SHOOWTIME
SHOOWTIME no minor americano da IEM Katowice (Foto: Damian Gatkiewicz/ESL)

Gustavo “SHOOWTIME” Gonçalves e seus companheiros seguem à procura de uma nova organização. Dispensado pela Imperial e-Sports há pouco mais de duas semanas, o quinteto ainda não recebeu nenhuma proposta concreta.

“Tivemos algumas sondagens, mas ainda não tivemos nada de concreto. Nenhuma proposta chegou na nossa mão ainda. Apenas sondagens”, contou SHOOWTIME em entrevista ao Mais Esports.

“Estamos dispostos a ouvir todas as propostas e, aí sim, ver o que é bom para nós e para a organização também”, completou.

Para SHOOWTIME, o diferencial da equipe é a experiência. Ele e os companheiros Denis “dzt” Fischer, Bruno “shz” Martinelli, Thiago “TIFA” França e Caio “zqk” Fonseca já jogaram em terras estrangeiras.

“Somos um time experiente, todos os jogadores já atuaram fora do país. Buscamos um lugar que possa nos dar uma estrutura de pelo menos algum bootcamp, para reunir o time em campeonatos importantes e jogarmos do mesmo ambiente”, afirmou.

Aos interessados, basta contatar o próprio SHOOWTIME pelas redes sociais ou via email.

FIM DE ANO NO TOPO E QUEDA

Depois de fechar a temporada de 2018 em alta, a então Imperial teve um começo de ano conturbado. Para SHOOWTIME, isso aconteceu porque o time não conseguiu se manter em “lua de mel”.

“Acredito que estávamos em lua de mel pelo fato do time ser novo e não conseguimos manter isso. O mais difícil não é você chegar no alto nível, mas sim se manter. Estávamos muito esperançosos para o minor e perder na Polônia fez com que nossa confiança ficasse baixa. E, desde então, não conseguimos retomá-la”, contou.

Essa má fase acabou prejudicando a equipe em alguns torneios importantes, como as fases de classificação dos últimos meses, como as temporadas anteriores de LA League e a Aorus League.

“O nível dos times e jogadores está em constante evolução. Não pode parar no tempo, pois se não as equipes, que em teoria estão para trás, te alcançam e até ultrapassam você. Acho que colocamos muita pressão desnecessária pelo fato de termos jogado o minor, voltamos com a ‘obrigação’ de ganhar tudo no Brasil. E não é bem assim. Do outro lado também tem gente trabalhando duro e ninguém é uma máquina. Tivemos nossa confiança muito abalada e isso foi piorando com cada derrota”, explicou SHOOWTIME.

Outra viagem internacional também não saiu como o esperado para o time, com a Imperial saindo ainda na fase de grupos da WESG. Para SHOOWTIME, o resultado final acabou mascarando o desempenho.

“Nos campeonatos internacionais que jogamos não tivemos um desempenho ruim, se for analisar jogo a jogo. Os resultados sim, foram [ruins]. Ficamos de fora da WESG por um round. No minor fizemos um jogo razoável contra o NRG – mais uma vez, se for analisar os jogos e rounds -, e uma boa md3 contra a INTZ. Essas derrotas no quase, principalmente como foi na WESG,  são dolorosas e difíceis de serem digeridas. É difícil de entender como um time faz uma campanha assim e depois não faz praticamente nada em 2019 aqui no Brasil”, desabafou.

POLÊMICA NO RIO

Como se só a má fase não fosse suficiente, a Imperial sofreu um duro golpe na DreamHack Open Rio. Com a desistência da AGO Esports, a equipe de SHOOWTIME era a próxima na “linha de sucessão” dos convites, mas acabou sendo preterida pela Redemption – que não havia se classificado para a seletiva fechada.

“Óbvio que não merecíamos a vaga, pois ela era dos times que se classificaram ou foram convidados. Mas, quando acontece algo bizarro igual na DreamHack, onde vários times caíram fora e eles optaram por chamar equipes brasileiras, todas que estavam na nossa frente ou já estavam no torneio ou não podiam pois já tinham compromissos. Um campeonato de grande porte como é a DreamHack todo jogador que atua no Brasil quer jogar”, destacou SHOOWTIME.

“Com todo respeito a Redemption, mas, querendo ou não, esse ano fomos um dos representantes brasileiros no minor e também na WESG. O time da Redemption era novo e não tinha mostrado serviço em nenhum campeonato. Mas é aquilo né, quando a fase não é boa parece que tudo conspira contra”, completou.

SAÍDA DA IMPERIAL E FUTURO

Além dos resultados ruins dentro do servidor, SHOOWTIME e os companheiros acabaram sofrendo outro golpe: a saída da Imperial. De acordo com o jogador, a decisão foi da organização carioca.

“A saída da Imperial pegou até a gente de surpresa. Foi decisão da organização rescindir nossos contratos, acredito que por causa do nosso desempenho”, revelou.

O foco agora é nas competições que vem sendo disputada pela equipe, como a Liga Pro da Gamers Clubs, a Aorus League, a Brasil Game Cup e as finais regionais da Esportal Global. Para isso, SHOOWTIME já estabeleceu algumas metas.

“Recuperar nossa confiança, resolver os problemas out game – que afetam no jogo -, para voltarmos a trocar com os melhores times do cenário. Individualmente falando, estou na minha pior forma. O computador de casa não ajuda muito. Estarmos jogando cada um de sua casa não está nos fazendo bem”, finalizou.