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A Blizzard anunciou, na última terça-feira (7), o novo formato para as suas competições no ano de 2020. Com novidades que vão do formato da Grandmasters, aumento do número de Masters Tours e a entrada da ESL e DreamHack como co-organizadores dos torneios, as mudanças prometem dar um gás no competitivo da modalidade. O Mais Esports conversou com a jogadora e caster NaySyl que falou a respeito das alterações no cenário.

NaySyl é casters e jogadora profissional de Hearthstone. Foto: Reprodução/Blizzard

Uma mudança significativa é o aumento do número de competições da Masters Tour. Antes com três competições e agora com seis, os jogadores têm mais oportunidades ao longo da temporada para se mostrarem. Segundo NaySyl, as poucas competições e oportunidades eram reclamações frequentes dos profissionais da modalidade. “Uma das maiores reclamações do ano passado era a falta de campeonatos e menos oportunidades para inserção no competitivo”, falou ao Mais Esports.

Segundo a jogadora, essa mudança é benéfica em diversos sentidos para o cenário como um todo. O aumento de transmissões, segundo NaySyl, pode fazer com que jogadores se sintam influenciados, de maneira positiva, a ingressar no competitivo de Hearthstone e as transmissões ajudam aos jogadores a estudarem seus possíveis adversários.

“Tendo em vista que serão mais campeonatos a serem transmitidos – sem contar as transmissões semanais da GM -, ajuda na percepção de quem quer entrar no competitivo ver o campeonato e o nível do que o aguarda”, comentou.

Além disso, a caster afirmou que com mais campeonatos Masters Tour, os jogadores podem escolher o evento que mais lhe agrade de acordo com a localização que ele será realizado. “[O aumento de campeonatos da Masters Tour] ajuda a quem quer ingressar ou testar suas habilidades em alguma Master que mais lhe convenha, seja pela localização, pelo lugar que fica mais acessível na questão monetária ou por outros fatores”.

A questão também é boa para as organizações e jogadores em geral. Para NaySyl, a questão monetária também fica em alta. Com mais campeonatos, a chance de premiações totais maiores aumenta e o faturamento, por consequência, também. “Aos que vivem disso e tem um time ou patrocinador que arque com as viagens, duplica as chances de fazer dinheiro a depender de seu desempenho”, afirmou.

O Grandmasters também teve uma mudança, mas pequena. O formato mudou apenas na primeira semana de torneio: agora os 16 jogadores vão jogar contra si disputando pontos e, com base em sua classificação, serão definidas as divisões de cada uma das regiões. NaySyl fez um resumo dessa nova fase da Grandmasters e ainda falou sobre os benefícios dessa alteração.

“Ainda não há infos de como funcionará efetivamente, se o formato será conquista ou last hero standing, somente que os jogadores agora ao invés de serem divididos em dois grupos, jogarão uns contra os outros em primeiro lugar e depois os melhores irão para uma “divisão A” e as piores performances irão pra uma “divisão B”, e haverão mais rebaixamentos na sessão com pior desempenho”.

Apesar de, segundo a caster, não ser anunciado as mudanças por completo, NaySyl é otimista enquanto as mudanças anunciadas pela desenvolvedora à próxima temporada. “Essa mudança é positiva em dois sentidos: da mais um “Q” de competição e se torna mais atrativo pra quem assiste, e também faz com que os próprios jogadores se apliquem mais pra irem melhor. E também aumenta, um pouco, as chances de quem está competindo nas Masters Tours de entrar na GrandMasters.

NaySyl também falou a respeito da chegada de grandes organizadoras de campeonatos de esporte eletrônico no mundo, a ESL e DreamHack. Segundo a jogadora, essa é uma mudança no cenário competitivo de Hearhtstone. “Achei super positiva [a parceiria da ESL e DreamHack com a Blizzar], tendo em vista que a DreamHack sempre foi uma das maiores organizações de torneio de Hearthstone desde o início do competitivo. E a ESL também, sempre com torneios “menores” e que sempre fomentaram o competitivo ao redor do mundo”, concluiu.