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A Liga Brasileira de Free Fire começará no próximo sábado (1), e a preparação das equipes para a grande estreia não para. Em entrevista ao Mais Esports, Joker, manager do time de Free Fire da RED Canids Kalunga, contou como está a preparação da Matilha para o início do campeonato.

Como estão as preparações e os treinos da RED para esse primeiro split da Liga Brasileira de Free Fire?

Nós temos tudo agendado e alinhado. Marcamos com os outros times nas salas com horários específicos para que todas as equipes que estão na Série A consigam participar. Cada treino tem uma duração de mais ou menos 3 horas. Nós jogamos as quedas e depois conversamos com o time inteiro e analisamos o que podemos melhorar para ficarmos mais preparados para disputar a Liga Brasileira.

A RED manteve a base do time que jogou a terceira edição da Pro League (Alemão, Morato, Madanza e Dexter). Quão importante é essa manutenção da equipe?

Hoje nós não temos interesse em fazer uma rotatividade no time. Nós vimos que eles [Alemão, Morato, Madanza e Dexter] tem muito potencial e sabemos que com esse time temos totais condições de sermos campeões. Eu não acho que tenha qualquer vantagem para nenhuma organização trocar jogadores com frequência. Então hoje a RED Canids opta por pegar as nossas estrelas e trabalhar para que consigamos chegar no resultado.

O que você achou dos planos da Garena para a Liga Brasileira?

Eu gostei muito do formato que a Garena fez. Será um formato de pontos corridos e isso gera uma competitividade um pouco maior, pois o torneio terá uma duração maior. Então dá tempo dos times se adaptarem, criarem novas estratégias, e com certeza os jogos que nós estamos esperando na LBFF serão diferentes dos jogos que vimos na Pro League.

A Pro League tinha um sistema muito mais rápido, então forçava as equipes a usarem estratégias mais rápidas, apenas para aquele número X de partidas. Agora que o campeonato vai durar mais ou menos uns 3 meses, a estratégia acaba mudando. Hoje a gente prefere muito mais conseguir chegar ao final do jogo, trabalhando o estilo Battle Royale, mesmo com poucas kills, do que buscar eliminações e nos arriscarmos muito no início.

Expectativa para a Liga Brasileira

A Liquid é uma organização muito grande e conhecida internacionalmente. Por conta da equipe ter uma estrutura muito grande, você acha que na LAN (presencial) isso vai afetar de alguma forma?

Eu acho muito importante esses times que estão vindo de fora entrarem no nosso cenário, pois isso valoriza muito o Free Fire nacional e tudo que nós trabalhamos para conquistar desde o início. Eu acho que todos irão jogar de igual para igual nessa competição, eu não acho que tenha um favorito, porque cada time tem sua própria estratégia, mas eu acredito que o público terá uma surpresa muito boa com relação a RED.

Na trocação, quais times você acha que são os mais complicados de enfrentar?

O Corinthians tem jogadores que no individual são muito bons nisso, e a LOUD tem players que no X1 se destacam bastante. A RED Canids também tem um bom potencial de X1. Nós temos jogadores muito agressivos.

O que você está esperando do ano do Free Fire no Brasil?

Em 2019, nós conseguimos bater todos os recordes de audiência, e eu não espero menos do ano de 2020. Eu acho que iremos bater nossos próprios recordes. Com toda essa estrutura que a Garena está montando encima da Liga Brasileira, novos usuários e influenciadores irão aparecer com muita força, e consequentemente, novos patrocinadores e times também vão chegar ao jogo.

Em 2019, a RED apresentou bons desempenhos, mas acabou falhando na fase presencial. O que você espera do ano da RED Canids no Free Fire?

Pelo que eu acompanhei da RED ano passado (2019), nossos jogadores tinham os pontos positivos e negativos muito aparentes, então sabendo os problemas do time, fica muito mais fácil de trabalhar. Desde que eu e o Kaiszera (coach) entramos na equipe, a gente vem conseguindo trabalhar para solucionar esses nossos problemas. A Alessandra (psicóloga da RED Canids Kalunga) tem nos ajudado muito com alguns deles, como o nervosismo, ansiedade, etc…

Mudança para a GH

Como está sendo morar em uma GH?

Essa é a primeira vez que nós [time] moramos em uma GH, mas essa mudança foi muito positiva para o time. Com a convivência que nós temos, a gente conseguiu criar uma amizade e a cada dia nos conhecemos mais. Nós estamos virando um grupo de fato.

Qual está sendo a principal diferença de morar em uma GH?

Agora que todos estamos juntos, fica muito mais fácil de cobrar um treino. Antes nós dependíamos de celular, e muitas vezes não tínhamos o controle da agenda de cada jogador. Fora que o entrosamento da equipe ficou muito maior, até pelo fato de nós estarmos criando uma amizade e o time estar muito mais unido, isso faz toda a diferença.

Quem é o jogador mais tranquilo de se lidar na GH?

O player mais tranquilo é o Morato. Mesmo sendo o nosso menor de idade, ele tem uma experiência de vida muito grande, ele traz bastante aprendizado para o time inteiro.

Os influenciadores que estão na GH ajudam nos treinos do time profissional?

Atualmente nós temos 2 influenciadores morando na GH, que são o Vicente e o Pfonn. O Pfonn está disputando a Liga NFA com a equipe da RED Canids Academy e tem apresentado um ótimo desempenho. Eu não vejo problema algum em ele ajudar o time principal na Série A (da Liga Brasileira) ou continuar sendo influenciador, isso é uma escolha dele.