O penúltimo Minor da atual temporada do Dota Pro Circuit, OGA PIT, aconteceu no mês passado e a Majestic Esports foi a representante sul-americana no torneio. A equipe composta majoritariamente por peruanos surpreendeu o cenário competitivo ao conseguir chegar na quarta posição, na frente de times como Gambit, RNG e Forward Gaming.

Um dos principais responsáveis pela boa performance do time foi o capitão brasileiro Kaue “Dunha1” Camuci, um dos únicos intregrantes da Majestic que possuía algum tipo de experiência internacional – WESG 2016 pela T Show -, algo que ajudou bastante na opinião do jogador.

“Ajudou bastante para a gente sentir como é jogar fora de casa. É bem diferente porque você sai da sua zona de conforto e tem que lidar com a pressão ao vivo. Pode ter certeza que estamos prontos para outro [torneio internacional]”, comentou Dunha1 em entrevista ao Mais Esports.

FASE DE GRUPOS EXCELENTE 

Longe de ser uma das favoritas para conquistar o Minor, a Majestic surpreendeu vencendo grandes equipes na fase de grupos. Os sul-americanos bateram a vice-campeã do torneio, EHOME, e os norte-americanos da Forward Gaming, perdendo somente para os europeus da Alliance. Na opinião de Dunha1 nem sua equipe esperava um resultado tão positivo.

“Pra ser bem sincero a gente não esperava ir tão bem na fase de grupos. Eu não acho que eles subestimaram a gente, talvez podemos ter surpreendido tanto a EHOME quanto o restante dos times com um estilo de jogo agressivo e assim saindo com um resultado melhor”, comentou.

FORMATO DIFERENTE DO TORNEIO E ELIMINAÇÃO

Por ter terminado a primeira fase da competição em segundo lugar de seu grupo, a Majestic teve que enfrentar a favorita ao título, Ninjas in Pyjamas, em uma MD3 pela chave dos vencedores e acabou derrotada. Com o resultado, os sul-americanos foram para a chave dos perdedores, onde tiveram que encarar um formato diferente dos outros campeonatos.

Na maioria dos torneios do Dota Pro Circuit, somente a primeira rodada da chave dos perdedores é disputada em MD1, porém no OGA Pit Minor, todas as partidas exceto a final da chave seriam disputadas dessa maneira, e se a Majestic perdesse um jogo sequer, estaria fora da competição. O formato foi tão inusitado que nem Dunha1 sabia que o evento seria disputado dessa maneira até estar na Croácia.

“O formato foi bem diferente. Para ser sincero a gente só soube do formato depois do jogo contra a EHOME e pensamos que os times não estavam tão preocupados com a fase de grupos pois todos iriam pra chave dos vencedores. Não sei se prejudicou, mas com certeza as equipes ficaram cientes dos heróis que usamos para ganhar as partidas, o que é bem vantajoso pra eles. O formato em si eu nunca tinha jogado antes, na minha opinião não foi tão bom pelo fato de que a fase de grupo não significa nada”, afirmou.

Mesmo vencendo os chineses da RNG e os indonésios da BOOM em MD1, os sul-americanos caíram para a EHOME na semifinal da chave dos perdedores, dando adeus ao torneio. Na visão do capitão da Majestic, o psicológico foi o principal fator da derrota.

“Muitas coisas deram errado, porém o psicológico do time, que não estava bem jogando sob pressão, foi talvez o fator mais relevante”, comentou.

O FUTURO DE DUNHA1 E DA MAJESTIC

Com a derrota, a Majestic terminou sua participação no OGA Pit Minor na quarta posição, faturando 25 mil dólares e 70 pontos do DPC, resultado bem acima do esperado. Para Dunha1, ele e sua equipe levam para casa uma ótima experiência.

“Levamos muitas coisas boas, principalmente a experiência de jogar contra esses times fortes em LAN. Vamos continuar juntos e espero tirar o melhor da equipe que está numa boa caminhada”, finalizou.