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Foi divulgado na última terça-feira (3) uma campanha do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos (MMFDH), ligado ao Governo Federal, que afirma que os jogos online podem afetar a capacidade de raciocínio e com isso a diminuição da massa cinzenta cerebral.

A campanha, chamada Detox Digital, foi divulgada por meio de um vídeo no Twitter oficial do MMFDH e tem como objetivo fazer com que a população passe mais tempo desconectada do mundo digital.

Para convencer a sociedade de aderir a campanha, a pasta se utilizou dos games para encabeçar a iniciativa. Para basear seu estudo, o Ministério afirmou que um estudo com jovens que passaram seis semana jogando foi realizado e a conclusão da pesquisa foi de que os games afetam o controle de impulsos e a tomada de decisões, segundo o órgão governamental.

No entanto, a fonte divulgada pelo MMFDH não pôde ser verificada uma vez que o link disponível envia o usuário direto para a página da National Center for Biotechnology Information (NCBI) e não ao estudo específico.

O que se acha é uma pesquisa realizada pela Zhejiang Normal University, na China, sobre as alterações de densidade da massa branca e cinzenta do cérebro em viciados em jogos. O estudo conclui que os indivíduos que possuem a doença de vício em games “apresentam densidade significativa mais baixa da massa cinzenta”.

O problema é que a campanha do Ministério não faz a distinção entre as pessoas ditas normais e as que possuem a patologia do vício em jogos, o que contribui para possíveis equívocos dos brasileiros que visualizam a campanha.

No meio científico, há diversas pesquisas que provam que os videogames são benéficos para a saúde. Estudos afirma que os jogos podem auxiliar no tratamento da depressão e que a habilidade de jogadores em alguns jogos de estratégia podem ter relação direta com a inteligência do indivíduo.