A INTZ ainda busca a consistência no CBLoL 2019. A equipe não está na parte de baixo da tabela mas também não consegue se manter no topo. Após a vitória em cima da KaBuM na última rodada, Diogo “Shini” Rogê e Guilherme “Mills” Uessler participaram da coletiva de imprensa, onde comentaram os pontos em que a equipe precisa evoluir, estratégia com o Karthus e muito mais. confira:

A coletiva da INTZ começa aos 5:15.

 

A INTZ encontrou seu ponto de equilíbrio para continuar evoluindo  e ir atrás do título? 

Shini: Eu acho que sabemos sim o que temos que fazer, mas esse ponto de equilíbrio não está certo ainda, temos muito o que melhorar, estamos mostrando que somos um time inconsistente pois sempre ganhamos uma e perdemos outra e normalmente de maneira muito desconexa, um jogo nós  tomamos stomp e no outro stompamos. Temos muito o que melhorar mas temos uma ideia boa do que temos que fazer para isso, o foco é sempre no título e o que precisar fazer para isso nós vamos fazer.

A possibilidade de flexibilizar o pick de Karthus influencia a estratégia da INTZ para esse jogo? 

Shini: Nós pensamos um pouco sobre isso sim, que o Karthus pode ir ADC, Mid ou Jungle, então colocar o Mills nesse jogo ajudou sim a gente ter uma pequena vantagem no draft já que eles não poderiam escolher algo tão cedo por não saberem onde o Karthus iria.

Como a INTZ está lidando com os diversos jogadores para cada rota? Existe uma rivalidade?

Mills: Eu creio que como temos dez jogadores atuando na casa fica bastante disputado para todo mundo, mas é uma disputa saudável. Em relação a quem vai entrar, depende do time e depende da estratégia, mas é muito mais focado na estratégia do que em relação a jogar melhor porque tem os dois tentando dar o melhor durante a semana para jogar.

Como foi lidar com a pressão do jogo de depender do bom desempenho do Aatrox e Karthus? 

Shini: Tinha sim essa certa pressão a mais, era mais em cima do Mills pois quem tomasse a bolha da Zoe iria acabar morto. No meu caso teve uma luta que eu tomei a ult do Urgot e morri, e esse era o único jeito que eu posso morrer porque ai tanto faz, eu vou estar no meio do time inteiro, eu só não posso morrer distante. Da minha parte o mais tenso era saber quando eu iria ou não ultar porque eles tinham a ult do Taric, Redenção e Zonias, então em diversos momentos eu pensava “será que eu ulto antes da luta começar pra pegar a ult do Taric? Será que eu espero ele ultar e depois eu ulto?”, então durante o jogo foi se desenvolvendo esse minimeta de quando o Karthus ultar o Taric vai ultar, então tiveram diversas vezes que o Taric ultava um pouco atrasado e minha ult pegava, então eu diria que teve um pouco dessa pressão a mais sim nos três carrys, porque Zoe é assim, você tomou um hit vai estar morto.

Essa prioridade já estava definida durante o draft?

Shini: Nós sabíamos que tínhamos um jungler que farma mais rápido, que é o Karthus, ele farma mais rápido qeu qualquer jungler do jogo, então não tínhamos esse plano de “ah vamos deixar o Envy forte”, era mais o Karthus escalando, sabíamos que nossa composição era muito boa para escalar e tínhamos lanes fortes também. O único diferencial do jogo foi o level um que atrapalhou a gente um pouco, mas no final ocorreu conforme o planejado e conseguimos fazer as coisas que queríamos fazer, por isso acabamos ganhando.

Como está sendo o revezamento com o Whitelotus?

Mills: Nesse quesito é mais por causa da língua, ele está aprendendo português, mas ainda dificulta em momentos chave do jogo, mas tanto eu quanto ele o time se adapta bem e se entrega bem na hora do jogo. Alguns momentos fica mais difícil, mas isso é mais um problema do time como um todo do que trocar uma peça ou outra.

O que a INTZ precisa melhorar para não acabar ficando no meio da tabela? 

Shini: Eu acho que focar na inconsistência e saber o porquê isso acontece, nós já temos uma odeia mais ou menos. Normalmente os jogos que perdemos nós já estamos perdendo feio muito cedo, tipo aos quatro minutos, então se nós focarmos em um jogo mais controlado, não arriscar tanto um 50/50 no começo do jogo para não desandar eu acho que nosso time roda melhor, nós temos uma ideia mais concreta do que temos que fazer quando cai as torres, quando chega no mid game e late game nós temos uma certa vantagem sobre os outros times, no early game somos um pouco pior ainda.

A possibilidade de ficar no meio da tabela incomoda a INTZ? 

Shini: Incomoda bastante porque já tem dois splits que eu jogo pela INTZ e acabo no meio pra baixo da tabela, então pelo menos nesse eu quero ficar em cima e não disputar para não cair ou ficar de férias mais cedo.

A aparente evolução da KaBuM surpreendeu a INTZ de alguma maneira? 

Shini: Eu acho que não teve surpresa, a KaBuM começou mal sim mas continua sendo o time que foi campeão, um time bom. O que mais surpreendeu nesse jogo foi o draft, claramente eles já esperavam fazer isso contra um time que pegasse Karthus, então eles teriam o Olaf de Redenção, pegaram o Taric cedo, claramente era uma composição para jogar contra o Karthus. Se alguma coisa nos pegou de surpresa foi o Draft e não o nível deles porque sabemos que são um time muito forte.

Qual a opinião de vocês sobre o desempenho da KaBuM?

Mills: Eu creio que eles são um time muito forte, são os últimos campeões. Eles estão tentando se adaptar ao que está acontecendo no jogo e tentando se resolver entre eles, mas é um time muito forte e tem jogadores ótimos, o campeonato é longo então eles ainda tem um bom tempo para conseguirem se recuperar.

O próximo jogo da INTZ será contra a Uppercut no dia 02 de fevereiro. Você pode acompanhar a cobertura completa do CBLoL 2019 aqui Mais Esports.