitória mais importante com toda a certeza”.

“[O bootcamp na Europa] foi a semana mais produtiva que a gente já teve em tudo. Treinos, conversa de time, como a gente ia jogar, o quão confortável estava cada um em sua posição. A gente se sentiu muito preparado. Treinamos contra Astralis, FaZe, Na’Vi e foi uma experiência única”.

A campanha da FURIA no minor foi excelente e a equipe conseguiu se classificar para o primeiro major de sua história, a IEM Katowice 2019. Passando em primeiro na fase de grupos, o time chegou à winners finals contra a NRG Esports, mas acabou sendo derrotada por 2 a 0, porém ficou com a segunda vaga ao vencer a Envy também por 2 a 0.

“A gente estava super confortável com os times que a gente ia enfrentar. A única equipe que sabíamos que seria pedreira era a NRG. Sabíamos que com os resultados que estávamos tendo nos treinos a vaga ia vir. E ela veio”.

“A Envy sempre foi um time que a gente se sentiu muito confortável de jogar contra, nosso estilo de jogo sempre encaixou bem contra eles. Mesmo com o karrigan se adaptando muito bem com os caras, era muito difícil, com o pouco tempo que ele teve, mudar o time todo”.

O MAJOR

Com a classificação da FURIA para o major, a próxima etapa para o time seria jogar o New Challengers Stage, onde a equipe enfrentaria times bem superiores como Ninjas in Pyjamas e Cloud9.

Os brasileiros tiveram um início ruim no torneio ao perder para a NiP e AVANGAR, caindo para 0-2 logo de cara.

“Meu primeiro round na partida contra a NiP, eu apertei tab para ver o scoreboard e tinha 400 mil pessoas assistindo, e o nervosismo bateu muito forte. Os caras rusharam B em mim e eu não consegui matar nenhum”.

“Já a partida contra a AVANGAR, meu amigo… (risos). Essa derrota doeu, mas nós não tínhamos tempo para sentir ela”.

A recuperação veio contra a Team Spirit, onde a FURIA venceu por 2 a 0, conseguindo uma sobrevida no torneio.

“Nos sentimos confortáveis de jogar contra a Spirit porque tínhamos encarado eles na We Play na semana anterior. Acabou ajudando bastante”.

O último jogo da FURIA no major foi contra a Cloud9, onde a equipe acabou sendo eliminada ao perder por 2 a 1, dando adeus a competição.

O PRESENTE E O FUTURO DA FURIA

Após o major, a FURIA voltou para os Estados Unidos com uma excelente experiência e tinha agora como principal objetivo se classificar para o maior número de campeonatos possíveis. E, em pouco tempo, os resultados já estão aparecendo.

Em três meses e sem muitas dificuldades, a equipe brasileira foi a grande campeã da 30ª temporada da ESEA MDL norte-americana de forma invicta. A FURIA também garantiu uma vaga para a DreamHack Masters Dallas 2019, mostrando que seus feitos na Polônia não aconteceram por acaso.

Além disso, a equipe entrou no top 30 do ranking da HLTV e atualmente se encontra entre as vinte melhores do mundo. VINI não esperava que essa evolução acontecesse de forma tão rápida.

“Por incrível que pareça, o time teve uma conversa onde falamos que era possível em seis meses conseguir pegar top 30, já tínhamos isso na cabeça. Era uma ideia né, não achávamos que íamos chegar tão rápido, mas quando acabou o minor e batemos o olho lá , caímos top 22. Foi muito bom”.

“Pelo mesmo lado que é bom estar no ranking também é ruim, porque triplicou o que vai ter de time estudando a gente para tentar nos vencer”.

Outra coisa que veio com o sucesso da FURIA, foi seu primeiro convite direto para uma grande lan internacional. Os brasileiros foram chamados para disputar a DreamHack Open Rio, e Vinicius mal pode esperar para encontrar a torcida.

“Para a gente em time, a DreamHack Rio é o major e queremos sair de lá com a vitória. Representar o Brasil no nosso próprio solo é o que a gente mais gostaria de fazer. É um campeonato que a gente está esperando muito para poder participar”.

“Esperamos jogar em frente a torcida e sentir uma emoção que a gente nunca sentiu. Acho que a torcida vai com a gente, porque hoje a fanbase está mais do nosso lado”.

Vinicius de Almeida Figueiredo tem apenas 19 anos e uma grande carreira pela frente. O jovem que cresceu ao lado dos jogos e que sonhava em ser desenvolvedor trilhou outro caminho, e vem evoluindo gradualmente junto de sua equipe rumo ao sucesso mundial no Counter-Strike. Conhecido por fãs e companheiros como VINI, o garoto de Santos tem o potencial para crescer cada vez mais dentro do jogo, e se tornar um dos melhores brasileiros que já entraram em um servidor de CS.