O jogador de Dota 2 da Virtus.pro, Alexei “Solo” Berezin, pode não participar do EPICENTER Major em forma de protesto. Isso porque o atleta de 28 anos está cobrando uma postura da Valve sobre um caso de racismo envolvendo o francês Sébastien “Ceb” Debs.

O integrante da OG chamou seus companheiros de time em uma partida ranqueada de “animais esquizofrênicos russos”, “cachorros de terceiro mundo” e “vadias russas que venderiam suas mães por MMR.”

O incidente aconteceu na última quinta-feira (23), durante uma partida ranqueada do MOBA. Um dos companheiros de time de Ceb durante o jogo fez uma publicação no reddit, mostrando que após uma pequena discussão envolvendo quem pegaria o Égide do Imortal – item dropado pelo Roshan -, o francês começou com os ataques racistas.

Foto: reddit/sahami0303
Foto: reddit/sahami0303
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Foto: reddit/sahami0303

Horas após o ocorrido, Solo, que também é russo, se manifestou através de uma nota publicada em suas redes sociais. O jogador afirma que não participará do EPICENTER Major caso a Valve não tome algum tipo de atitude sobre o incidente.

“Eu gostaria de compartilhar minha opinião pessoal sobre o incidente de ontem envolvendo o Ceb”, escreveu. Animais esquizofrênicos russos, cachorros de terceiro mundo, vadias russas que venderiam suas mães por MMR. Esse não é o tipo de coisa que você devia falar mesmo que esteja frustrado”.

“Você não pode dizer essas coisas independente do que tenha causado sua reação. Eu tenho orgulho de ser russo e suas palavras me deixam sem palavras. Você não é um jovem jogador que pode sair por ai falando essas besteiras e não entender as consequências disso. Você faz parte desde jogo desde o início e você ganhou o respeito de muita gente, o que torna essa situação ainda pior”.

“Se os melhores jogadores do mundo fazem esse tipo de coisa, o que podemos esperar da nossa comunidade? Se realmente quisermos acabar com essa m**** de racismo no nosso jogo, eu acho que é a hora da Valve agir. Eu cometi erros no passado e fui punido por isso, mas sempre me mantive leal ao jogo. Eu acho que eu tenho direito de falar pela nossa comunidade e exigir justiça. De outra forma isso não passaria de hipocrisia”.

“Eu não participarei do EPICENTER Major, que acontecerá no meu país, a não ser que a Valve fale publicamente sobre esse caso e garanta transparência quando o assunto seja o racismo em nosso jogo”, finalizou.

Em um caso parecido que aconteceu em janeiro de 2019, o jogador filipino Carlo “Kuku” Palad, foi impedido de jogar o Chongqing Major após comentários racistas. O atleta da TNC Predator havia chamado de forma pejorativa um chinês de seu time de “ching chong” e após pressão da comunidade, a Valve interviu e proibiu sua participação no torneio.

O EPICENTER MAJOR E O DPC

O EPICENTER, último Major da atual temporada do Dota Pro Circuit, acontecerá entre os dias 22 e 30 de junho, na cidade de Moscou, Rússia. Serão dezesseis times batalhando pela premiação total de 1 milhão de dólares além dos 15 mil pontos do DPC.

Atualmente, oito das doze vagas diretas para o The International 2019 já foram preenchidas. Team Secret, Evil Geniuses, ViCi Gaming, PSG.LGD, Fnatic, Team Liquid, Ninjas in Pyjamas e a Virtus.pro de Solo já carimbaram suas idas para Xangai.

Além das equipes classificadas pelo Dota Pro Circuit, outros seis times ainda terão a chance de se classificar para o TI após o fim da atual temporada pelos qualificatórios regionais (América do Norte, América do Sul, Europa, China, CIS e Sudeste Asiático).