A primeira fase do FACEIT Major 2018 de Counter-Strike: Global Offensive começa nesta quarta-feira (5). A fase “The New Challengers” conta com 16 equipes que disputam oito vagas para a próxima fase do torneio. O comentarista e analista Giovanni “gio” Deniz falou com exclusividade ao Mais e-Sports sobre as expectativas da MIBR na competição.

Giovanni “gio” Deniz fala ao Mais e-Sports sobre o que esperar da MIBR no FACEIT Major. Foto: HLTV.org

MAIS E-SPORTS: Quais são as expectativas para a MIBR no FACEIT Major?

GIO: Depende bastante da fase de grupos. A expectativa sempre é pra atingir o status de Legends, que é a maior pressão pra equipes desse calibre. Atingindo o Legends, e dependendo de como for a fase de grupos, as MD3 podem ser favoráveis para os brasileiros que já tiveram a DH Stockholm como um teste.

MAIS: Você acha que a MIBR tem chance de ser campeã do major?

GIO: Com o aprendizado da DH, e com uma crescente dentro do próprio torneio, com certeza, sim. Do TOP 10, quaisquer equipes têm chances.

MAIS: Em sua opinião, qual equipe é favorita ao título?

GIO: Astralis.

MAIS: Quais são as equipes que vem mais forte para disputar o título?

GIO: Astralis, FaZe, Mouz, MIBR e Liquid, sem dúvidas.

MAIS: Quais atletas tem chance de se destacar na competição?

GIO: FalleN (MIBR), Coldzera (MIBR), Magisk (Astralis), gla1ve (Astralis), device (Astralis), rain (FaZe Clan), NiKo (FaZe Clan),  s1mple (Natus Vincere), suNny (Mousesports), chrisJ (Mousesports), oskar (mousesports), smooya (BIG Clan), XANTARES (Space Soldiers), woxic (HellRaisers), ISSAA (HellRaisers), Nifty (Renegades) e NAF (Team Liquid).

MAIS: A MIBR é uma equipe em construção e muitos erros podem ser vistos nas partidas. Qual é o ponto que a equipe de Gabriel “FalleN” Toledo mais tem deficiência e tem que melhorar para fazer uma boa campanha na competição?

GIO: Como tivemos apenas dois campeonatos, e em ambos vimos uma evolução é difícil apontar a principal deficiência da equipe. Talvez moldar melhor a agressividade e variação de jogadas individuais. É um ponto que é muito forte, mas sofre um pouco no decorrer das partidas.

MAIS: E qual é ponto mais eficiente da equipe?

GIO: Sem dúvida nenhuma, a consciência de jogo dos atletas. Estão evoluindo bastante como time, e isso afeta diretamente nos bons resultados da equipe.

MAIS: A equipe, ainda quando era SK e com João “felps” Vasconcellos na formação, conquistou o 3º-4º no último Eleague Major. As adições de Jake “Stewie2K” Yip e Tarik “tarik” Celik na equipe pode fazer com que a MIBR conquiste uma melhor colocação?

GIO: A evolução do MIBR vem junto com evolução de pelo menos 4 das equipes do TOP 10 mundial. Não é fácil falar disso sem se atentar aos outros times. Acho que um 3º-4º nesse momento já seja uma ótima posição. Mas tudo vai depender de como caminhar a fase de grupos nas MD1.

MAIS: A equipe conta com três jogadores que conquistaram o mundo duas vezes e dois jogadores que são atuais campeões, esse fator pode ser determinante para uma boa campanha?

GIO: Sem dúvida nenhuma, o fator experiência conta bastante, mas com isso também vem a pressão. Nesse momento, o staff da equipe precisa estar atento as possíveis pressões pessoais dentro desses objetivos e procurar trabalhar isso nos atletas. Quem chegou lá, sabe o que é necessário, então com certeza vai ajudar bastante.

MAIS: Após a entrada do treinador Janko “YNk” Paunovic, a equipe mostrou uma grande evolução em pouco tempo. Nos dois torneios que disputou perdeu apenas dois mapas, quando foi eliminada pra Astralis na DreamHack Masters Stockholm. A contratação do treinador foi acertada por parte da MIBR?

GIO: Sem dúvida nenhuma, é a melhor contratação feita entre os últimos lances dos brasileiros, porque eles precisavam de uma visão externa. É nítida a evolução dos atletas, mas nem tudo se deve ao coach. Em entrevistas recentes, vimos como o time se conversa, como compartilham as mesmas visões, objetivos e opiniões. O time está alinhado e é isso que importa.

MAIS: Com YNk no comando técnico da equipe, o que esperar da MIBR, em termos táticos, nos confrontos do Major?

GIO: O mais importante: O uso dos pauses nos momentos-chave da partida. Um coach ajuda a enxergar a necessidade das pausas nos momentos críticos e quando vê que a equipe se perde. O ajuste tático se dá nos pauses mesmo, e nos planos de jogo, que são feitos antes das partidas, de acordo com cada adversário. Uma mudança simples de setups pode vencer uma partida.

MAIS: Qual é o ponto no qual YNk terá que trabalhar para a equipe ir bem na competição?

GIO: Acho que mais no pré-jogo. Pelo fato de ser o analista mais requisitado mundo a fora, o YNk conhece muito bem os adversários a serem enfrentados, justamente por atuar em praticamente todos os campeonatos de tier 1 mundial. Montar os planos de jogo da sua equipe, conhecendo as padrões e tendências dos outros vai ser de extrema importância.

MAIS: Como você vê hoje a MIBR em termos técnicos? Como estão os jogadores nesse momento pré-major?

GIO: Sinto a equipe muito bem preparada individualmente, coletivamente e psicologicamente. No atual sistema, sinto que o Fer vai ser bastante pressionado porque voltou a fazer a função de entryfragger primário, e vai morrer mais do que antes, e sabemos o quão chata é nossa comunidade em relação a jogadores que não estão com um KDR muito alto.

A MIBR, devido a classificação do último Major, quando ainda jogava com a tag da SK Gaming, entra direto na fase “The New Legends”. A fase conta ainda com a atual campeã Cloud9, além da FaZe Clan, fnatic, G2, mousesports, Winstrike e Natus Vincere.

A fase “The New Challengers” do FACEIT Major será realizada entre os dias 5 e 9 de setembro na cidade de Londres, capital da Inglaterra. Já a “The New Lengeds” ocorre entre os dias 12 e 23 de setembro no mesmo local, com uma premiação total de 1 milhão de dólares. Você pode acompanhar a cobertura completa da competição aqui no Mais e-Sports.