João “Muringa” Deam, jogador de Rainbow Six: Siege (R6) pela FaZe Clan (Foto: Divulgação/Ubisoft)

Mais uma vez, a FaZe Clan se classificou para um campeonato presencial de Rainbow Six: Siege. A final da Pro League, campeonato mundial da modalidade, acontecerá nos dias 17 e 18 de novembro, e reunirá os dois melhores de cada região competitiva oficial para se enfrentar no Rio de Janeiro em busca do título mais importante do R6 internacional.

Durante a temporada 8 da Pro League, iniciada em junho de 2018, a FaZe foi dominante. Foi de dez vitórias — sendo oito delas consecutivas — e dois empates o saldo do time que garantiu a vaga na final ainda na 12ª rodada, fazendo com que os jogos seguintes servissem apenas como confirmação da liderança isolada.

Em entrevista ao Mais e-Sports, o jogador João “Hsnamuringa” Deam, ou apenas Muringa, comentou a campanha. “Foi uma boa campanha, mas poderia ter sido melhor se o nível estivesse superior, como foi nas temporadas passadas”, cravou.

FaZe em campeonatos internacionais

Apesar do bom desempenho na liga regional, a FaZe vem de resultados fracos internacionalmente. Em 2018, foram três campanhas abaixo do esperado em mundiais — no Six Invitational, a derrota contra a Evil Geniuses marcou a queda da equipe nas quartas de final. Na Pro League 7, a equipe se prontificou e se classificou para a final, mas caiu também nas quartas para a Millenium. No Six Major Paris, em agosto, a FaZe não passou da fase de grupos, assim como a Team Liquid e a Immortals, representantes brasileiras ao lado da NiP.

Sobre as campanhas, Muringa deixa claro que a insatisfação não se restringe à torcida, se estendendo principalmente ao time. “Nessa temporada, buscamos nos reencontrar após o Major, visto que não fomos tão bem até a mid season”, relembra. O plano aparenta ter sido efetivo, visto que as derrotas foram raras nas últimas etapas da Pro League.

Buscando justificativa para o desempenho abaixo do esperado, o jogador cita a base antiga da equipe. “A nossa antiga base já estava saturada, não vinha há tempos com o clima e sintonia necessários e que possuímos atualmente. Isso é algo primordial para ter um bom desempenho nos campeonatos”, opina.

No entanto, a equipe aparenta confiança de que as estratégias utilizadas para alcançar o topo da Pro League LATAM sejam suficientes para a final mundial, e Muringa afirma que não haverá mudanças expressivas para a disputa do torneio presencial. “Vivemos um bom momento e acredito que seja apenas questão de analisar as demais equipes para termos um bom resultado.”

Final da Pro League no Rio de Janeiro

As equipes brasileiras disputarão o presencial em casa mais uma vez — em 2017, a final da temporada 3 foi em São Paulo, na Mega Arena X5. Os oito finalistas da Pro League 8 se enfrentarão na Jeunesse Arena, no Rio de Janeiro, com presença da torcida. “Será algo único”, afirma Muringa sobre a possibilidade de jogar acompanhado dos fãs brasileiros.

“Diferente do que já tivemos no passado, este ano o suporte oferecido ao evento é gigante em relação a edição anterior realizada no Brasil. Será ótimo ter o apoio da torcida, pois é algo que realmente impacta durante os jogos. Ver o público gritando o seu nome e incentivando a ganhar cada round, é algo indescritível”, relata o jogador.

À torcida, Muringa deixa um recado e um pedido: “Continuem torcendo conosco, vocês são a nossa inspiração durante os campeonatos e não há nada melhor do que ver o sorriso e apoio de vocês”, finaliza.


A FaZe Clan voltará a jogar na Pro League no dia 17 de novembro, primeiro dia dos playoffs. A adversária da equipe nas quartas de final será a Mock It, seed 2 da PL Europeia. A segunda representante brasileira será a Immortals, que jogará no mesmo dia contra a também europeia G2 Esports.

Acompanhe a cobertura dos campeonatos de Rainbow Six: Siege nos canais do Mais e-Sports no Twitter e Facebook!

Veja também: Ao lado de FaZe, Immortals se classifica para final da Pro League; Black Dragons é rebaixada