Imagem reais momentos antes de algum suporte ficar 300% pistola! (Foto: Reprodução/Divulgação)

Salve, heróis e heroínas! Após termos trocado uma ideia sobre a famosa composição GOATS nas últimas semanas, eis o momento de conversarmos melhor a respeito de outro estilo de jogo conhecidíssimo no Overwatch competitivo — o Dive!

Em tradução livre, dive significa ‘mergulho’, em português, e, de certo modo, é exatamente isso. Ao mergulhar, saltamos de um lugar seguro rumo à água, tomando coragem e executando o movimento em um grande impulso da maneira mais sucinta possível, caso contrário o mergulho mais se parecerá com uma barrigada. Contudo, tenha em mente que o Dive em Overwatch está mais para aquela velha brincadeira de posicionar uma boia inflável e tentar acertar o centro da mesma ao pular de ponta do que para uma ‘bomba’ que aquele seu amigo ou amiga insiste em tentar toscamente, jogando água em todo mundo ao redor. E, claro: Nunca entenda como um mergulho literal dentro de jogo, afinal de contas todos os heróis têm uma fobia incompreendida de banho!

Estipulada em meados de dois mil e descobrimos-que-Winston-e-D.Va-funcionam-muito-bem-juntos, a composição original continha também Genji, Tracer, Lúcio e Zenyatta. A intenção fundamental é simples: Encontrar um alvo vulnerável, normalmente um suporte ou DPS adversário, e utilizar suas habilidades de movimentação somadas ao aumento de velocidade do Lúcio para chegar fulminantemente na vítima, garantindo a eliminação antes que a contenção inimiga se faça presente. O dano somado de ao menos três integrantes aliados é altíssimo, principalmente com a Orbe da Discórdia bem posicionada, marcando a pobre alma que seria deletada da face da terra em instantes.

COOOOOOOOORREEEEEE!!! (Foto: Reprodução/Divulgação)

Com o passar do tempo, o Dive sofreu mudanças, principalmente após as novidades na Sombra, e várias outras composições surgiram, tanto para lidar com a estratégia em questão, quanto para expandir ainda mais as possibilidades do jogo, especialmente com a utilização dos ‘Tanques de Dive’, como são popularmente chamados D.Va e Winston. E, atualmente, mantendo Winston, D.Va, Lúcio e Zenyatta ou Ana, as vertentes mais comuns são:

• Sombra e Genji

Possivelmente a opção mais agressiva da lista, sua capacidade de explodir um alvo quando o dano é bem coordenado é altíssima. Porém, o potencial de eliminação caso o Genji, principalmente, persiga um alvo sozinho ou não esteja junto da equipe na hora H, é expressivamente reduzido, portanto a sinergia e fornecimento de informação por sua Sombra invisível precisam estar afiadíssimos. E, finalmente, a Lâmina do Dragão utilizada junto do Pulso Eletromagnético é um dos combos mais fortes do jogo, então se nada der certo de início, ainda há a possibilidade de manter o fôlego quando estas duas supremas estiverem disponíveis!

• Sombra e Doomfist

Opção menos agressiva em comparação com a anterior, ainda assim se beneficia da tomada de iniciativa. Com as informações da cosplayer de Comandante Hamilton invisível do Overwatch, Doomfist consegue facilmente explodir um alvo isolado, principalmente se o adversário estiver hackeado. Os tanques, nesta situação, podem – e na maioria das vezes devem – seguir seus DPS para configurar o dive, porém é possível manter os grandões do seu time contestando os tanques adversários enquanto sua Sombra e Doomfist fazem o trabalho. Finalmente, a composição não possui um combo tão forte quando comparada à opção de Genji.

Fala com a minha mão! (Foto: Reprodução/Divulgação)

• Sombra e Tracer

Inicialmente uma das vertentes mais interessantes, acabou se diluindo em meio a tantas Brigittes e possíveis McCrees como resposta do time inimigo, sem levar em conta a diminuição de dano desanimadora da Bomba Eletromagnética da Tracer. Em mapas que não dependem tanto de verticalidade, pode ser uma boa opção, além de ser possível jogar mais recuado para ajudar os tanques na contestação de linha frente, danificando a proteção de carne adversária e, ai sim, partindo para cima. Atualmente não é uma das opções mais fortes e é escolhida situacionalmente.

• Genji e Tracer

Sim, a original ainda é possível, mas a presença de Sombra é tão forte, com sua possibilidade de passar informação por ficar invisível infinitamente, seu hack silenciando um adversário e seu dano relativamente próximo ao da Tracer que as outras opções citadas se mostram mais efetivas na maioria das situações.

Independente da composição escolhida, tenha sempre em mente que o mais importante para o dive é adquirir informação do posicionamento adversário o mais rápido possível, preparar a chamada, escolher o alvo e… pular! Contra adversários de composição lenta, aumentar o tempo de troca de dano inicial é vantajoso para o inimigo, pois é o que a estratégia dele almeja. Já contra outro Dive, perder tempo significa ter sua retaguarda atacada enquanto você ainda está pensando em quem atacará ou ver seus tanques sucumbirem à pressão caso seus suportes estejam sendo alvejados. Portanto, velocidade é a chave. Velocidade coordenada, claro, senão vira a famigerada várzea.

O tormento dos Zenyattas – Sombra, peça fundamental do Dive! (Foto: Reprodução/Divulgação)

Finalmente, para lidar com composições de Dive é possível utilizar várias táticas, dependendo do estilo de jogo do time adversário e de sua equipe. A seguir eis algumas opções válidas para não ter tanta dor de cabeça ao enfrentar o Blitzkrieg do Overwatch:

Brigitte, Lúcio, Zenyatta, McCree, D.Va, Winston

D.Va e Winston não deixam os tanques inimigos livres e todos os outros jogadores do time andam sempre juntos. Ao ter vantagem de posicionamento ou ver alguém bobeando, aumente o som e elimine o alvo com o atordoamento da filha do Torbjörn ou do McCree! Se ainda assim tomarem o Dive, permaneçam juntos e chamem seus tanques para ajudar a retaguarda!

Sombra, Brigitte, Ana, Lúcio, D.Va, Winston

Estratégia relativamente parecida com o Dive no papel, porém de execução diferenciada. É possível, sim, atacar um suporte adversário com sua Sombra, porém a intenção aqui é utilizar a hacker mais próxima de seu próprio time, ameaçando silenciar um tanque adversário e voltando para batalhar ao lado de sua equipe quando o Dive inimigo chegar. A execução reativa pode ser complexa, porém é efetiva, principalmente com a convergência dos aliados no mesmo inimigo a fim de conseguir vantagem numérica e com hacks nos alvos certeiros.

Dive espelhado

Escolha para seu time uma das opção de Dive e também parta para cima, afinal de contas há quem seja adepto de que a melhor defesa é um bom ataque! Porém, como disse anteriormente, é importante, na maioria dos casos, que tome a iniciativa para não ser pego de calça curta!

O momento exato do empata-dive! (Foto: Reprodução/Divulgação)

E é isto! Lembrem-se de que o Dive requer um certo tempo para ser dominado, pois demanda bastante coordenação e comunicação da equipe, mas é uma das estratégias mais fortes no momento. Portanto, boa sorte treinando as composições citadas no artigo! E, claro, me conta depois no Twitter ou no Instagram quais foram os resultados. Semana que vem nos vemos novamente em mais um artigo deste caster que vos fala! :D